André Pestana votará em Seguro na segunda volta e lamenta "fortíssimo voto útil" à esquerda
O candidato presidencial André Pestana lamentou hoje o "fortíssimo voto útil" à esquerda nas presidenciais e admitiu que irá votar em António José Seguro na segunda volta das eleições.
Em declarações à Lusa, André Pestana salientou que a diferença entre o resultado de António José Seguro e André Ventura "foi mais dilatada do que qualquer sondagem previa", o que evidencia ter-se registado um "fortíssimo voto útil" à esquerda.
"Um voto útil que na prática depois revela um voto inútil, porque o voto útil é votar em quem acreditamos", disse.
Quanto à segunda volta, André Pestana disse que apesar de não se rever em Seguro, ter André Ventura na Presidência da República "era o pior que podia acontecer à sociedade portuguesa".
André Pestana frisou que nunca teve "nada a ver com o Partido Socialista" mas, perante a possibilidade da eleição de André Ventura, a sua escolha estava feita.
[André Ventura] "apoia Trump em muitos atentados e guerras que tem feito, como também patrocinando o genocídio de Israel a Gaza, obviamente não irei votar claramente no André Ventura, isso está mais do que claro", continuou.
O candidato considerou que, à semelhança do que tinha acontecido na eleição por maioria absoluta do antigo primeiro-ministro António Costa, as sondagens foram "encomendadas para levar o eleitorado a mudar ou a estar a condicionar o seu voto".
"De facto revelou-se que as sondagens estavam todas, de uma forma flagrante, longe da realidade", argumentou, acrescentando que ele próprio já tinha afirmado que António José Seguro "poderia ficar em primeiro lugar e sem qualquer risco de não ir à segunda volta".
De acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral, André Pestana arrecadou 10.881 votos, o que equivale a 0,19%.
Líder da bancada da IL vai votar Seguro na segunda volta
O líder da bancada da Iniciativa Liberal, Mário Amorim Lopes, disse hoje que vai votar António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, justificando esta opção com a "ameaça ao Estado de direito" que o Chega representa.
Ressalvando que a sua posição não vincula a Iniciativa Liberal, o também vice-presidente da IL afirmou na RTP que "muitos dos comportamentos do Chega indiciam uma forte ameaça ao Estado de direito" e criticou André Ventura por "invocar três Salazares".
"Sou um grande crítico do Partido Socialista, porque é o maior responsável pelo estado em que o país se encontra", disse, frisando que nestas eleições "não está em causa a atuação do PS" e que António José Seguro "não é um atentado ao Estado de direito".
Mário Amorim Lopes disse ainda que vota Seguro, apoiado pelo PS, seguindo a sua consciência e "à frente de interesses pessoais e partidários".
António José Seguro e André Ventura, apoiado pelo Chega, vão disputar a segunda volta das presidenciais, em 08 de fevereiro, segundo os resultados provisórios das eleições de domingo.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, à frente de Gouveia e Melo e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD.
António José Seguro quer ser "o presidente dos novos tempos"
António José Seguro foi recebido com fortes aplausos antes de discursar nas Caldas da Rainha. "Somos um só povo, uma só nação, um só Portugal, plural e inclusivo, respeitador das liberdades de cada um e solidário nas nossas necessidades comuns", começou por dizer.
Foto: José Coelho - Lusa
O candidato apoiado pelo PS frisou que recebeu votos "oriundos de todos os campos políticos, o que reforça ainda mais a natureza independente desta candidatura".
"Reafirmo com total clareza: sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como presidente da República", "esta não é uma candidatura partidária nem nunca será", declarou, acrescentando que "hoje, com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 8 de fevereiro".
"Convido todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas a juntarem-se a nós para, unidos, derrotarmos o extremismo e derrotarmos quem semeia ódio e divisão entre os portugueses", declarou Seguro.
O candidato, que arrecadou o primeiro lugar, frisou que para si "não há portugueses bons nem portugueses maus, portugueses de primeira e portugueses de segunda; somos todos Portugal".
"Regressei para unir os portugueses. Jamais terei um presidente e uma parte dos portugueses contra a outra parte. Jamais", assegurou, recebendo mais uma ronda de aplausos. "Com a vossa confiança serei o presidente de todos os portugueses, e faço esse juramento diante de vós".
"Serei o presidente leal à Constituição da República. Serei o presidente para cuidar e melhorar o que está bem e para mudar o que está mal. E há tanto para mudar, a começar na saúde", priorizou.
O candidato não esqueceu também "a pobreza, os salários e as pensões baixas", assim como "a falta de habitação".
