Política
Presidenciais 2026
Segunda volta desenhada. Seguro quer ser presidente dos novos tempos e Ventura declara-se líder da direita
Numa noite eleitoral que se adivinhava imprevisível, António José Seguro arrecadou mais de 31 por cento dos votos e garantiu o lugar na segunda volta, na qual será acompanhado por André Ventura, que conquistou 23,5 por cento dos eleitores. No final da noite, o candidato apoiado pelo Partido Socialista quis vincar a independência e prometeu ser "o presidente dos novos tempos". Já o líder do Chega declarou-se, perante os resultados, líder da direita.
António José Seguro vincou, no arranque do discurso, “a natureza independente” da sua candidatura e convidou “todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas” a votarem em si na segunda volta, a 8 de fevereiro, para derrotar “o extremismo” e “quem semeia ódio e divisão entre os portugueses”.
“Reafirmo com total clareza: sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como presidente da República”, assegurou. “Esta não é uma candidatura partidária nem nunca será”, disse Seguro, acrescentando que “hoje, com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 8 de fevereiro”.
O candidato, que arrecadou o primeiro lugar, frisou que para si “não há portugueses bons nem portugueses maus, portugueses de primeira e portugueses de segunda; somos todos Portugal”.
“Regressei para unir os portugueses. Jamais terei um presidente e uma parte dos portugueses contra a outra parte. Jamais”, garantiu, recebendo mais uma ronda de aplausos. “Com a vossa confiança serei o presidente de todos os portugueses, e faço esse juramento diante de vós”.
O socialista disse estar pronto “para ser o presidente dos novos tempos” e para fazer de Portugal “um país moderno e justo, onde o Estado funcione a economia seja mais competitiva, com empregos qualificados e com melhores salários”, sem esquecer a saúde ou a habitação.
Na visão de António José Seguro, “a política ou serve para melhorar a vida das pessoas, ou então não serve para rigorosamente nada”.Ventura diz-se líder da direita que se fragmentou
André Ventura congratulou-se por ter conseguido “liderar o espaço não socialista” e disse que “o país despertou”.
"Olhando para o mapa eleitoral ficou evidente que os portugueses não quiseram saber o que o líder do PSD lhes disse, da Iniciativa Liberal, outros quaisquer", frisou o candidato do Chega, salientando a "alternativa ao socialismo" que a sua candidatura representa.
"A direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses deram-nos a nós a liderança dessa direita", sublinhou, enquanto ecoavam gritos e aplausos na audiência. "Num espaço e num momento de tanta fragmentação, nós conseguimos mostrar que conseguimos derrotar o candidato do Governo e do montenegrismo".
André Ventura considerou que fez uma "campanha sem picardia pessoal, sem ofensa" e falou na “maior honra” da sua vida ao ser escolhido para disputar a segunda volta.
O candidato do Chega salientou ainda que António José Seguro “quer mais impostos para distribuir mais subsídios (...), quer continuar a sufocar as empresas com mais burocracia, quer mais imigração descontrolada, quer mais descontrolo na nossa Justiça, coisa que não queremos, não fosse o Partido Socialista talvez o maior responsável moral pelo estado de corrupção e de degradação em que o país está".Cotrim de Figueiredo assume "derrota pessoal"
A medalha de bronze ficou nestas eleições para João Cotrim de Figueiredo, que assumiu o resultado “como uma derrota pessoal” e considerou que os portugueses "serão confrontados numa segunda volta com uma péssima escolha", atirando responsabilidades para a liderança do PSD.
"É provável que venhamos a ter um presidente da República oriundo do PS. Tal ficará a dever-se exclusivamente a um erro estratégico da liderança do PSD", asseverou.
"Montenegro não pôs o interesse do país à frente do interesse do próprio partido. Não esteve à altura do legado de Francisco Sá Carneiro", acrescentou o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal.
O antigo líder da IL adiantou ainda que não tenciona endossar ou recomendar o voto a qualquer um dos candidatos que seguem para a segunda volta. Gouveia e Melo e Marques Mendes reconheceram derrota
Henrique Gouveia e Melo, que ficou em quarto lugar nestas eleições, reconheceu que os resultados “não corresponderam aos objetivos” que traçou, mas disse sentir-se honrado pela experiência.
