Taxa de desemprego geral atinge mínimo desde 2002, mas desemprego jovem aumenta

Relatório divulgado, esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) aponta uma descida do desemprego para 5,7% em novembro, e, em contrapartida, um aumento do desemprego jovem em 0,3 pontos percentuais, no mesmo mês.

RTP /

 

A taxa de desemprego em Portugal desceu para 5,7% em novembro de 2025, o valor mais baixo desde há 23 anos (5,6%) segundo as estimativas mensais divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Os dados confirmam um desempenho histórico do mercado de trabalho, com máximos simultâneos na população empregada e na taxa de emprego.
 
De acordo com o INE, a população desempregada diminuiu para 318,8 mil pessoas em novembro, menos 9,0 mil do que no mês anterior, o que corresponde a uma redução de 2,7%. Em termos homólogos, a descida é ainda mais expressiva: menos 41,1 mil desempregados face a novembro de 2024, uma quebra de 11,4%.
 
A taxa de emprego fixou-se em 65,8%, o nível mais elevado desde o início da série estatística, em 1998, segundo o relatório. Também a população empregada atingiu um novo máximo, refletindo a continuidade da tendência positiva observada ao longo do ano.

Apesar da melhoria generalizada, persistem diferenças nos grupos etários. Entre os jovens dos 16 aos 24 anos, a taxa de desemprego manteve-se elevada, fixando-se em 19,3%. Ao contrário da tendência global de descida, o desemprego jovem aumentou 0,3 pontos percentuais em novembro.

Existe ainda clivagem na análise entre homens e mulheres. A taxa de desemprego feminina situou-se em 6,4%, superando a masculina em 1,4 pontos percentuais. Já a taxa de desemprego dos homens desceu para 5,0%, o valor mais baixo registado na última década.

Em contraste, a taxa de desemprego da população adulta, entre os 25 e os 74 anos, foi de apenas 4,7%, o valor mais baixo desde maio de 2002, confirmando um mercado de trabalho particularmente favorável para os trabalhadores em idade ativa consolidada.

O conceito de desempregado abrange indivíduos entre os 16 e os 74 anos que não tinham trabalho remunerado, procuraram emprego ativamente e estavam disponíveis para trabalhar.

Outro indicador relevante é a subutilização do trabalho, que caiu para 9,8%, o valor mais baixo desde fevereiro de 2011. Este indicador inclui, além dos desempregados, outros grupos como os inativos disponíveis que não procuram emprego, oferecendo uma visão mais ampla do funcionamento do mercado laboral.

Os resultados de novembro reforçam a trajetória de melhoria sustentada do mercado laboral português, embora evidenciem desafios persistentes na integração dos jovens e na redução das desigualdades de género.

 

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