Regressa projeto europeu que financia jornalismo de investigação com ciência

A segunda edição do projeto europeu que visa financiar jornalismo de investigação com fundamentação científica abriu, e está a decorrer até 23 de março próximo, com um montante de um milhão de euros.

Lusa /

As bolsas terão a duração de oito meses e destinam-se a financiar a produção de trabalhos de jornalismo de investigação baseados em evidências científicas, com impacto local, regional e transnacional e que resultem da colaboração entre jornalistas e cientistas.

Podem candidatar-se jornalistas que trabalhem em qualquer formato (imprensa, televisão, rádio, digital, multimédia, documentário) e cientistas de qualquer área. Cada equipa tem de incluir pelo menos um órgão de comunicação social e uma instituição de investigação, incluindo universidades.

Os trabalhos de jornalismo de investigação têm de abordar temas de interesse público e serem ancorados em evidência científica recolhida para a investigação pelos cientistas da equipa.

Além do financiamento, as equipas selecionadas vão ter acompanhamento por mentores especializados e acesso a um programa de formação e a oportunidades de contacto com outros participantes do programa.

As equipas podem candidatar-se a bolsas de 10 mil, 20 mil ou 50 mil euros, dependendo do projeto, da complexidade das investigações propostas, do número de parceiros envolvidos, da natureza das tarefas e do cronograma previsto.

Através de um programa de bolsas, cofinanciado pela Creative Europe, da União Europeia, a Journalism Science Alliance pretende fortalecer a credibilidade e o impacto do jornalismo de investigação, promovendo a colaboração entre órgãos de comunicação social e instituições de pesquisa em toda a Europa.

A Journalism Science Alliance é uma iniciativa conjunta da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA) e do Centro Europeu de Jornalismo (EJC). Mais informações estão disponíveis em https://journalismsciencealliance.eu/.

Na primeira edição do concurso do Journalism Science Alliance, em 2025, houve quatro equipas portuguesas de jornalistas e cientistas entre as 24 selecionadas para receberem bolsas no valor total de um milhão de euros. Além de Portugal, foram selecionadas equipas de 14 países.

Expresso, Farol de Ideias, Fumaça e Público foram então os meios com projetos selecionados, em parcerias respetivas com INESC TEC, Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL, ISPA e Faculdade de Ciência Médicas da `Nova`.

A liderança dos trabalhos então desenvolvidos coube, segundo aquela ordem, a Micael Pereira/Nuno Guimarães, Daniel Deusdado/João Joanaz de Melo, Margarida David Cardoso e Nuno Viegas/Andreia de Castro Rodrigues e Teresa Firmino/Maria da Conceição Calhau.

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