PSI mantém-se em máximos com Galp e Jerónimo Martins a subirem mais de 2%

A bolsa de Lisboa continuava hoje em alta, com o PSI a subir para máximos desde o início de 2010 e com a Galp e a Jerónimo Martins a liderarem os ganhos.

Lusa /

Cerca das 11:35 em Lisboa, o PSI mantinha a tendência da abertura e avançava 0,88% para 8.543,89 pontos, um novo máximo desde o início de 2010, com 12 `papéis` a subir e quatro a descer.

A Galp e a Jerónimo Martins valorizavam-se 2,41% para 15,07 euros e 2,22% para 21,22 euros, respetivamente.

Entretanto, a Jerónimo Martins anunciou que vai encerrar as 18 lojas Hussel em Portugal, cadeia especializada na comercialização de chocolates, até 30 de abril de 2026, "após aturados esforços para viabilizar a empresa".

Em comunicado, o grupo dono do Pingo Doce explica que, "após profunda análise e aturados esforços para viabilizar a empresa, que acabaram por não ser bem-sucedidos, tomou a difícil decisão de descontinuar a operação da Hussel".

Para justificar a decisão de encerramento da operação da Hussel aponta a insolvência do parceiro alemão, o aumento do preço das rendas e a subida do preço do cacau, referindo que "o impacto duradouro levou ao entendimento de estar-se perante uma situação de insustentabilidade da empresa sem que existam fundadas perspetivas de reversibilidade".

A estas empresas seguiam-se as da Mota-Engil e da NOS, que também subiam, designadamente, 2,00% para 5,11 euros e 1,72% para 4,13 euros.

Com a mesma tendência, as ações da Teixeira Duarte, REN e EDP avançavam 1,54% para 0,66 euros, 1,07% para 3,31 euros e 1,02% para 4,08 euros.

As ações da EDP Renováveis e da Semapa subiam 0,94% para 12,88 euros e 0,93% para 21,80 euros.

As outras três ações que subiam de cotação eram as da EDP Renováveis (0,94% para 12,88 euros) e as da Semapa (0,93% para 21,80 euros).

Em sentido contrário, as ações da Corticeira Amorim, BCP, Altri e CTT cediam valor, entre 0,2% e 0,8%.

As principais bolsas europeias também mantinham os ganhos generalizados num dia em que serão divulgados vários indicadores económicos, embora os investidores continuem com os olhos voltados para as consequências do ataque dos Estados Unidos à Venezuela.

O EuroStoxx 600 estava a avançar 0,76% para 619,90 pontos e as bolsas de Londres e Frankfurt avançavam 0,70% e 0,13%, enquanto as de Madrid e Milão se valorizavam 0,10% e 0,33%, respetivamente.

Paris continuava a ser a exceção, já que descia 0,39%.

Os avanços na Europa somam-se aos alcançados no final da sessão do mercado em Wall Street e das bolsas asiáticas, que encerraram com os principais índices a subir fortemente.

Entre os destaques da sessão estão os dados do IPC da Alemanha e de França, além de dados dos PMI de serviços em vários países europeus, bem como no conjunto da zona euro e nos Estados Unidos, onde, além disso, será conhecido o índice Redbook de vendas a retalho.

A bolsa em Wall Street fechou na segunda-feira com um recorde no Dow Jones Industrial, e o principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, subiu hoje 1,27% e fechou pela primeira vez acima da barreira de 52.500 pontos.

O Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em março, está a avançar para 61,99 dólares, contra 61,76 dólares na sessão anterior.

O preço do ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, também se mantinha em alta, com a onça a ser negociada a 4.455,45 dólares, contra 4.443,60 dólares na segunda-feira e o atual máximo de sempre, de 4.533,21 dólares, verificado em 26 de dezembro de 2025.

A onça da prata subia hoje para 78,2576 dólares, contra 76,4510 dólares na segunda-feira, depois de ter atingido o máximo histórico de 79.2708 dólares em 26 de dezembro.

O euro recuava para 1,1709 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1715 dólares na segunda-feira e o novo máximo de quatro anos, de 1,1865 dólares, verificado em 16 de setembro do ano passado.

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