"Estou pronto para ser o presidente dos novos tempos, para fazermos de Portugal um país moderno e justo, onde o Estado funcione a economia seja mais competitiva, com empregos qualificados e com melhores salários", afirmou.
Na visão de António José Seguro, "a política ou serve para melhorar a vida das pessoas, ou então não serve para rigorosamente nada".
"Confiança, equilíbrio, exigência, ambição nortearão a minha ação como vosso presidente da República se vier a merecer, como espero, a confiança dos portugueses", acrescentou.
"Obrigado". Ventura considera "maior honra" disputar a segunda volta
André Ventura agradeceu a todos os apoiantes por conseguir "liderar o espaço não socialista".
Foto: Tiago Petinga - Lusa
"O país despertou. O país que há 40 anos não tinha uma segunda volta nestas eleições despertou. E despertou apesar de tudo", declarou, acrescentando que "olhando para o mapa eleitoral ficou evidente que os portugueses não quiseram saber o que o líder do PSD lhes disse, da Iniciativa Liberal, outros quaisquer".
O líder do Chega felicitou os resultados da candidatura, alegando que os portugueses consideraram que esta era a "alternativa ao socialismo".
"A direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses deram-nos a nós a liderança dessa direita", sublinhou, enquanto ecoavam gritos e aplausos na audiência. "Num espaço e num momento de tanta fragmentação, nós conseguimos mostrar que conseguimos derrotar o candidato do Governo e do montenegrismo."
André Ventura considerou que fez uma "campanha sem picardia pessoal, sem ofensa".
"Fizemos a campanha talvez mais popular de sempre", disse ainda. "Esta foi a maior honra da minha vida, disputar uma segunda volta das eleições Presidenciais".
E ironizou: "Quis o destino, por sua ironia, que acabássemos a usar a reta final destas eleições precisamente com o candidato socialista".
"E este candidato socialista defende tudo ao contrário do que nós defendemos. Quer mais impostos para distribuir mais subsídios (...), quer continuar a sufocar as empresas com mais burocracia, quer mais imigração descontrolada, quer mais descontrolo na nossa Justiça, coisa que não queremos, não fosse o Partido Socialista talvez o maior responsável moral pelo estado de corrupção e de degradação em que o país está".
Votos nulos ultrapassaram votos em branco
Em território nacional, houve 64.817 votos nulos e 60.899 votos em branco, mais 62 e 23 por cento, respetivamente, face às presidenciais de 2021.
Em 2021, houve sete candidatos - os mesmos que constavam nos boletins de voto - e, em solo nacional, os votos nulos representaram 0,94 por cento (39.854), ao passo que os brancos valeram 1,1 por cento (46.862).
António José Seguro venceu em Sintra. André Ventura ficou em segundo lugar
De acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral, André Ventura conseguiu 46.466 votos, menos 12.419 do que António José Seguro (31,07%).
Em terceiro lugar, ficou João Cotrim Figueiredo, com 31.091 votos (16,4%).
A taxa de abstenção no município foi de 40,18%, tendo-se deslocado às urnas 193.491 dos 323.436 votantes inscritos.
Concorreram às eleições presidenciais de hoje 11 candidatos, um número recorde.
António José Seguro, apoiado pelo PS, e André Ventura, apoiado pelo Chega, vão disputar a segunda volta das presidenciais, em 08 de fevereiro, segundo os resultados provisórios.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, à frente de Gouveia e Melo e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD.
Cotrim Figueiredo reconheceu ter ficado em terceiro lugar.
Cotrim de Figueiredo assume "derrota pessoal" e critica "erro estratégico" de Montenegro
"Assumo como uma derrota pessoal", declarou o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal. "A minha derrota não diminui nada uma outra enorme vitória: a vossa vitória", acrescentou, dirigindo-se aos seus apoiantes na sede de campanha.
Foto: António Pedro Santos - Lusa
"É provável que venhamos a ter um presidente da República oriundo do PS. Tal ficará a dever-se exclusivamente a um erro estratégico da liderança do PSD", asseverou.
"Montenegro não pôs o interesse do país à frente do interesse do próprio partido. Não esteve à altura do legado de Francisco Sá Carneiro", acrescentou.
O ex-líder da IL adiantou ainda que não tenciona endossar ou recomendar o voto a qualquer um dos candidatos que seguem para a segunda volta.
Como funciona o processo eleitoral até à segunda volta
Portugal prepara-se pela segunda vez para eleger o Presidente da República à segunda volta das eleições presidenciais, que se realizarão no dia 8 de fevereiro, e que vão opor António José Seguro e André Ventura.
