Sindicato dos Motoristas mantém o pré-aviso de greve e não abre mão dos pressupostos para negociar

| Economia

“A única via é o diálogo”, afirmou o representante do sindicato em conferência de imprensa, em Aveiras de Cima
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"Não se abre mão dos pressupostos", afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas. Francisco São Bento garante que o pré-aviso de greve se mantém, mas não fecha a porta a desconvocar o protesto. Argumenta que o sindicato continua as diligências no sentido do diálogo e diz que cabe agora à ANTRAM demonstrar força de vontade para dialogar.

“A única via é o diálogo”, afirmou o representante do sindicato em conferência de imprensa, em Aveiras de Cima. No entanto, Francisco São Bento admite que poderão haver cedências de ambos os lados da negociação, mas argumenta ainda não ter visto “grande esforço por parte da ANTRAM" para o diálogo.

“Não é uma questão de quebrar de um lado ou do outro”, reforçou, dizendo que, ao contrário do sindicato, falta à ANTRAM mostrar vontade de diálogo e pede aos patrões “consciência” e “força de vontade” para dialogar, o que pode passar pelo agendamento de uma reunião.

“Com ou sem greve, temos de chegar ao diálogo”, afirmou o sindicalista, que garante que desde a apresentação do pré-aviso de greve ao trabalho suplementar, fins de semana e feriados, não houve qualquer contacto por parte da ANTRAM.

Declarações do mediador do sindicato, Bruno Fialho, fizeram entender que houve uma aproximação de posições, Francisco São Bento garante que não houve propriamente cedências, mas sim constantes diligências para as partes chegarem a um diálogo.

"Não se abre mão dos pressupostos", garantiu, reiterando que o pré-aviso de greve se mantém por agora, mas não afasta o cenário de desmarcação da greve, se houver aceitação dos pressupostos como o pagamento das horas extraordinárias.

"Se houver vontade da Antram e se chegar a um consenso até ao dia 07, o pré-aviso [de greve] pode ser retirado", afirmou.

A reunião marcada para segunda-feira terá como tema os serviços mínimos para a greve marcada para o período de 7 a 22 de setembro. “Estamos reticentes sobre o que acontecerá”, confessa o dirigente, reiterando que o sindicato considera não haver necessidade de serviços mínimos, já que os motoristas vão cumprir o dia normal de trabalho.
Pardal Henriques continua como assessor jurídico
Na conferência de imprensa, o presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas revela que Pedro Pardal Henriques deixou de ser o porta-voz do sindicato, mas vai continuar como assessor jurídico, depois de se confirmar que Pardal Henriques iria ser candidato a deputado pelo PDR.

“Não fragiliza o sindicato”, garante Francisco São Bento. “É bom para a classe trabalhadora ter uma voz ativa que os defenda”, continuou, elogiando o trabalho de Pardal Henriques para o sindicato. Questionado sobre se considera a candidatura a deputado como uma traição, o dirigente retorquiu de imediato: “de modo algum”.

Para Francisco São Bento, o que parece ser uma maior possibilidade de diálogo entre motoristas e patrões “não tem nada a ver com o afastamento de Pardal Henriques”.

A função de porta-voz do sindicato passa a ser assumida pelo próprio presidente, Francisco São Bento.


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