Wall Street fecha em baixa com arrastar da guerra e medo da inflação
A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, entre as inquietações geopolíticas no sexto dia do ataque israelo-norte-americano ao Irão e os receios com a subida dos preços do petróleo que pode reforçar a inflação.
Os resultados da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 1,61%, depois de ter chegado a cair mais de dois por cento durante a sessão, o tecnológico Nasdaq recuou 0,26% e o alargado S&P500 desvalorizou 0,56%.
Os ataques ao Irão e a reação deste prosseguiram hoje, bem como a paralisia da circulação no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás líquido.
Desta forma, as cotações do barril voltaram a subir, atingindo máximos de há dois anos.
Desde que o Irão foi atacado que a cotação do petróleo subiu mais de 20%.
Os investidores interrogam-se "cada vez mais sobre os riscos de uma inflação potencialmente mais forte", observou Jose Torres, da Interactive Brokers.
Os investidores receiam que uma subida dos preços da energia se repercuta na sua maior parte nos preços pagos pelos consumidores nas suas compras quotidianas.
"Isto vai traduzir-se por um aumento dos preços dos combustíveis no momento em que as pessoas já se sentem estranguladas pelo evado custo de vida", disse Patrick O`Hare, da Briefing.com, em declarações à AFP.
Pr outro lado, esta subida dos preços poderia dissuadir a Reserva Federal de prosseguir a sua política de alívio monetário.
Os operadores do mercado "esperam agora que a Reserva Federal faça a sua próxima baixa da taxa de juro de referência (apenas) no terceiro trimestre, nas suas reuniões de julho ou setembro", antecipou Torres.
Há poucas semanas, a data esperada para esta baixa era junho.