Antes destas eleições, só uma vez se realizou um segundo sufrágio numas eleições presidenciais, em 1986, uma disputa em que Mário Soares venceu Freitas do Amaral.
De acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral, e quando estavam apurados 99,2% dos votos, António José Seguro, com 31,1%, e André Ventura, líder do Chega, com 23,5%, vão disputar o segundo sufrágio.
Eis alguns pontos essenciais sobre os procedimentos que antecedem o dia da segunda votação:
Apuramento dos resultados
O apuramento dos resultados divide-se em três instâncias: apuramento parcial, apuramento distrital ou intermédio e apuramento geral.
Numa primeira fase, uma vez encerrada a votação, nas assembleias de voto procede-se ao apuramento e é depois afixado um edital com o número de boletins de voto à porta.
Após este momento, os delegados das candidaturas poderão protestar contra irregularidades do apuramento parcial. Os boletins de voto não contestados são enviados aos juízes da comarca, enquanto no estrangeiro são enviados aos respetivos embaixadores.
Os boletins sobre os quais haja protestos ou reclamações serão remetidos à assembleia de apuramento distrital.
O apuramento intermédio realiza-se no dia seguinte ao da eleição, 19, por assembleias de apuramento distrital.
Os resultados são apurados até ao 4.º dia após a eleição, sendo depois publicados em edital até ao 6.º dia posterior.
Quanto aos trabalhos de apuramento geral da eleição, realizam-se no Tribunal Constitucional e iniciam-se no 8.º dia após o dia de eleições, dia 26.
Nesse mesmo dia os resultados são publicados em edital que será afixado à porta do Tribunal Constitucional (TC).
A assembleia de apuramento geral é constituída por um juiz da comarca com sede no círculo eleitoral, dois juristas, dois professores de Matemática que lecionem na área, seis presidentes de assembleia ou secção de voto e um secretário de justiça do tribunal, todos da mesma área.Preparação da segunda volta
A preparação para a segunda volta começa no dia após as eleições, com a secretaria-geral do Ministério da Administração Interna a fornecer ao presidente do Tribunal Constitucional os resultados provisórios.
No dia 21 de janeiro, três dias após as eleições, o presidente do Tribunal Constitucional indicará por edital os candidatos provisoriamente admitidos ao segundo sufrágio.
No mesmo dia, e logo após a publicação do edital, o TC irá sortear as candidaturas admitidas à segunda volta para atribuição da ordem nos boletins de voto.Campanha eleitoral
A campanha eleitoral para a segunda volta começa no dia após ser afixado pelo TC o edital que admite os candidatos ao segundo sufrágio, entre os dias 27 e 31 de janeiro, e terminará no dia 06 de fevereiro.Financiamento
O valor total da subvenção pública na eleição do Presidente da República é calculado multiplicando por 10 mil o valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), segundo a fórmula 522,50 euros x 0,8, perfazendo 4,18 milhões de euros.
Numa segunda volta, a lei prevê que ao limite de despesas para a campanha, que é de 4,18 milhões de euros - igual ao montante da subvenção pública - acresce o valor de 1.045.000 euros (2500 IAS x 0,8).
Quanto à repartição da subvenção pública, 20% do total será distribuído em partes iguais aos candidatos que obtenham pelo menos 5% dos votos, enquanto 80% será repartido na proporção dos votos obtidos.
As receitas que os candidatos podem utilizar nas suas campanhas além da subvenção estatal passam por donativos de apoiantes, angariações de fundos e contribuições dos partidos políticos.Voto antecipado e no estrangeiro
Os eleitores que pretendem votar antecipadamente em mobilidade podem fazê-lo no dia 01 de fevereiro, caso o dia de eleições seja 08 desse mês, e devem requisitar o voto antecipado por via eletrónica ou postal entre o 14º e o 10º dias anteriores ao da eleição, ou seja, entre 25 e 29 de janeiro.
Aqueles eleitores que pretendam votar no estrangeiro deverão fazê-lo entre 27 e 29 de janeiro.
"Resultados não corresponderam". Gouveia e Melo não manifesta indicação de voto na segunda volta
"Acabei de felicitar pessoalmente o doutor António José Seguro e o doutor André Ventura pela passagem à segunda volta", começou por afirmar Henrique Gouveia e Melo no discurso na sede de candidatura, em reação aos resultados.
