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Serviços públicos afetados por greve. Paralisação na Easy-jet condiciona aeroportos

Serviços públicos afetados por greve. Paralisação na Easy-jet condiciona aeroportos

Há greve dos trabalhadores das carreiras gerais da Função Pública, esta sexta-feira, a afetar escolas, serviços de atendimento ao público, autarquias e a recolha de lixo em vários concelhos.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Arquivo RTP

A paralisação abrange cerca de 350 mil funcionários, entre técnicos superiores, assistentes técnicos e assistentes operacionais.

A CGTP, que convocou os protestos, acusa o Governo de deixar para trás os trabalhadores das carreiras gerais da função pública. A paralisação é marcada em conjunto pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL) e pelo Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).

"Temos hoje um país de baixos salários", considerou Tiago Oliveira da CGTP, lamentando que estes "baixos salários advém de uma política, advém de opções".

O secretário-geral da CGTP disse ainda não ser possível ter uma evolução nas carreiras com "estagnação salarial" e com as tabelas a serem "apanhadas pelo salário mínimo".
Hoje também há uma greve dos serviços e entidades com fins públicos. O Sindicato quer que o governo reveja o sistema de avaliação de desempenho, além do trabalho extraordinário remunerado

O sindicato independente dos enfermeiros juntou-se a esta greve pelo que poderá haver constrangimentos nos Hospitais e centros de saúde.
O impacto não é o mesmo em todo o país, nem em todos os setores. A escola secundária Dona Maria, em Coimbra, está a funcionar normalmente. Apenas um assistente operacional aderiu à greve, não condicionando as aulas.

A escola D. Pedro I, em Vila Nova de Gaia, está encerrada devido à falta de funcionários. Filinto Lima admitiu que num agrupamento de 18 escolas, há apenas duas abertas.

"Isto é o reflexo daquilo que penso que vai acontecer no país. É uma greve que vai ter uma grande adesão", dirigente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, que recordou que os funcionários ganham mais do que o salário mínimo.

Além disso, este mês de outubro são esperadas três greves.

"É preciso investir no pessoal não docente", advertiu.
Junto à mesma escola, estava o coordenador da Comissão Executiva do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte, que reforçou as palavras de Filinto Lima: a Educação é dos setores mais afetados, seguida da Saúde.

"A Educação será o setor com maior impacto", disse Orlando Gonçalves.

E na repartição da Segurança Social em Coimbra há um pré-aviso de greve à porta. Mas parte dos serviços estão a funcionar e há cidadãos a ser atendidos.
Também em Lisboa há escolas encerradas, devido à falta de funcionários.
A greve, que começou à meia-noite desta sexta-feira e com duração de 24 horas, abrange os cerca de 350 mil trabalhadores das carreiras gerais da Administração Pública central, direta e indireta, local e regional, nomeadamente assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos superiores.

Os sindicatos reivindicam uma valorização imediata das carreiras destes profissionais, que segundo afirmam serão "os mais mal pagos da administração pública", o reconhecimento das especificidades das profissões e o início imediato das negociações salariais sem esperar pelo próximo ano.

Pelas 11h00, está prevista uma manifestação entre a Praça da Figueira e o Ministério das Finanças, em Lisboa, onde se realizará uma concentração com a presença do secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira.

Serviços mínimos devido a greve dos tripulantes da easyjet

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) espera uma grande adesão no primeiro dos cinco dias de greve dos tripulantes da easyJet, adiantando que apenas estão a ser realizados os serviços mínimos.

"A empresa vai fazer os serviços mínimos, que são obrigatórios, e os restantes voos que não cancelou (...) são voos que irá realizar de forma ilegal", afirmou Ricardo Penarroias, presidente do sindicato.
Pelas 8h00 da manhã, estavam cancelados 80 por cento dos voos para estes dias de greve, que decorre até 6 de outubro.

A dirigente do Sindicato do Pessoal de Voo e Aviação Civil lamente a substituição da tripulação por parte da Easyjet.

"Já não é a primeira vez que a Easyjet o faz. Temos feito queixas à ACT. A Easyjet já foi condenada pela ACT, já pagou coimas - o que significa que compensa pagar as coimas e continuar a cometer este tipo de ilegalidades", disse Ana Dias, acusando a empresa de estar a interferir no direito à greve.
Tanto no aeroporto de Faro como no de Lisboa, os voos previstos não estão a ser cancelados ou atrasados.
Na origem da greve estão, entre outras reivindicações, a estabilidade das escalas, a progressão remuneratória em função da antiguidade e as condições propostas no âmbito da negociação do Acordo de Empresa.

Na opinião do presidente do Sindicato, a empresa não pode ter lucros astronómicos em Portugal e não pagar em consonância com isso mesmo.

A greve dos tripulantes de cabine da easyJet arrancou esta sexta-feira e prolonga-se até terça-feira, com 80 por cento dos voos já cancelados. De acordo com o Sindicato, estão já cancelados 443 voos das bases de Lisboa, Porto e Faro previstos para os cinco dias de paralisação.

O sindicato admite que outros voos ainda programados possam ser afetados pela greve, embora alguns possam ser assegurados por aeronaves e tripulações de outras bases europeias.

Os tripulantes da easyJet marcaram também greve para os dias 19 a 23 de dezembro.


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