Economia
Standard & Poor’s corta o rating de França
A agência de notação financeira Standard & Poor’s anunciou o corte do rating da França e de vários outros países europeus. A República Francesa baixa um nível, perdendo a nota máxima de “triplo A” que mantinha até agora. Do grupo melhor cotado, só a Alemanha a Holanda, a Finlândia e o Luxemburgo escaparam “à tesoura” da Standard & Poor’s. Portugal, Espanha e Itália descem dois níveis passando o nosso país a ser "lixo" também para a S&P. Os cortes precipitaram uma queda na cotação do euro para os níveis mais baixos dos últimos 17 meses.
“A França perdeu o seu triplo A”, confirmou sexta-feira à noite em Paris o ministro da Economia e Finanças François Baroin. “Não é uma boa notícia” mas também “não é uma catástrofe”, acrescentou, numa entrevista à cadeia de televisão francesa France 2.
Segundo quis vincar Baroin, “não são as agencias de notação que ditam a política da França”.
Baroin: "Não haverá terceiro plano de austeridade"O responsável pela pasta da Economia, Finanças e Industria do governo francês garantiu na ocasião que o executivo não vai apresentar um terceiro plano de austeridade depois do anuncio feito pela Standard & Poor’s .
“Não haverá um novo plano de austeridade pois aqui não está em causa uma questão de rigor orçamental”, disse Baroin na entrevista à televisão.
A França desce assim um nível e passa a estar classificada com a nota de "AA+" com vigilância negativa, o que indica a possibilidade de vir a sofrer novos cortes no futuro.
Para além da França também a Áustria, passa de "AAA" para "AA+" igualmente com vigilância negativa.
Como já se disse anteriormente, a Alemanha mantém o "triplo A" mas passa a estar ela também sob vigilância negativa.
Até agora, os países da Zona Euro ainda cotados com o “Triplo A” eram a Alemanha, a França, a Áustria, a Finlândia, o Luxemburgo e a Holanda .
Espanha, Itália e Portugal não escapam Para além dos países que perdem a nota máxima, a Standard & Poor’s anunciou também cortes nas notas de Espanha, Itália, e Portugal e Chipre.
Nestes casos os cortes foram de dois níveis, pelo que, o rating da divida espanhola fica classificado em A, com vigilância negativa , e o de Itália em BBB+ e os de Portugal em BB, o segundo nível abaixo do patamar considerado “lixo” (junk) ou seja, investimento especulativo.
A Standard & Poor’s torna-se assim na última das três grandes agências de notação financeira a degradar para o nível de “lixo” o “rating” da dívida portuguesa, depois de a Moody’s e a Fitch já o terem feito ainda no ano passado.
O Chipre foi fazer companhia a Portugal no "lixo", tendo sido também degradado em dois níveis para BB+ o primeiro grau do chamado "investimento de categoria especulativa".
A S&P também cortou os ratings da Eslováquia, da Eslovénia e de Malta
Ao todo foram nove os paises da Zona Euro que viram descer a nota nesta avaliação da Standard & Poor's.
Euro em quedaA noticia de que o corte nos ratings estava iminente refletiu-se fortemente no euro, que perdeu os avanços que tinha feito na sequencia dos bens sucedidos leilões da dívida em Espanha e em Itália.
A meio da tarde, a moeda europeia tinha descido um por cento em relação ao dólar, fixando-se nos 1.2699 dólares.
Perda da nota máxima da França pode afetar PortugalA degradação da nota da França arrisca-se a ter implicações diretas para Portugal e para os outros países que estão a beneficiar de planos de resgate.
Isto porque são de prever reflexos negativos sobre a notação do fundo de resgate europeu, que atualmente está cotado com “triplo A”. Com o abaixamento da França, a Alemanha passará a ser o único grande país entre os que subescrevem o FEEF, a estar cotado com a nota máxima.
Um responsável europeu disse ao Financial Times que o fundo poderá ter mais dificuldade em conseguir dinheiro, a juros baixos, para financiar os pacotes de resgate a Portugal à Irlanda e à Grécia.
Recorde-se que o FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) irá, na próxima terça-feira, tentar colocar no mercado mil e quinhentos milhões de euros em obrigações.
Segundo quis vincar Baroin, “não são as agencias de notação que ditam a política da França”.
Baroin: "Não haverá terceiro plano de austeridade"O responsável pela pasta da Economia, Finanças e Industria do governo francês garantiu na ocasião que o executivo não vai apresentar um terceiro plano de austeridade depois do anuncio feito pela Standard & Poor’s .
“Não haverá um novo plano de austeridade pois aqui não está em causa uma questão de rigor orçamental”, disse Baroin na entrevista à televisão.
A França desce assim um nível e passa a estar classificada com a nota de "AA+" com vigilância negativa, o que indica a possibilidade de vir a sofrer novos cortes no futuro.
Para além da França também a Áustria, passa de "AAA" para "AA+" igualmente com vigilância negativa.
Como já se disse anteriormente, a Alemanha mantém o "triplo A" mas passa a estar ela também sob vigilância negativa.
Até agora, os países da Zona Euro ainda cotados com o “Triplo A” eram a Alemanha, a França, a Áustria, a Finlândia, o Luxemburgo e a Holanda .
Espanha, Itália e Portugal não escapam Para além dos países que perdem a nota máxima, a Standard & Poor’s anunciou também cortes nas notas de Espanha, Itália, e Portugal e Chipre.
Nestes casos os cortes foram de dois níveis, pelo que, o rating da divida espanhola fica classificado em A, com vigilância negativa , e o de Itália em BBB+ e os de Portugal em BB, o segundo nível abaixo do patamar considerado “lixo” (junk) ou seja, investimento especulativo.
A Standard & Poor’s torna-se assim na última das três grandes agências de notação financeira a degradar para o nível de “lixo” o “rating” da dívida portuguesa, depois de a Moody’s e a Fitch já o terem feito ainda no ano passado.
O Chipre foi fazer companhia a Portugal no "lixo", tendo sido também degradado em dois níveis para BB+ o primeiro grau do chamado "investimento de categoria especulativa".
A S&P também cortou os ratings da Eslováquia, da Eslovénia e de Malta
Ao todo foram nove os paises da Zona Euro que viram descer a nota nesta avaliação da Standard & Poor's.
Euro em quedaA noticia de que o corte nos ratings estava iminente refletiu-se fortemente no euro, que perdeu os avanços que tinha feito na sequencia dos bens sucedidos leilões da dívida em Espanha e em Itália.
A meio da tarde, a moeda europeia tinha descido um por cento em relação ao dólar, fixando-se nos 1.2699 dólares.
Perda da nota máxima da França pode afetar PortugalA degradação da nota da França arrisca-se a ter implicações diretas para Portugal e para os outros países que estão a beneficiar de planos de resgate.
Isto porque são de prever reflexos negativos sobre a notação do fundo de resgate europeu, que atualmente está cotado com “triplo A”. Com o abaixamento da França, a Alemanha passará a ser o único grande país entre os que subescrevem o FEEF, a estar cotado com a nota máxima.
Um responsável europeu disse ao Financial Times que o fundo poderá ter mais dificuldade em conseguir dinheiro, a juros baixos, para financiar os pacotes de resgate a Portugal à Irlanda e à Grécia.
Recorde-se que o FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) irá, na próxima terça-feira, tentar colocar no mercado mil e quinhentos milhões de euros em obrigações.