Taiwan quer ser o "parceiro mais fiável" da União Europeia assegurou William Lai
O líder de Taiwan, William Lai, assegurou hoje que a ilha tem "capacidade, vontade e determinação" para ser o "parceiro mais fiável" da União Europeia, especialmente nas áreas de alta tecnologia e semicondutores.
Durante uma reunião em Taipé com uma delegação do Parlamento Europeu, Lai afirmou que Taiwan está disponível para transformar os intercâmbios bilaterais com a UE em "ações concretas" que contribuam para o reforço de uma "cadeia de abastecimento democrática" e para uma maior resiliência da economia global.
"Taiwan continuará a demonstrar firmeza e confiança, provando que é uma força indispensável para a comunidade internacional", declarou, segundo um comunicado da Presidência.
Lai sublinhou ainda que a ilha compreende profundamente os desafios colocados pelas "ameaças militares prolongadas da China", incluindo ações de "zona cinzenta" e coerção diplomática e económica, que descreveu como autoritárias.
"Só a unidade e a cooperação entre democracias podem travar a expansão do autoritarismo externo", afirmou, acrescentando que a estabilidade no Estreito de Taiwan é um "fator-chave" para a segurança europeia e a prosperidade global.
O eurodeputado alemão Michael Gahler, presidente do Grupo de Amizade com Taiwan no Parlamento Europeu, reiterou o apoio ao "status quo" no Estreito e manifestou preocupação com tentativas da China de o alterar "em várias frentes".
Gahler defendeu uma cooperação mais estreita entre Taiwan e Europa nos domínios da segurança, comércio, ciência e saúde, sublinhando que ambas as partes "partilham preocupações em múltiplas áreas".
A visita dos eurodeputados ocorre dois meses após a vice-presidente taiwanesa, Hsiao Bi-khim, ter discursado na sede do Parlamento Europeu, em Bruxelas, na primeira vez que uma autoridade de Taipé o fez. Pequim protestou veementemente, acusando o Parlamento Europeu de ceder a "forças independentistas".
Apesar de não manter relações diplomáticas com nenhum Estado-membro da UE, Taiwan tem aprofundado os laços com países europeus, num contexto de crescente pressão de Pequim, que considera a ilha parte "inalienável" do seu território.