O almirante não quis anunciar se irá apoiar algum dos candidatos na segunda volta, considerando “muito precoce” manifestar uma opinião a esse respeito e remetendo a decisão “para outro momento, mais tarde”.
O candidato independente lembrou que a sua candidatura aconteceu “num contexto internacional de grande instabilidade” e que “não podia ficar de fora” quando sentiu “que podia dar um contributo útil ao serviço de Portugal e dos portugueses”.
Já Luís Marques Mendes assumiu a responsabilidade pelo resultado nestas eleições e anunciou que não iria endossar os seus votos.
“Esta candidatura foi minha e assumo por inteiro esta responsabilidade”, disse o candidato apoiado pelo PSD. “A responsabilidade é minha, apenas minha e toda minha”, acrescentou, garantindo que não guardará “qualquer mágoa ou rancor”.
“Não vou fazer o endosso dos votos que me foram confiados. Tenho a minha opinião pessoal, mas enquanto candidato não sou dono dos votos que em mim foram depositados”, disse.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse por sua vez que o PSD aceita a escolha dos portugueses “com humildade democrática” e que o partido não vai apoiar nenhum candidato na segunda volta. Esquerda apela ao voto em Seguro
Catarina Martins lamentou o resultado da sua candidatura e a "radicalização da direita" em Portugal. A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda apelou ao voto em António José Seguro na segunda volta, como resposta à "reconfiguração e à trumpização".
"Não alcancei o resultado que queria", assumiu, lamentando que ainda existam tabus em Portugal, incluindo o de ter uma mulher na Presidência da República.
Catarina Martins realçou ainda o resultado de Luís Marques Mendes como um reflexo do Governo de Luís Montenegro. "São grandes derrotados desta noite", defendeu.
"Acho que a resposta adequada, neste momento, é votar na segunda volta em António José Seguro, com os olhos bem abertos para todas as lutas".
António Filipe também apelou ao voto no candidato socialista, não porque apoie este candidato, mas pela “vontade imperiosa de derrotar o candidato André Ventura”, explicou.
O comunista disse não se arrepender "desta candidatura", já que trouxe para o debate “as preocupações centrais dos portugueses”, e referiu que muitos dos seus apoiantes votaram em Seguro pelo "receio de que pudesse haver dois candidatos mais à direita na segunda volta".
Jorge Pinto afirmou que irá “votar António José Seguro na segunda volta”, mas garantiu que não vai sair "da arena política".
"Isto é apenas o começo. Amanhã cá continuaremos com a mesmíssima força, a mesmíssima energia que mostramos nesta campanha", afirmou o candidato apoiado pelo Livre, justificando que "a República é demasiado importante para ser deixada em mãos alheias".
“Reafirmo com total clareza: sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como presidente da República”, assegurou. “Esta não é uma candidatura partidária nem nunca será”, disse Seguro, acrescentando que “hoje, com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 8 de fevereiro”.
O candidato, que arrecadou o primeiro lugar, frisou que para si “não há portugueses bons nem portugueses maus, portugueses de primeira e portugueses de segunda; somos todos Portugal”.
“Regressei para unir os portugueses. Jamais terei um presidente e uma parte dos portugueses contra a outra parte. Jamais”, garantiu, recebendo mais uma ronda de aplausos. “Com a vossa confiança serei o presidente de todos os portugueses, e faço esse juramento diante de vós”.
O socialista disse estar pronto “para ser o presidente dos novos tempos” e para fazer de Portugal “um país moderno e justo, onde o Estado funcione a economia seja mais competitiva, com empregos qualificados e com melhores salários”, sem esquecer a saúde ou a habitação.
Na visão de António José Seguro, “a política ou serve para melhorar a vida das pessoas, ou então não serve para rigorosamente nada”.Ventura diz-se líder da direita que se fragmentou
André Ventura congratulou-se por ter conseguido “liderar o espaço não socialista” e disse que “o país despertou”.
"Olhando para o mapa eleitoral ficou evidente que os portugueses não quiseram saber o que o líder do PSD lhes disse, da Iniciativa Liberal, outros quaisquer", frisou o candidato do Chega, salientando a "alternativa ao socialismo" que a sua candidatura representa.
"A direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses deram-nos a nós a liderança dessa direita", sublinhou, enquanto ecoavam gritos e aplausos na audiência. "Num espaço e num momento de tanta fragmentação, nós conseguimos mostrar que conseguimos derrotar o candidato do Governo e do montenegrismo".
