Secretariado nacional da UGT veta nome de Francisco Pimentel para presidência

Secretariado nacional da UGT veta nome de Francisco Pimentel para presidência

O secretariado nacional da UGT vetou o nome proposto pelos Trabalhadores Social Democratas (TSD), Francisco Pimental, para assumir a presidência do organismo, com o secretário-geral dos TSD, Pedro Roque, a classificar a situação como "lamentável".  

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"Na história da UGT, sempre houve entendimentos entre a tendência sindical socialista e os TSD, ao longo destes mandatos todos", referiu, em declarações à Lusa, apontando que o candidato "apresentado pela tendência socialista, mereceu o acordo e a votação dos elementos da tendência social-democrata".

O deputado do PSD e presidente do SINTAP Francisco Pimentel foi o único candidato proposto pela tendência social-democrata a presidente da UGT, confirmou à Lusa, Pedro Roque, na segunda-feira.

"O voto é secreto, provavelmente houve também alguns elementos da tendência social-democrata que poderão ter votado contra, mas o que é certo é que a maioria dos elementos da tendência sindical socialista vetou o nome indicado pela tendência social-democrata, coisa que nunca tinha acontecido antes na história da UGT", lamentou hoje. 

Foi convocada uma "reunião de urgência" esta tarde para debater o assunto, disse, antecipando que vê "com dificuldade", que seja apresentado "um candidato diferente que seja do agrado da maioria da tendência sindical socialista".

"Estamos a falar, aliás, de uma pessoa que é presidente de um dos sindicatos mais antigos da Central, que deu muito à Central, cujo relacionamento entre as duas tendências no seio desse mesmo sindicato é absolutamente impecável", referiu.

"Portanto, é um elemento à prova de bala", realçou, lembrando ainda que participou nas reuniões relacionadas com o Código de Trabalho e "não divergiu dos outros elementos", portanto, "é absolutamente estranho que isto tenha acontecido".

"Nós não estamos aqui para, por tentativas e erros, ir arranjando um candidato", destacou, indicando que "isto é inédito e lamentável".

Francisco Pimentel iria suceder a Lucinda Dâmaso na presidência da UGT.

Dentro da UGT há um acordo implícito que dita que os TSD escolhem o candidato a presidente e a tendência socialista escolhe o candidato a secretário-geral.

Apesar deste procedimento prévio, e tal como acontece nos restantes órgãos, o futuro presidente da UGT só será formalmente eleito no Congresso da central sindical, que se realiza em 10 e 11 de outubro, na Figueira da Foz.

As votações do presidente e do secretário-geral da UGT são feitas em separado no Congresso, dado que estes são órgãos uninominais.

Nascido em 20 de julho de 1959, Francisco Pimentel é licenciado em Direito e é atualmente deputado do PSD, pelo círculo dos Açores.

Inspetor Superior da Administração Pública dos Açores, o social-democrata desempenha vários cargos públicos, nomeadamente como presidente do SINTAP, presidente do Congresso dos TSD Açores e membro da Comissão Política Regional do PSD/Açores.

A Lusa contactou a UGT, que não quis comentar esta questão. 

 

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