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Twitter arranca com processo de demissão em massa de funcionários

Twitter arranca com processo de demissão em massa de funcionários

O Twitter vai começar a demitir funcionários esta sexta-feira. Num email enviado aos trabalhadores, a empresa argumenta que vai iniciar a redução de pessoal, mas não especifica quantas pessoas serão atingidas. A imprensa fala de um corte de 50%. A empresa cortou temporariamente o acesso de todos os trabalhadores às instalações e todo o acesso por credenciais fica vedado até que o funcionário saiba qual será o seu futuro. Uma informação que chegará por email a cada, ainda esta sexta-feira. Alguns funcionários já avançaram com uma ação legal contra o Twitter.

RTP /
Reuters

“Começaremos o difícil processo de redução de nossa força de trabalho global na sexta-feira [hoje]”, disse o Twitter na quinta-feira, num e-mail enviado aos funcionários, uma semana depois de Elon Musk ter tomado o controlo da rede social.

A mensagem indicou que todos os funcionários vão receber informações ainda esta sexta-feira, assim que abrir o escritório do Twitter na Califórnia, no oeste dos Estados Unidos.

"Reconhecemos que vários indivíduos que fizeram contribuições notáveis para o Twitter serão afetados, mas essa ação infelizmente é necessária para garantir o sucesso da empresa no futuro", disse a empresa.


A informação chegará por email com o título: “O seu papel no Twitter”. Quem receber a mensagem na conta do Twitter, é porque continuará na empresa. Quem receber no email pessoal, quer dizer que foi dispensado.

Horas antes, o jornal Financial Times, New York Times e Washington Post tinham avançado que Musk pretendia demitir até metade dos cerca de sete mil funcionários que se estima que o Twitter tenha, de acordo com fontes ligadas à compra da empresa digital.

Elon Musk comprou o Twitter por 44 mil milhões de dólares (45,3 mil milhões de euros).
De acordo com o Financial Times, Musk também pretende exigir o trabalho presencial nos escritórios a partir de segunda-feira, revertendo a atual política do Twitter, que permite aos funcionários trabalhar remotamente.

No final da semana passada, Musk reformulou a equipa, demitindo executivos, incluindo o responsável do Twitter, Parag Agrawal, enquanto levou para a empresa um pequeno grupo de conselheiros de confiança, incluindo o advogado pessoal Alex Spiro.

Chegou agora a vez de dispensar funcionários, uma redução que pode atingir metade do número total de trabalhadores.

Ontem mesmo, muitos dos funcionários deixaram de ter acesso aos sistemas da companhia.

“Pode um coração estar cheio e partido ao mesmo tempo?”, argumenta o chefe de inclusão, diversidade, equidade e acessibilidade da empresa, James Loduca antes de remover as referências ao Twitter da sua biografia.


A empresa cortou o acesso aos sistemas e até às instalações. No email enviado, a empresa diz mesmo que quem estiver no escritório ou se fosse a caminho das instalações, o melhor mesmo era regressar a casa.

De seguida, lembra os funcionários de que eles devem permanecer fiéis às regras do Twitter que os proíbe de revelar dados confidenciais da rede social à comunicação social ou a qualquer outra pessoa.

“Estamos gratos pelas vossas contribuições para o Twitter e pela vossa paciência, à medida que avançamos neste processo”, conclui a missiva enviada aos trabalhadores.
Funcionários avançam com ação legal
Um número de funcionários apresentou uma ação legal na noite passada contra o Twitter, argumentando que a empresa não avisou os funcionários com a antecedência exigida pela lei federal dos EUA e pela lei californiana.

A Lei Federal WARN restringe grandes empresas de demissões em massa sem, pelo menos, 60 dias de aviso prévio.

O processo pede que o tribunal emita uma ordem exigindo que o Twitter obedeça à "WARN Act" e restringindo a empresa de solicitar que funcionários assinem documentos que possam abrir mão de seu direito de participar em litígios.

“Apresentamos esta ação hoje à noite na tentativa de garantir que os funcionários estejam cientes de que não devem abrir mão dos direitos e que eles têm um caminho para garantir os direitos”, disse a advogada que apresentou a queixa, Shannon Liss-Riordan, à Bloomberg. Esta mesma advogada tinha apresentado uma queixa contra a Tesla, em junho, quando Musk demitiu cerca de dez por cento dos trabalhadores.

Especialistas em desinformação e defensores dos direitos civis alertaram que cortar a equipa do Twitter a apenas poucos dias das eleições intercalares nos Estados Unidos pode ter graves consequências, já que a plataforma já enfrentou dificuldades com a moderação de conteúdo e agora terá menos recursos.

Simon Balmain, gerente de comunidade do Twitter no Reino Unido, disse à BBC que acredita ter sido demitido porque foi desconectado de seu laptop de trabalho e do programa de mensagens Slack.

"O êxodo de talentos desta demissão irá remodelar toda a indústria de tecnologia como a conhecemos", disse Balmain.

O novo dono do Twitter, Elon Musk, mudou a descrição de função na própria conta do Twitter. Figura agora a designação “Twitter Complaint Hotline Operator” (Operador de linha direta de reclamação do Twitter) e nas últimas horas colocou algumas publicações em que fala de “conversa fiada”.

Há dois dias publicou um “questionário” na sua página em que pergunta qual dos caminhos é que o Twitter deve seguir: o da liberdade de expressão ou o “politicamente correto”.

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