SINTAC pede conclusões rápidas porque empresa "está a perder valor" a cada dia que passa

por Lusa

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil recusou hoje que a TAP seja usada como "instrumento político ou de lutas partidárias", pedindo conclusões rápidas porque, a "cada dia que passa", a empresa "está a perder valor".

"Sobre a mediatização da TAP, é inaceitável verificar-se a utilização da TAP como um instrumento político ou de lutas partidárias ou outras razões", alertou Pedro Figueiredo, presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), na intervenção inicial durante a sua audição na comissão parlamentar de inquérito à TAP.

Segundo o sindicalista, "a imagem negativa da empresa afasta clientes e desvaloriza cada vez mais a TAP e quem paga no final vão ser os trabalhadores", recordando que "há muita gente que quer que esta situação continue, mas é preciso entender que da TAP dependem muitas famílias".

"Este é um assunto demasiado sério e desejamos que rapidamente se cheguem a conclusões porque, cada dia que passa, a TAP, nesta situação, está a perder valor e este clima está a levar à saída de pessoas e trabalhadores e à dificuldade na contratação", alertou.

Pedro Figueiredo avisou ainda que "com o verão que se avizinha, a TAP muito dificilmente poderá desempenhar devidamente a sua atividade".

Defendendo "uma TAP com controlo público", e "o hub de Lisboa", o sindicalista defendeu que "os resultados positivos se devem ao esforço dos trabalhadores e que é urgente levantar os cortes em vigor na TAP que estrangulam a própria atividade" da empresa.

No período de inquirição do PSD, pelo deputado Paulo Moniz, Pedro Figueiredo confirmou que já se reuniu com o novo presidente da TAP, Luís Rodrigues, numa reunião com os restantes sindicatos.

O sindicalista referiu a "experiência positiva" com Luís Rodrigues na SATA, "embora os fatores que irão condicionar serão muitos na TAP", considerando que até agora "tem estado a correr bem".

Questionado sobre a decisão do Governo do PS de, depois de reverter a privatização da TAP em 2016 estar agora a iniciar um novo processo de venda a privados, Pedro Figueiredo começou por referir que na vida por vezes é preciso "mudar de estratégias".

"Em 2015 foi necessário formar Governo, era preciso fazer acordos. Esta é a minha opinião pessoal", respondeu.

Na interpelação da deputada do BE Mariana Mortágua, o sindicalista referiu que a "Ryanair para onde vai seca tudo à volta".

"Nós não temos conhecimento nenhum ou evidência de algum trabalho de consultoria feito por Fernando Pinto", respondeu à bloquista.

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