Foto: José Sena Goulão - Lusa
"Uma decisão profundamente ponderada e que tomei perante os exercícios exigentes que o país enfrenta e sobretudo num contexto internacional de grande instabilidade", afirmou ainda o almirante, considerando que "que, nestas circunstâncias, não podia ficar de fora quando senti que podia dar um contributo útil ao serviço de Portugal e dos portugueses".
E acrescentou: "Candidatei-me também pela convicção de a Presidência da República deve ser um espaço de união e não de divisão. Um espaço acima de interesses partidários, independente e livre".
Segundo Gouveia e Melo, o país "beneficia quando o presidente é visto como um garante de equilíbrio, de estabilidade e de proximidade a todos os portugueses sem exceções", tendo sido por isso também que se propôs a "este desafio".
"Os resultados destas eleições não corresponderam aos objetivos que tracei. Assumo com serenidade e com respeito absoluto pela vontade democrática dos portugueses", declarou. "Esta foi uma experiência que muito me honrou".
Questionada sobre qual o seu posicionamento na segunda volta, Gouveia e Melo considerou "muito precoce para manifestar qualquer opinião a esse respeito".
"Vou reservar isso para outro momento, mais tarde".
Coordenador do BE vai propor à Mesa Nacional apoio a Seguro na segunda volta
O coordenador do BE anunciou hoje que vai propor à Mesa Nacional do partido que apele ao voto em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, marcadas para 08 de fevereiro.
"Estas eleições presidenciais não terminam hoje. O BE não se engana e não hesita sobre a sua responsabilidade deste momento. E, como coordenador do BE, proporei à Mesa Nacional, que se reúne amanhã (segunda-feira), que apele ao voto em António José Seguro para vencer André Ventura, para vencer a extrema-direita", anunciou José Manuel Pureza.
O coordenador do BE, que acompanhou a noite eleitoral no `quartel-general` da candidatura de Catarina Martins, no Fórum Lisboa, assegurou que o partido será "totalmente claro na assunção de responsabilidades para a segunda volta".
"Este apelo que farei à Mesa Nacional é apenas uma das dimensões daquilo que estou absolutamente certo: será uma mobilização total, por parte do BE, para derrotar a extrema-direita na segunda volta desta eleição", acrescentou Pureza.
Jorge Pinto ficou em sexto no concelho onde nasceu
O candidato Jorge Pinto ficou em sexto no concelho de Amarante, onde nasceu, nas eleições presidenciais de hoje, tendo conseguido 4,56% dos 30.096 votos ali registados, segundo os resultados provisórios.
De acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral, Jorge Pinto ficou atrás de António José Seguro (34,8%), André Ventura (19,63%), Luís Marques Mendes (16%), João Cotrim de Figueiredo (12,34%) e Henrique Gouveia e Melo (9,53%).
Os 1.339 votos conseguidos por Jorge Pinto (4,56%) permitiram-lhe, por outro lado, ficar à frente de Catarina Martins (1,68%), António Filipe (0,55%), Manuel João Vieira (0,50%), André Pestana (0,27%) e Humberto Correia (0,13%).
A taxa de abstenção no município foi de 39,70%, tendo-se deslocado às urnas 30.096 dos 49.907 votantes inscritos.
Concorreram às eleições presidenciais de hoje 11 candidatos, um número recorde.
As projeções divulgadas às 20:00 pelas televisões apontam para a realização de uma segunda volta entre António José Seguro e André Ventura ou Cotrim de Figueiredo.
Social-democrata Miguel Poiares Maduro vai votar em Seguro na segunda volta
O social-democrata Miguel Poiares Maduro disse hoje que vai votar António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, considerando que o candidato apoiado pelo PS seria "mais importante" e melhor para o PSD do que André Ventura.
"Eu apoiarei claramente e votarei em António José Seguro", afirmou na RTP o antigo ministro do PSD e membro da comissão política do candidato presidencial Marques Mendes, ressalvando que não estava a falar em nome do partido, mas a expressar a sua opinião pessoal.
Poiares Maduro referiu que compreende "muito bem" que Marques Mendes "queira exprimir neste momento que não é dono dos votos de quem votou nele".
"Do ponto de vista do PSD, também é mais importante e será melhor um presidente como António José Seguro do que como André Ventura. O principal objetivo de André Ventura é substituir o PSD na governação, não vejo que o PSD tenha interesse em alimentar essa aspiração", disse.
Poiares Maduro sublinhou ainda que "dos pontos de vista dos princípios, da função presidencial, do entendimento fundamental do regime político" está "mais próximo de António José Seguro do que André Ventura".
"Se André Ventura chegasse a Presidente da República ele ia presidencializar o regime, ele quer ser primeiro-ministro e na medida que o conseguisse iria governar através da Presidência da República", disse.
