Cotrim Figueiredo assume que gostaria de ter apoio de Pedro Passos Coelho

O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo assumiu hoje que gostava de ter o apoio público do ex-primeiro-ministro do PSD Pedro Passos Coelho, mas não tem essa expectativa.

Lusa /

"É evidente, mas não tenho expectativa que o faça", respondeu Cotrim Figueiredo, candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, depois de questionado pelos jornalistas sobre se gostaria de ter o apoio do ex-chefe do executivo social-democrata.

No final de uma visita e reunião à porta fechada na Liga dos Combatentes, em Lisboa, na única ação de campanha do dia, e indagado sobre se teve algum tipo de conversa com Pedro Passos Coelho nesse sentido, o eurodeputado referiu que as conversas que são informais ficam na esfera privada.

"São privadas, não vou sequer dizer quando foram", acrescentou, perante a insistência dos jornalistas.

O antigo líder da IL recordou que Passos Coelho governou o país num período muito difícil, com um caderno de encargos que o próprio não definiu e com um memorando da `troika´ que o próprio não convidou, nem obrigou a vir e, ainda assim, demonstrou "uma coragem política extraordinária".

"E, mais, no final do seu mandato conseguiu, mesmo assim, ganhar eleições, mostrando que é possível fazer política com frontalidade, com coragem e não perder o apoio eleitoral", sublinhou.

Cotrim Figueiredo disse acreditar que quando se diz a verdade às pessoas, por muito que às vezes possa parecer desagradável, duro e ter custos eleitorais, a longo prazo compensa.

Também na segunda-feira, o candidato presidencial André Ventura afirmou que ficaria honrado se tivesse ao seu lado Pedro Passos Coelho, considerando que prefere ser visto como herdeiro daquele antigo primeiro-ministro do que de António Costa.

As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026 às quais concorrem 11 candidatos, um número recorde.

Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

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