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Standard & Poor`s desce rating dos quatro maiores bancos portugueses

Standard & Poor`s desce rating dos quatro maiores bancos portugueses

A Standard & Poor’s desceu a classificação da Caixa Geral de Depósitos, BPI, BES e Santander Totta de “BBB” para “BBB-“. É a segunda vez que esta agência de notação financeira reduz o rating dos principais bancos portugueses, agora para o nível imediatamente acima da linha considerada “lixo”. O BCP já estava nesse patamar desde a passada segunda-feira, mas agora foi colocado sob vigilância negativa, podendo registar novo corte. Por seu lado, a Moody’s avisa os Estados que podem estar para breve novos cortes.

RTP /

As agências de notação financeira começam, no processo de descida de rating, por rever em baixa as empresas de capitais públicos, passando depois às principais instituições financeiras e por fim à dívida do Estado.

Depois da Standard&Poor’s ter ontem revisto em baixa o 'rating' da Parpública, a mesma agencia cortou esta quinta-feira o 'rating' dos bancos Caixa Geral de Depósitos (CGD), BPI, Santander Totta, BES e de duas subsidiárias, Banco Espírito Santo de Investimento e Banco Português de Investimento. Estas instituições financeiras ficaram assim a um nível de 'lixo'.

O BCP, que registou um corte no 'rating' para 'BBB-' no início da semana, continua no mesmo nível, mas com uma "perspetiva negativa", ou seja, poderá enfrentar novo corte em breve.

O 'rating' da Parpública foi ontem cortado de BB+ para BB, níveis que já são classificados como "lixo". A agência justificava a decisão do corte na classificação da holding das participações do Estado com uma elevada “probabilidade de apoio extraordinário e apropriado do Governo à Parpública”, num contexto em que os Estados privilegiam o seu próprio financiamento, notando ainda que Portugal terá de recorrer a apoio financeiro externo para poder cumprir as suas obrigações.

Moody’s alerta para novos cortes
O nível seguinte será a redução no rating dos Estados. Esta quinta-feira, a uma outra agência de notação financeira, a Moody's deixou o alerta aos países da Zona Euro, afirmando que "não podem ser excluídos" novos cortes devido às expectativas de contínuas dificuldades no acesso ao financiamento, da possibilidade de reestruturações e outras formas de incumprimento nas dívidas soberanas.

Já ontem a Fitch ameaçava Portugal seguir o exemplo da Standard & Poor’s, que na semana passada baixou em dois níveis a classificação de Portugal.

As agências de rating penalizam Portugal pela situação política, tendo procedido a cortes mais intensos após o pedido de demissão do primeiro-ministro na sequência do “chumbo” no Parlamento da quarta versão do Programa de Estabilidade e Crescimento no Parlamento.

Alegam ainda que nas conclusões do Conselho Europeu, de 24 e 25 de março, é referida a possibilidade de uma reestruturação de dívida pelos países que recorrerem ao fundo de resgate a partir de 2013. Ainda segundo as conclusões, é admitida a subordinação da dívida emitida pelo fundo dando preferência ao mecanismo como credor, em caso de incumprimento, em detrimento dos investidores comerciais.
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