A segunda volta das eleições presidenciais vão ser disputadas entre António José Seguro e André Ventura.
Marques Mendes ficou em quinto lugar nas eleições realizadas hoje.
"Foi honesta". António Filipe considera que "campanha valeu a pena"
António Filipe acredita que esta "campanha valeu a pena", apesar dos resultados da candidatura. O candidato apoiado pelo PCP considera que muitos dos apoiantes votaram em António José Seguro pelo "receio de que pudesse haver dois candidatos mais à direita na segunda volta".
Foto: António Cotrim - Lusa
"Aliás houve pressões muito grandes nesse sentido", continuou, referindo que "houve muitas pessoas" que lhe disseram que votariam na sua candidatura mas devido a esse receio "votaram logo na primeira volta em António José Seguro, sem que isso significasse um claro apoio em si".
Apesar do resultado, António Filipe admitiu não se arrepender "desta candidatura", considerando que "esta campanha valeu a pena".
"Foi uma campanha honesta, elevada. Que trouxe para o debate (...) as preocupações centrais dos portugueses. E esta candidatura, desse ponto de vista, valeu a pena".
Seguro vence em Viseu
O segundo candidato mais votado foi André Ventura com 25,77%, e o terceiro foi Luís Marques Mendes, com 15,32% dos votos, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral.
André Ventura mais votado na Madeira
O segundo candidato mais votado foi António José Seguro com 22,79%, e o terceiro foi Luís Marques Mendes, com 14,67% dos votos, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral.
Mariana Leitão cautelosa na análise dos resultados
Mariana Leitão quer ainda esperar pelos resultados finais. A líder da Iniciativa Liberal é cautelosa e opta por lembrar que ainda não há resultados definitivos.
Raimundo frisa que portugueses "podem contar com o PCP"
Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, reafirmou que os portugueses "podem contar com o Partido Comunista Português na defesa dos direitos de uma vida melhor, pela rutura com a política de direita e para criar as condições para abrir o rumo daquilo que se impõe, daquilo que esta candidatura transportou dessa política alternativa, patriótica e de esquerda".
Montenegro exclui indicação de voto do PSD para segunda volta
O primeiro-ministro anunciou que o PSD não vai apoiar ninguém na segunda volta. "O PSD não estará envolvido na campanha presidencial", declarou.
Foto: João Relvas - Lusa
"Aceitamos essa escolha com humildade democrática", declarou, agradecendo a Marques Mendes.
"Cumpriremos a escolha dos portugueses, isso não significa que não estivesse ao lado de Marques Mendes e continuo a achar que ele era a melhor opção", disse, sublinhando que "não vale a pena andarem com jogos políticos".
António José Seguro vai à segunda volta com André Ventura
Com os votos apurados em 78 por cento dos concelhos, está já confirmado que António José Seguro vai disputar a segunda volta das presidenciais com André Ventura.
"Assumo por inteiro esta responsabilidade", declara Marques Mendes
Em declarações na sede de campanha, Luís Marques Mendes assumiu a responsabilidade pelo resultado nestas eleições.
Carneiro pede aos portugueses que "unam esforços" a favor de Seguro na segunda volta
"António José Seguro é o vencedor da noite", declarou o secretário-geral do PS, destacando um "momento especial da nossa vida democrática".
"É um candidato naturalmente suprapartidário, mas o Partido Socialista vive com muita alegria as suas bases por todo o país", acrescentou, realçando que Seguro mostrou elevação, respeito pelos adversários e pluralismo.
Carneiro apelou, por isso, aos portugueses que "unam os seus esforços na candidatura de António José Seguro" e "que se mobilizem nesta caminhada até ao dia 8 de fevereiro".
"Aquilo que está em causa é muito relevante. De um lado temos uma visão democrática. Do outro temos uma visão com tendências autocráticas", afirmou.
"Não alcancei o que queria". Catarina Martins apela ao voto em Seguro
Catarina Martins lamentou o resultado da sua candidatura e a "radicalização da direita" em Portugal. A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda apelou ao voto em António José Seguro na segunda volta, como resposta à "reconfiguração e à trumpização".
Foto: André Kosters - Lusa
Catarina Martins realçou ainda o resultado de Luís Marques Mendes como um reflexo do Governo de Luís Montenegro.
"São grandes derrotados desta noite", declarou. "Mas os resultados da direita mostram também uma direita em reconfiguração e em 'trumpização' em Portugal".
A candidata afirmou ainda perceber a preocupação de "todos os democratas" com "esta radicalização da direita em Portugal".
