Wall Street encerra semana em terreno misto após tensão geopolítica
A bolsa nova-iorquina encerrou hoje uma semana marcada por tensões geopolíticas, em particular pelas ameaças de tarifas do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra vários países europeus pela sua recusa em permitir que os EUA adquiram a Gronelândia.
Os resultados definitivos da sessão indicam um fecho em terreno misto, com o índice seletivo Dow Jones Industrial Average a cair 0,58% para 49.098 pontos, o S&P 500, mais abrangente, a subir 0,03% para 6.915 pontos, e o Nasdaq Composite, com uma forte presença de empresas tecnológicas, a avançar 0,28% para 23.501 pontos.
No final da semana, os três índices registaram uma queda, com o Dow Jones a recuar 0,5%, o S&P 500 0,35% e o Nasdaq 0,06%.
Esta semana, os investidores acompanharam de perto as ameaças de Trump de impor tarifas a oito países europeus por não aceitarem os seus planos para assumir o controlo da Gronelândia, território que o Presidente alega ser fundamental para os interesses dos EUA.
No entanto, o republicano suspendeu a ameaça na quarta-feira e anunciou, no Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça, que tinha chegado a um acordo com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, sobre o território autónomo dinamarquês.
O líder norte-americano apresentou ainda o seu Conselho de Paz para Gaza na Suíça e conversou com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, com quem aceitou oferecer garantias de segurança a Kiev após o fim da guerra.
No âmbito empresarial, as ações da Intel caíram a pique 17% depois de a empresa ter reportado um prejuízo de 591 milhões de dólares no quarto trimestre, o período mais acompanhado em Wall Street.
Este prejuízo foi mais de quatro vezes superior ao registado no mesmo período de 2024.
Em contraste, as ações das fabricantes de `chips` Nvidia e Advanced Micro Devices (AMD) subiram 1,5% e 2%, respetivamente.
A Netflix também divulgou os seus resultados financeiros esta semana, desiludindo os investidores ao reduzir as suas projeções de crescimento, enquanto o acordo com a Warner Bros. permanece incerto, assim como os potenciais riscos associados.
Na próxima semana, as gigantes tecnológicas Microsoft, Apple e Meta, bem como as petrolíferas Exxon e Chevron, deverão divulgar os seus resultados trimestrais.