PSD contesta portagens na variante do IC2 ao Mosteiro

| Economia

A Concelhia do PSD da Batalha contestou hoje a introdução de portagens na variante do IC2 ao mosteiro local, considerando que esta medida não irá impedir a contínua degradação do monumento.

Em comunicado enviado hoje, o PSD da Batalha considera que o Governo cedeu "às pressões privadas" ao pretender colocar portagens num troço que deveria ser gratuito para fomentar o desvio de trânsito da zona do mosteiro", que tem sofrido com a poluição automóvel.

Com estas taxas, "o trânsito pesado e a larga maioria do trânsito ligeiro continuarão a utilizar a actual EN 1, fugindo assim aos elevados custos da portagem", vaticinam os sociais-democratas que consideram esta opção "uma absurda intenção do Governo" e um "ataque sem paralelo na história recente ao nosso património histórico-cultural".

Além disso, a introdução de portagens constitui um "triste momento de desonestidade política dos nossos governantes, uma vez que troca-se um compromisso com mais de dez anos por objectivos menos claros de rentabilização de obras público-privadas".

A estrutural local do PSD recorda que a variante é "uma promessa datada de 1997 do então primeiro-ministro, António Guterres" e, além de proteger o mosteiro, "produzirá melhorias a vários níveis, pelo aumento da acessibilidade, maior facilidade de escoamento de produtos e maior segurança na circulação viária", entre outras questões.

Para tentar inverter esta medida, o PSD promete pedir a intervenção do Presidente da República e do Provedor de Justiça, "uma vez que estão envolvidos direitos constitucionais de salvaguarda e fruição do nosso património cultural".

Confrontado com estas críticas, o secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas, Paulo Campos, reafirmou a intenção de colocar portagens nesta via, recordando que a obra está localizada numa zona de dinamismo económico, capaz de custear esta taxa suplementar.

Situação semelhante se irá passar num novo troço do IC2 em Oliveira de Azeméis, acrescentou o governante, à margem da apresentação da Concessão Litoral Oeste, hoje em Ourém.

Apesar disso, Paulo Campos admite que existam "matérias que têm de ser analisadas" nomeadamente se "os pequenos troços de ligação entre o princípio e o fim de uma cidade" poderão ser isentos.

Nesse sentido, o Governo admite estudar "cada caso concreto" mas a "introdução de portagens é uma peça fundamental em todo o equilíbrio" das concessões, acrescentou.

PJA.

Lusa/Fim


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