"Acho que a resposta adequada, neste momento, é votar na segunda volta em António José Seguro, com os olhos bem abertos para todas as lutas".
António José Seguro é o candidato mais votado com 2718 freguesias apuradas
André Ventura é o segundo candidato mais votado, com 25,59%, e João Cotrim de Figueiredo é o terceiro, com 14,02%, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral.
Alberto João Jardim critica "incompetência da direção do PSD" na escolha de Mendes
Alberto João Jardim responsabilizou hoje a liderança social democrata pela possibilidade de a Presidência da República vir a ser ocupada por Seguro ou André Ventura, criticando a "incompetência da direção do PSD" pela escolha de Marques Mendes.
Numa primeira reação às projeções eleitorais na CMTV, o antigo presidente do Governo Regional da Madeira e apoiante de Henrique Gouveia e Melo, disse que a primeira conclusão que se retira das eleições de hoje "é a incompetência da direção nacional do PSD" na escolha do candidato apoiado pelos sociais-democratas, Luís Marques Mendes.
"O líder do PSD, em vez de ter procurado um consenso na área democrática, avançou sem tentar esse consenso e corre-se agora o risco de voltar a entregar a Presidência da República aos socialistas ou ter a extrema-direita do outro lado", afirmou, dizendo que há uma responsável por essa possibilidade.
"Esse responsável chama-se `direção nacional do Partido Social Democrata`, que mostrou, mais uma vez, a sua incompetência", criticou.
Alberto João Jardim reagia na CMTV aos resultados das projeções eleitorais das televisões, que apontam António José Seguro como o candidato mais votado e colocam a possibilidade de uma segunda volta ser disputada com André Ventura ou com João Cotrim Figueiredo.
Questionado se há uma derrota pessoal do primeiro-ministro, Luís Montenegro, o ex-presidente do Governo Regional da Madeira respondeu que não, porque o PSD "não é um partido de um homem só", dizendo foi a geração a seguir à sua que "fez este disparate".
Alberto João Jardim antevê uma segunda consequência destas eleições, o resultado de Henrique Gouveia e Melo, em cujo apoio disse ter "muito orgulho".
"Pela primeira vez conseguiu-se organizar um consenso e um movimento contra o sistema político errado que está montado em Portugal. Sei que o almirante não quer fazer nenhum partido a partir daqui, nem é razão para isso. Mas está criado neste momento o movimento, que, para já, junta mais a classe média contra o sistema", afirmou.
Para Alberto João Jardim, criaram-se "as raízes" para "se contestar este mesmo sistema político numa base democrática, que não é o caso da extrema direita".
"Sou o novo líder da direita". Ventura quer "agregar" para a segunda volta
Numa primeira reação às projeções das eleições presidenciais, o líder do Chega quis assumir-se como "o novo líder da direita em Portugal".
Jorge Pinto afirma que vota em António José Seguro na segunda volta
Apesar das projeções, Jorge Pinto afirma que não vai sair "da arena política". Na segunda volta, o candidato irá votar em António José Seguro.
"A República somos todos nós. Somos aqueles que amanhã estarão na rua a defendê-la".
Contrariamente ao que disse no início da campanha, Jorge Pinto afirmou que por ele António José Seguro "será presidente".
"Eu irei votar António José Seguro na segunda volta".
Seguro "muito feliz" com participação evita comentar projeções
"Teremos oportunidade de falar quando houver resultados oficiais", sintetizou António José Seguro, quando questionado sobre as projeções, que o colocam na segunda volta à frente de André Ventura ou Cotrim Figueiredo.
Foto: José Coelho - Lusa
"Tudo indica que Ventura irá à segunda volta". Pedro Pinto acredita em meta
Em reação às primeiras projeções, Pedro Pinto, do Chega, congratulou a derrota da "extrema-esquerda" e a possibilidade de André Ventura ir à segunda volta.
"O nosso objetivo erra esse. Será certamente alcançado", disse ainda, acrescentando que "há resultados parecidos".
Para o deputado do Chega, as primeiras projeções revelam a "grande derrota que a extrema-esquerda teve, que todos os candidatos da extrema-esquerda".
António José Seguro é o candidato mais votado com 30,69%, com 1.150 freguesias apuradas
António José Seguro é o candidato mais votado com 30,69% nas eleições presidenciais de hoje, quando estão apurados os resultados provisórios em 1.150 das 3.259 freguesias e 47 de 109 consulados.
André Ventura é o segundo candidato mais votado, com 26,97%, e Luís Marques Mendes é o terceiro, com 14,82%, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral às 20:00.
