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Seguradoras querem que criação de fundo para catástrofes seja uma prioridade

Seguradoras querem que criação de fundo para catástrofes seja uma prioridade

As seguradoras portuguesas saúdam as declarações do Governo sobre a criação de um mecanismo permanente para responder a catástrofes naturais, tendo entregue uma declaração conjunta para que isto seja uma prioridade, anunciou hoje a Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

Lusa /

Os líderes das empresas seguradoras que operam em Portugal "entregaram uma declaração conjunta apelando ao poder político para que esta matéria seja assumida como uma prioridade estratégica de interesse público", indicou a APS, em comunicado.

Em causa estão declarações do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, em entrevista ao Público e à Renascença, nas quais disse que "é propósito" do Governo para este ano a criação de um fundo de catástrofes e que, para tal, estão a trabalhar com o regulador dos seguros.

Segundo o ministro, o fundo "será capitalizado com o seguro dos imóveis e dos equipamentos e depois com o resseguro".

A APS saúdou esta intenção e salientou que, "nos últimos 20 anos, o setor segurador português pagou mais de 1.000 milhões de euros em indemnizações associadas a eventos climáticos extremos", e mais de 60% desse valor ocorreu na última década.

As seguradoras manifestaram também "total disponibilidade para colaborar com o Estado e com as entidades competentes na definição de um modelo nacional de proteção robusto e sustentável, assente em princípios de solidariedade, prevenção e partilha de riscos, à semelhança do que já existe na maioria dos países europeus".

Entre os eventos com maiores prejuízos associados, de acordo com os dados da APS, destacam-se os incêndios de outubro de 2017, com perdas de 226 milhões de euros, a tempestade Leslie em outubro de 2018, com 101 milhões pagos pelas seguradoras, e a tempestade Martinho, em março de 2025, com 62 milhões de euros.

Já os danos da depressão Kristin ainda estão por apurar, mas fonte oficial da APS indicou à Lusa que as seguradoras já estão a avançar com pagamentos de sinistros relacionados com o mau tempo, sobretudo de menor dimensão.

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