Wall Street fecha em alta com recordes do Dow Jones e S&P500
A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, com recordes dos índices Dow Jones Industrial Average, um segundo consecutivo, e S&P500, apesar das tensões geopolíticas.
O resultado da sessão indica que o seletivo Dow Jones avançou 0,99%, para as 49.462,08 unidades, o alargado S&P500 avançou 0,62%, para uns inéditos 6.944,82 pontos, e o tecnológico Nasdaq progrediu 0,65%, ligeiramente abaixo do seu máximo histórico.
"Há um certo fervor em torno da inteligência artificial" (IA), comentou Patrick O`Hare, da Briefing.com, em declarações à AFP.
Segundo o analista, esta dinâmica começou com o anúncio da Nvidia do lançamento da produção dos novos processadores IA, mais rápidos e menos consumidores de energia do que anteriores.
A ação do principal produtor de semicondutores para a IA valorizou de imediato, ma acabou em baixa de 0,45%.
Mas a notícia foi o suficiente para animar todo o ecossistema ligado IA: os fabricantes de semicondutores Micron e Texas Instrument subiram respetivamente 10,04% e 8,41%, enquanto o especialista em armazenagem digital Western Digital `disparou` 16,77%.
Para este entusiasmo também contribuíram as previsões trimestrais divulgadas pela Microchip Technology, que excederam as expectativas dos analistas e motivaram uma valorização de 11,65%.
Mas os ganhos transcenderam este segmento.
Patrick O`Hare apontou uma "tendência altista neste início de ano, cm os investidores a colocarem o seu dinheiro em domínios negligenciados no ano passado".
A reorganização das carteiras dos investidores "vai continuar em certa medida ao longo o primeiro trimestre, porque a época dos impostos se aproxima", antecipou Christopher Low, da FHN Financial.
Por seu lado, Jose Torres, da Interactive Brokers, destacou que s operadores bolsistas "esperam com impaciência os próximos dados económicos para justificarem o posicionamento em 2026".
Na quarta-feira vai ser divulgado o inquérito da ADP/Stanford Lab sobre o emprego no setor privado nos EUA, mas é o do Departamento do Trabalho, esperado para sexta-feira, que vai concentrar as atenções.
Como a Reserva Federal "ligou as suas recentes descidas da taxa de juro de referência à fraqueza do mercado de trabalho (...), não há dúvidas de que os investidores vão reagir a este relatório, porque vão interpretar o seu significado para futuras decisões" do banco central, previu Patrick O`Hare.