Cotrim de Figueiredo acha que é o alvo a abater nas presidenciais

A meio da Rua do Tenente Rezende, quem sai da Praça Doutor Joaquim Melo de Freitas, em Aveiro, Cotrim de Figueiredo é interpelado por um jovem. O rapaz pede-lhe um vídeo: quer que o candidato dê os parabéns à amiga que faz 18 anos e vai votar pela primeira vez. Adivinha em quem? 

Oriana Barcelos /
O liberal acede e grava-se no meio de centenas de pessoas - algumas estão ali por ele; outras pelo São Gonçalinho. "Parabéns, Laura! E parabéns, também, pela tua escolha magnífica do sentido de voto no dia 18: a primeira vez que vais votar - e vais votar muita bem", diz Cotrim.

É assim ao longo de todo o percurso. O liberal é parado muitas vezes e dá para perceber, na rua, por que razão é associado às faixas etárias mais jovens - embora, é certo, muitos outros - e de várias idades - lhe prometam o voto. À porta da Capela de São Gonçalinho, uma mulher confidencia que é nele que vai pôr a cruz. "Imaginei", responde o candidato que, de todas as vezes, agradece o apoio, troca beijinhos e apertos de mão.

Aqui, Cotrim de Figueiredo tem uma missão: apanhar pelo menos uma das cavacas que são arremessadas a partir da capela. Os aveirenses dizem que elas dão sorte. O liberal já disse que não vai fazer promessas ao santo - não espera ganhar com intervenção divina - mas, mesmo assim, apanha os doces tradicionais, com a ajuda de um guarda-chuva virado de pernas para o ar.

É por isso que o eurodeputado não foge aos lançamentos, mas quando é confrontado com perguntas sobre as críticas dos adversários - quer marcaram todo o dia de campanha - usa alguma ginga diplomática para não ser demasiado confrontacional. "Registo apenas que sim: quando um candidato está na boca de todos como aquele que interessa abater, é porque deve estar a incomodar todas essas candidaturas. Parece-me lógico", afirma.

O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal tem-se esforçado por passar a mensagem de que a candidatura que apresenta é a única que tem crescido de forma consistente - e apoia-se nas sondagens para justificar o que diz. Agora tem outra evidência e cede à tentação: sim, diz Cotrim, as críticas são um bom sinal para quem está na corrida.
PUB