É o seguinte o quadro completo dos resultados globais às 20:00 horas, de acordo com os resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna -- Administração Eleitoral:
Fontes: Agência Lusa, SGMAI-AE - Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral
Projeção da Católica coloca Seguro e Ventura ou Cotrim na segunda volta
Luís Marques Mendes aparece em quinto lugar nesta projeção (arrecadando entre oito a 11 por cento dos votos).
Seguem-se António Filipe e Catarina Martins (ambos com um a três por cento), Manuel João Vieira (um a dois por cento), Jorge Pinto, André Pestana e Humberto Correia (todos com entre zero a um por cento).
José Luís Carneiro diz que "democracia está viva" perante participação elevada
O secretário-geral do PS considerou hoje que a elevada participação nas eleições presidenciais prova que os portugueses "quando sentem que os seus valores podem estar ameaçados se mobilizam" e enalteceu que a democracia está viva.
"O que me deixa ficar como democrata muito satisfeito é ver esta participação eleitoral. Uma participação que bateu todos os recordes desde 2016, cá no território nacional, mas também no estrangeiro. Isso é a prova de que os portugueses, quando sentem que os seus valores podem estar ameaçados, se mobilizam para participar no ato eleitoral", declarou José Luís Carneiro, à chegada à sede socialista, em Lisboa.
O líder do PS falou aos jornalistas pouco antes de serem conhecidas as projeções da abstenção nas eleições presidenciais de hoje, que, de acordo com as televisões, deverá situar-se entre os 35,6% e os 43%.
"Eu diria que, de forma sintética, a democracia continua a viver no coração das portuguesas e dos portugueses", acrescentou.
José Luís Carneiro deixou ainda um agradecimento "à administração eleitoral, aos serviços consulares e diplomáticos, aos milhares de pessoas que por todo o país contribuíram para assegurar um ato eleitoral que cumpriu todos os deveres de transparência, de pluralidade, de respeito pelas diferentes opiniões".
Mais de 11 milhões de eleitores foram hoje chamados à 11.ª eleição do Presidente da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, votando no sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos.
A esta eleição, que de acordo com Carneiro decorreu "com toda a normalidade democrática", concorreram 11 candidatos, incluindo António José Seguro, apoiado pelo PS.
"O mais importante é lembrar isto: a democracia está viva", concluiu o secretário-geral socialista.
Gouveia e Melo "muito contente com afluência" e com espírito positivo
O candidato presidencial disse estar "muito contente com a afluência", afirmando que "a democracia ganha sempre quando há uma abstenção reduzida".
Questionado sobre se está confiante que terá um bom resultado nesta primeira volta das eleições presidenciais, o almirante disse apenas que o seu estado de espírito "é positivo".
"Farei o que os portugueses quiserem. Tenho dois planos: Um, continuar, naturalmente; e o outro, que é dedicar-me à vida privada", declarou.
Assembleias de voto fecharam em Portugal Continental e na Madeira
As assembleias de voto para as eleições presidenciais encerraram às 19:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, fechando uma hora depois nos Açores, devido à diferença horária.
Mais de 11 milhões de eleitores foram hoje chamados à 11.ª eleição do Presidente da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, votando no sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos.
Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.
No boletim de voto, constavam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.
Assim, os 11 candidatos apareciam no boletim de voto pela seguinte ordem: o sindicalista André Pestana ocupava a segunda linha, Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, a terceira, e o músico Manuel João Vieira a quinta.
Catarina Martins (apoiada pelo Bloco de Esquerda) surgia em sétimo lugar no boletim, João Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal) em oitavo, o pintor Humberto Correia em nono e o socialista António José Seguro em 10.º.
O candidato apoiado pelos partidos do Governo (PSD e CDS-PP), Luís Marques Mendes, estava na 11.ª linha, André Ventura, o líder do Chega, na seguinte, com António Filipe (apoiado pelo PCP) e Henrique Gouveia e Melo, respetivamente, na 13.ª e 14.ª posição.
Para o sufrágio de hoje estavam inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
Marques Mendes vai aguardar resultados "com toda a tranquilidade"
À chegada ao hotel onde vai acompanhar a noite eleitoral, Luís Marques Mendes disse ter-se apercebido, ao longo do dia, que a abstenção seria mais baixa do que em eleições anteriores.
Foto: Miguel A. Lopes - RTP
Projeção da abstenção aponta para 37% a 43%
A taxa de abstenção das eleições presidenciais deste domingo poderá situar-se entre os 37% e os 43%, de acordo com a projeção da Universidade Católica para a RTP.
