Economia
Testes de stress dos bancos de Chipre mostravam situação muito diferente
O valor do resgate solicitado aos países do Eurogrupo para Chipre é cerca de cinco vezes superior às imparidades reveladas pelos mais recentes testes de stress aos bancos cipriotas, realizados há apenas cinco meses. Esta grande disparidade entre os valores revelados pelas auditorias da Autoridade Bancária Europeia e o pacote de dez mil milhões de euros põe em causa o trabalho dos auditores europeus e lança dúvidas sobre a sua credibilidade.
Em julho de 2010, o Ministério das Finanças do Chipre regozijava-se com os resultados dos testes de stress levados a cabo em 91 instituições bancárias do país. Para o Governo cipriota, estes testes mostravam "a resiliência do sistema bancário do Chipre em aguentar possíveis choques negativos".
Um ano mais tarde, e há pouco mais de 18 meses, os três bancos principais do Chipre passaram nos testes de stress levados a cabo pelas instituições europeias. O presidente do Banco do Chipre, Andreas Eliades, disse nessa altura que "os testes de stress justificam as escolhas e ações estratégicas do Grupo e ilustram a sua fortíssima base de capital, mesmo sobre o efeito dos cenários mais extremos, difíceis e adversos".
Já em outubro de 2012, há apenas cinco meses, os testes de stress mostararam uma situação um pouco mais preocupante: o Bank of Cyprus e o Cyprus Popular Bank precisariam de 1,8 mil milhões de euros para equilibrar as suas contas, que seriam cobertos pelos países do Eurogrupo. Ainda assim, estes valores estão muito longe do resgate agora solicitado para o país de 17 mil milhões de euros, dez mil milhões dos quais seriam para salvar a banca. No caso dos bancos, o valor tinha aumentado mais de cinco vezes em apenas cinco meses.
O Eurogrupo acabou por recusar emprestar 17 mil milhões de euros ao Chipre, tendo decidido que só transferiria dez mil milhões e que o restante deveria ser encontrado pelos responsáveis do país. Foi neste cenário, e para conseguir os sete mil milhões de euros em falta, que o governo cipriota resolveu lançar esta operação de taxação dos depósitos bancários.
Um ano mais tarde, e há pouco mais de 18 meses, os três bancos principais do Chipre passaram nos testes de stress levados a cabo pelas instituições europeias. O presidente do Banco do Chipre, Andreas Eliades, disse nessa altura que "os testes de stress justificam as escolhas e ações estratégicas do Grupo e ilustram a sua fortíssima base de capital, mesmo sobre o efeito dos cenários mais extremos, difíceis e adversos".
Já em outubro de 2012, há apenas cinco meses, os testes de stress mostararam uma situação um pouco mais preocupante: o Bank of Cyprus e o Cyprus Popular Bank precisariam de 1,8 mil milhões de euros para equilibrar as suas contas, que seriam cobertos pelos países do Eurogrupo. Ainda assim, estes valores estão muito longe do resgate agora solicitado para o país de 17 mil milhões de euros, dez mil milhões dos quais seriam para salvar a banca. No caso dos bancos, o valor tinha aumentado mais de cinco vezes em apenas cinco meses.
O Eurogrupo acabou por recusar emprestar 17 mil milhões de euros ao Chipre, tendo decidido que só transferiria dez mil milhões e que o restante deveria ser encontrado pelos responsáveis do país. Foi neste cenário, e para conseguir os sete mil milhões de euros em falta, que o governo cipriota resolveu lançar esta operação de taxação dos depósitos bancários.