Economia
"Resposta a ações maliciosas". China estende travão nas exportações a 14 empresas europeias
O Ministério chinês do Comércio refere-se às mais recentes sanções impostas pela União Europeia como “atos ultrajantes”. Bruxelas quis assim punir Pequim pelo que considera ser o apoio à indústria militar da Rússia no contexto da invasão da Ucrânia.
É uma “resposta a ações maliciosas”, nas palavras do Ministério do Comércio da China. O Governo chinês somou esta sexta-feira 14 empresas europeias à sua lista de restrições à exportação. Isto depois de as últimas sanções adotadas por Bruxelas terem incluído o mesmo número de entidades empresariais do colosso asiático.
“Para salvaguardar a segurança e os interesses nacionais e em resposta às ações maliciosas da UE, a China decidiu incluir 14 entidades europeias, incluindo o grupo italiano Lafert Group, na sua lista de controlo de exportações”, indicou o Ministério chinês do Comércio.As contramedidas desenhadas pelo Governo chinês entraram de imediato em vigor.
A partir de agora, as 14 empresas europeias visadas por Pequim deixam de poder receber produtos chineses para utilização civil ou militar.
Na Alemanha, são atingidos o grupo de materiais de revestimento Sindlhauser, a produtora de armamento Rheinmetall e a Antraco, fornecedora de químicos.

Angelika Warmuth - Reuters
Em Itália, as medidas chinesas abrangem a Lafert, fabricante de motores elétricos, e a Garnet, que se dedica ao sector da automação e robótica.
As restrições às exportações chinesas incluem, em França, a fábrica de bolachas de fosforeto de índio InPACT, o laboratório de investigação em fotónica e microeletrónica III-V Lab e a fabricante de drones Cavok UAS. Na Polónia, abarcam a fabricante de detetores de fotões infravermelhos Vigo Photonics e a Universidade Politécnica de Wroclaw.
Na lista chinesa constam também os estaleiros navais IHC, dos Países Baixos, a Tatra Trucks, na Chéquia, o búlgaro Opticoelectron Group e a lituana Ekspla, que desenvolve sistemas de laser.Ao abrigo do novo pacote de sanções adotado na quinta-feira pela União Europeia, quase meia centena de entidades, entre as quais 14 empresas da China e de Hong Kong, são alvo de medidas devido ao alegado apoio à indústria militar russa.
Uma delegação da Comissão de Assuntos Externos do Parlamento Europeu concluiu esta semana uma visita oficial à China, tendo abordado a guerra na Ucrânia junto de altos responsáveis de Pequim, desde logo o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi.
Em declarações à agência EFE, na quinta-feira, os eurodeputados espanhóis Javi López e Nicolás Pascual de la Parte adiantaram ter defendido, diante dos interlocutores chineses, que a cooperação para o fim da guerra é “pré-condição” para ”normalizar” as relações sino-europeias.
De la Parte acusou mesmo a China de “não querer assumir qualquer responsabilidade” e de se abster de “qualquer pressão significativa” sobre o presidente russo, Vladimir Putin.
c/ agências
“Para salvaguardar a segurança e os interesses nacionais e em resposta às ações maliciosas da UE, a China decidiu incluir 14 entidades europeias, incluindo o grupo italiano Lafert Group, na sua lista de controlo de exportações”, indicou o Ministério chinês do Comércio.As contramedidas desenhadas pelo Governo chinês entraram de imediato em vigor.
A partir de agora, as 14 empresas europeias visadas por Pequim deixam de poder receber produtos chineses para utilização civil ou militar.
Na Alemanha, são atingidos o grupo de materiais de revestimento Sindlhauser, a produtora de armamento Rheinmetall e a Antraco, fornecedora de químicos.
Angelika Warmuth - Reuters
Em Itália, as medidas chinesas abrangem a Lafert, fabricante de motores elétricos, e a Garnet, que se dedica ao sector da automação e robótica.
As restrições às exportações chinesas incluem, em França, a fábrica de bolachas de fosforeto de índio InPACT, o laboratório de investigação em fotónica e microeletrónica III-V Lab e a fabricante de drones Cavok UAS. Na Polónia, abarcam a fabricante de detetores de fotões infravermelhos Vigo Photonics e a Universidade Politécnica de Wroclaw.
Na lista chinesa constam também os estaleiros navais IHC, dos Países Baixos, a Tatra Trucks, na Chéquia, o búlgaro Opticoelectron Group e a lituana Ekspla, que desenvolve sistemas de laser.Ao abrigo do novo pacote de sanções adotado na quinta-feira pela União Europeia, quase meia centena de entidades, entre as quais 14 empresas da China e de Hong Kong, são alvo de medidas devido ao alegado apoio à indústria militar russa.
Uma delegação da Comissão de Assuntos Externos do Parlamento Europeu concluiu esta semana uma visita oficial à China, tendo abordado a guerra na Ucrânia junto de altos responsáveis de Pequim, desde logo o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi.
Em declarações à agência EFE, na quinta-feira, os eurodeputados espanhóis Javi López e Nicolás Pascual de la Parte adiantaram ter defendido, diante dos interlocutores chineses, que a cooperação para o fim da guerra é “pré-condição” para ”normalizar” as relações sino-europeias.
De la Parte acusou mesmo a China de “não querer assumir qualquer responsabilidade” e de se abster de “qualquer pressão significativa” sobre o presidente russo, Vladimir Putin.
c/ agências