Emissão especial para o acompanhamento da noite eleitoral a partir das 18h00
Esta será uma operação com notícias atualizadas ao minuto, vários pontos de direto pelo país e painéis de comentadores para a análise dos resultados e das reações das 11 candidaturas presidenciais.Ao início da tarde, haviam já votado todos os candidatos à sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém.
O apelo à participação foi transversal aos candidatos, mas também a governantes e outras figuras da vida política portuguesa. O candidato Luís Marques Mendes manifestou-se "muito confiante" e apelou a uma "grande participação" eleitoral, num quadro em que "a situação internacional é muito difícil".Até às 12h00, a afluência às urnas foi de 21,18 por cento, segundo os números da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. 16h00 era de 45,51 por cento.
"Aquilo que eu desejo e o apelo que eu faria, era para uma grande participação nesta eleição. E, portanto, fazendo com que as pessoas vão votar e fazendo com que a abstenção possa baixar", afirmou em Caxias. Já o candidato António José Seguro, que votou nas Caldas da Rainha, afirmou fazê-lo com "muita emoção e muita esperança", mostrando-se confiante no "bom senso dos portugueses".
"Eu hoje votei com muita emoção e votei com muita esperança no futuro de Portugal. É isso que neste momento está a acontecer. Cada portuguesa e cada português estão a decidir o futuro do nosso país. Eu acredito no bom senso dos portugueses", declarou.Acompanhámos aqui, ao longo da manhã e da tarde deste domingo, a jornada eleitoral das Presidenciais.
O candidato presidencial e líder do Chega André Ventura considerou, ao votar em Lisboa, que a campanha poderia ter sido mais esclarecedora. Ainda assim, apelou à mobilização do eleitorado.
"Houve de facto falhas significativas em temas que interessam às pessoas. Uns mais do que outros não ajudaram a que conseguíssemos debater esses assuntos", avaliou.
Na ótica do candidato Henrique Gouveia e Melo, estas eleições "podem ser marcantes".
"Eu julgo que estas eleições podem ser marcantes e, portanto, estou convencido de que os portugueses vão exercer o seu voto e vão exercer a sua cidadania, que é o que é normal", afirmou o almirande, depois de votar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, em Lisboa.
António Filipe, o candidato apoiado pelo PCP, exortou os portugueses a honrarem o direito de voto.
"Que os portugueses participem, que honrem o seu direito de voto, o direito de voto que custou muito a conquistar aos portugueses, o exercício do direito de voto em liberdade, em consciência, por convicção e, portanto, espero que os portugueses participem em grande número e honrem este direito", clamou em Loures.
Catarina Martins, que votou no Porto, apelou igualmente à participação, deixou um agradecimento a quem esteve nas mesas de voto e lembrou Maria de Lurdes Pintassilgo, a primeira mulher a candidatar-se à Presidência da República, em 1986.
"Queria começar por agradecer a todas as pessoas que, em todo o país, estão nas mesas de voto a permitir que este dia aconteça. A democracia é participada por toda a gente e tanta gente que dá este seu dia para que seja possível estarmos a votar", disse a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda. João Cotrim Figueiredo falou aos jornalistas à saída da Escola Básica Marquesa de Alorna, em Lisboa, onde votou.
"Venham votar, não desperdicem, não deixem os outros escolherem por vós. Façam deste dia das eleições o dia da festa da democracia e mostrem que é possível mudar Portugal", apelou.
Em Olhão, o candidato presidencial Humberto Correia afirmou que o seu voto "é histórico", para si, para os seus antepassados e futuras gerações.
O candidato Jorge Pinto manifestou "muita tranquilidade, felicidade e consciência tranquila", ao votar em Amarante, e apelou aos portugueses para que votem "massivamente".
"Com tantos desafios internos e externos é importante que os portugueses votem, votem massivamente, votem em consciência. Da minha parte, muita tranquilidade, muita felicidade, sentimento de dever cumprido e de consciência tranquila por ter conseguido ou ter tentado elevar o debate, marcar a agenda com debates que interessam aos portugueses", sutentou.
O candidato André Pestana considerou, em Coimbra, que o importante é a participação dos portugueses nestas eleições, independentemente das suas escolhas: "Acho que é importante que os portugueses participem neste ato cívico, que é crucial, e peço, em particular, à juventude, aos trabalhadores, aos reformados que estão fartos de um país a duas velocidades".
A haver segunda volta, cenário consubstanciado pelas sondagens das últimas semanas, as assembleias de voto voltam a ser abertas a 8 de fevereiro.
c/ Lusa