André Ventura considerou que fez uma "campanha sem picardia pessoal, sem ofensa" e falou na “maior honra” da sua vida ao ser escolhido para disputar a segunda volta.
O candidato do Chega salientou ainda que António José Seguro “quer mais impostos para distribuir mais subsídios (...), quer continuar a sufocar as empresas com mais burocracia, quer mais imigração descontrolada, quer mais descontrolo na nossa Justiça, coisa que não queremos, não fosse o Partido Socialista talvez o maior responsável moral pelo estado de corrupção e de degradação em que o país está".Cotrim de Figueiredo assume "derrota pessoal"
A medalha de bronze ficou nestas eleições para João Cotrim de Figueiredo, que assumiu o resultado “como uma derrota pessoal” e considerou que os portugueses "serão confrontados numa segunda volta com uma péssima escolha", atirando responsabilidades para a liderança do PSD.
"É provável que venhamos a ter um presidente da República oriundo do PS. Tal ficará a dever-se exclusivamente a um erro estratégico da liderança do PSD", asseverou.
"Montenegro não pôs o interesse do país à frente do interesse do próprio partido. Não esteve à altura do legado de Francisco Sá Carneiro", acrescentou o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal.
O antigo líder da IL adiantou ainda que não tenciona endossar ou recomendar o voto a qualquer um dos candidatos que seguem para a segunda volta. Gouveia e Melo e Marques Mendes reconheceram derrota
Henrique Gouveia e Melo, que ficou em quarto lugar nestas eleições, reconheceu que os resultados “não corresponderam aos objetivos” que traçou, mas disse sentir-se honrado pela experiência.
O almirante não quis anunciar se irá apoiar algum dos candidatos na segunda volta, considerando “muito precoce” manifestar uma opinião a esse respeito e remetendo a decisão “para outro momento, mais tarde”.
O candidato independente lembrou que a sua candidatura aconteceu “num contexto internacional de grande instabilidade” e que “não podia ficar de fora” quando sentiu “que podia dar um contributo útil ao serviço de Portugal e dos portugueses”.
Já Luís Marques Mendes assumiu a responsabilidade pelo resultado nestas eleições e anunciou que não iria endossar os seus votos.
“Esta candidatura foi minha e assumo por inteiro esta responsabilidade”, disse o candidato apoiado pelo PSD. “A responsabilidade é minha, apenas minha e toda minha”, acrescentou, garantindo que não guardará “qualquer mágoa ou rancor”.
“Não vou fazer o endosso dos votos que me foram confiados. Tenho a minha opinião pessoal, mas enquanto candidato não sou dono dos votos que em mim foram depositados”, disse.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse por sua vez que o PSD aceita a escolha dos portugueses “com humildade democrática” e que o partido não vai apoiar nenhum candidato na segunda volta. Esquerda apela ao voto em Seguro
Catarina Martins lamentou o resultado da sua candidatura e a "radicalização da direita" em Portugal. A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda apelou ao voto em António José Seguro na segunda volta, como resposta à "reconfiguração e à trumpização".
"Não alcancei o resultado que queria", assumiu, lamentando que ainda existam tabus em Portugal, incluindo o de ter uma mulher na Presidência da República.
Catarina Martins realçou ainda o resultado de Luís Marques Mendes como um reflexo do Governo de Luís Montenegro. "São grandes derrotados desta noite", defendeu.
"Acho que a resposta adequada, neste momento, é votar na segunda volta em António José Seguro, com os olhos bem abertos para todas as lutas".
António Filipe também apelou ao voto no candidato socialista, não porque apoie este candidato, mas pela “vontade imperiosa de derrotar o candidato André Ventura”, explicou.
O comunista disse não se arrepender "desta candidatura", já que trouxe para o debate “as preocupações centrais dos portugueses”, e referiu que muitos dos seus apoiantes votaram em Seguro pelo "receio de que pudesse haver dois candidatos mais à direita na segunda volta".
Jorge Pinto afirmou que irá “votar António José Seguro na segunda volta”, mas garantiu que não vai sair "da arena política".
"Isto é apenas o começo. Amanhã cá continuaremos com a mesmíssima força, a mesmíssima energia que mostramos nesta campanha", afirmou o candidato apoiado pelo Livre, justificando que "a República é demasiado importante para ser deixada em mãos alheias".