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Chega avança com comissão de inquérito ao ministro da Administração Interna

Chega avança com comissão de inquérito ao ministro da Administração Interna

Chega avança com comissão de inquérito ao ministro da Administração Interna

Em declarações aos jornalistas, Ventura quis saber "que cumplicidades existiram para termos chegado a este ponto de impunidade".

Joana Raposo Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: José Sena Goulão - Lusa

(em atualização)

O presidente do Chega, André Ventura, anunciou esta sexta-feira que vai avançar com uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves, atual ministro da Administração Interna, à frente da Polícia Judiciária.

Em causa está a polémica em torno das obras de Luís Neves numa casa sua e um atrelado encontrado na empresa do construtor que fez os trabalhos.

O líder do Chega vincou que o ministro da Administração Interna “mancha a reputação de uma instituição que não merece ser manchada”, demonstrando que “há sintomas severos de podridão do regime”.

“O silêncio cúmplice de todos os partidos na primeira fase mostra até que ponto a política em Portugal ficou capturada com o medo”, considerou.

André Ventura afirmou ainda que a nomeação de Luís Neves para o cargo de ministro da Administração Interna foi “um mau precedente”.

“O presidente da República, o primeiro-ministro, o procurador-geral da República não podem estar reféns nem ter receio de qualquer investigação que envolva, mesmo se necessário, aqueles com quem trabalharam”, disse ainda o presidente do Chega.

Na visão de Ventura, tudo o que ainda há por explicar “é pelo menos a parte visível de um muito maior iceberg que envolve provavelmente os tais poderes ocultos, anos e anos de influência mútua e de nomeação mútua para lugares do Estado”.

Na semana passada, a Polícia Judiciária anunciou a abertura de um inquérito sobre o atrelado apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna.

No mesmo dia, a Procuradoria-geral da República confirmou "a existência de um inquérito relacionado com bens apreendidos à ordem do processo designado Operação Pacoba".

O ministro Luís Neves veio entretanto confirmar que a Construbarcelos recebeu, entre 2020 e 2025, cerca de 1,9 milhões de euros em contratos públicos.

c/ Lusa

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