Twitter arranca com processo de demissão em massa de funcionários
O Twitter vai começar a demitir funcionários esta sexta-feira. Num email enviado aos trabalhadores, a empresa argumenta que vai iniciar a redução de pessoal, mas não especifica quantas pessoas serão atingidas. A imprensa fala de um corte de 50%. A empresa cortou temporariamente o acesso de todos os trabalhadores às instalações e todo o acesso por credenciais fica vedado até que o funcionário saiba qual será o seu futuro. Uma informação que chegará por email a cada, ainda esta sexta-feira. Alguns funcionários já avançaram com uma ação legal contra o Twitter.
Here's the first official communication from Twitter's new leadership to its staff, a week after Musk took over: a fun game where you get to find out if you're laid off or not based by 9am tomorrow, based on whether the email pops up in your Twitter account or personal account. pic.twitter.com/tpJsAkiaHp
— Will Oremus (@WillOremus) November 4, 2022
Has it already started? Happy layoff eve! pic.twitter.com/0AcaQjGJvm
— Rumman Chowdhury (@ruchowdh) November 4, 2022
“Pode um coração estar cheio e partido ao mesmo tempo?”, argumenta o chefe de inclusão, diversidade, equidade e acessibilidade da empresa, James Loduca antes de remover as referências ao Twitter da sua biografia.
Can a heart be full and broken at the same time?
— James Loduca (he/him/él) (@JamesLoduca) November 4, 2022
It was a privilege to lead a #DreamTeam working to build the most inclusive, diverse, equitable & accessible company. I’m forever grateful.
Tweeps, we created lightening in a bottle— nobody will ever change that #UntilWeAllBelong pic.twitter.com/r25lEJ1XpK
“Estamos gratos pelas vossas contribuições para o Twitter e pela vossa paciência, à medida que avançamos neste processo”, conclui a missiva enviada aos trabalhadores.
Funcionários avançam com ação legal
Um número de funcionários apresentou uma ação legal na noite passada contra o Twitter, argumentando que a empresa não avisou os funcionários com a antecedência exigida pela lei federal dos EUA e pela lei californiana.
A Lei Federal WARN restringe grandes empresas de demissões em massa sem, pelo menos, 60 dias de aviso prévio.
O processo pede que o tribunal emita uma ordem exigindo que o Twitter obedeça à "WARN Act" e restringindo a empresa de solicitar que funcionários assinem documentos que possam abrir mão de seu direito de participar em litígios.
“Apresentamos esta ação hoje à noite na tentativa de garantir que os funcionários estejam cientes de que não devem abrir mão dos direitos e que eles têm um caminho para garantir os direitos”, disse a advogada que apresentou a queixa, Shannon Liss-Riordan, à Bloomberg. Esta mesma advogada tinha apresentado uma queixa contra a Tesla, em junho, quando Musk demitiu cerca de dez por cento dos trabalhadores.
Especialistas em desinformação e defensores dos direitos civis alertaram que cortar a equipa do Twitter a apenas poucos dias das eleições intercalares nos Estados Unidos pode ter graves consequências, já que a plataforma já enfrentou dificuldades com a moderação de conteúdo e agora terá menos recursos.
Simon Balmain, gerente de comunidade do Twitter no Reino Unido, disse à BBC que acredita ter sido demitido porque foi desconectado de seu laptop de trabalho e do programa de mensagens Slack.
"O êxodo de talentos desta demissão irá remodelar toda a indústria de tecnologia como a conhecemos", disse Balmain.
O novo dono do Twitter, Elon Musk, mudou a descrição de função na própria conta do Twitter. Figura agora a designação “Twitter Complaint Hotline Operator” (Operador de linha direta de reclamação do Twitter) e nas últimas horas colocou algumas publicações em que fala de “conversa fiada”.
Há dois dias publicou um “questionário” na sua página em que pergunta qual dos caminhos é que o Twitter deve seguir: o da liberdade de expressão ou o “politicamente correto”.
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— Elon Musk (@elonmusk) November 2, 2022