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Vice-presidente da Câmara de Lisboa admite sistema próprio de autocarros entre Lisboa e Oeiras

por Gonçalo Costa Martins

Seyed Amir Mohammad Tabatabaee - Unsplash

Começou por ser idealizado como um metro ligeiro de superfície, mas, quatro anos depois de anunciada a intenção, o sistema de transportes que irá ligar os concelhos de Lisboa e de Oeiras poderá deixar os carris e circular no asfalto.

Quem o disse foi o próprio vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa numa entrevista ao jornal Público, há dois meses. Filipe Anacoreta Correia admitia a "possibilidade" da aposta num sistema BRT (Bus Rapid Transit), um sistema de autocarros com características próprias e que circula numa via de asfalto própria. "A vontade do projeto é ir mais às zonas residenciais, também por isso, aponta mais para essa possibilidade", afirmou, trocando, neste cenário, a gestão do Metro de Lisboa para a Carris.

Esta hipótese continua em cima da mesa. "A Câmara Municipal de Lisboa aguarda pela conclusão de estudos", indica fonte oficial da autarquia à Antena 1, perante as críticas de presidentes de juntas de freguesia.

"Era um projeto muito ambicioso e forte", descreve o autarca da Ajuda, Jorge Marques. Um metro ligeiro de superfície permitiria um transporte "de maneira rápida e eficiente" ao centro da cidade. Receia que a troca de sistema transporte menos passageiros: "se não tiver essa capacidade, é um investimento que servirá de muito pouco".

Esta ideia também é partilhada por Davide Amado, presidente da Junta de Freguesia de Alcântara: "esta solução não responde às necessidades da zona ocidental da cidade na quesstão da mobilidade". O traçado ligará Oeiras a Alcântara, um dos pontos terminais da linha vermelha do Metro de Lisboa, concluída até 2026. "Vamos ter um desfasamento de pelo menos dois anos" entre a conclusão das duas obras, antevê Davide Amado.

São dois os LIOS (linhas intermodais sustentáveis) pensadas com ligação a Lisboa e que contiuam em estudo: uma que irá até Oeiras (LIOS Ocidental) e outra até Loures (LIOS Oriental). A Câmara Municipal de Oeiras alinha-se com a autarquia de Lisboa, referindo à Antena 1 aguardar pela conclusão dos estudos, na expectativa de que a linha "se articule com outros eixos estratégicos nos concelhos de Lisboa e Oeiras, mas também na ligação a municípios vizinhos" de forma a aumentar a "utilização do transporte coletivo face ao automóvel individual".

Do lado de Loures, o sistema de transporte não foi uma questão levantada até ao momento, mas o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Leão, defende prolongar o traçado até Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela. O projeto inicial liga Santa Apolónia (Lisboa), Portela e Sacavém.

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