Presidenciais 2026. Portugueses escolhem o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa

Reportagem

Presidenciais 2026. Portugueses escolhem o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa

Mais de 11 milhões de eleitores são chamados às urnas para escolher o próximo presidente da República, após dez anos de Marcelo Rebelo de Sousa. A escolha do próximo inquilino do Palácio de Belém faz-se este ano entre 11 candidatos, um número histórico.

Mariana Ribeiro Soares, Andreia Martins, Cristina Sambado, Carlos Santos Neves - RTP /

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Foto: André Kosters - Lusa

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Afluência às urnas até às 16h00 foi de 45,51%

A afluência às urnas foi a mais elevada da última década. Há cinco anos, a afluência até às 16h00 rondou os 37% e nas eleições há dez anos rondou os 35%.

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Ramalho Eanes vota e espera que eleições tragam um futuro que a todos convenha

O ex-presidente da República afirmou que "estas eleições são importantes, porque embora a pessoa eleita tenha as competências reconhecidas, a verdade é que essas competências vão ser exercidas em circunstâncias internas e internacionais extremamente complicadas".
Segundo Ramalho Eanes nos últimos 50 anos “mudou tudo. É um mundo muito complicado”.

Ramalho Eanes frisa ainda que o futuro presidente da República vai exercer “as competências em circunstâncias particularmente adversas” e “tem de estar disponível para apoiar o Governo a encontrar soluções, para, num meio perverso encontrar vias que nos permitam caminhar no presente e encarar o futuro”.



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Manuel João Viera vota em Lisboa afirma que não é "candidato fantasma"

O candidato frisa que a taxa de abstenção tem sido muito elevada "há bastante tempo. Nos últimos 20 anos tem sido historicamente elevada". Manuel João Vieira considera que "há muita gente que se importa mais com o futebol do que com a política".
Manuel João Vieira recorda que nestas eleições o voto é mais claro é “uma pessoa, um voto”, e garante que “não é um candidato fantasma”. 

Manuel João Vieira confessou que em algumas eleições chegou a fazer "um dó li tá" para escolher em quem depositar o seu voto, mas desta vez disse que não tinha deixado a sua escolha ao acaso.
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Lusa /

Portugueses desafiam distância para votar presencialmente em Londres

Vários portugueses viajaram cerca de duas horas para votar nas eleições presidenciais no Consulado-Geral de Londres esta manhã, onde era notória uma grande afluência, mas queixaram-se da falta de opção para votar remotamente. 

Entre os eleitores que viajaram de mais longe estava o casal João e Patrícia Teodósio, que viajou de Maidstone, a cerca de 65 quilómetros da capital britânica, com uma criança recém-nascida. 

"É um grande esforço. Agradecíamos ter uma forma de votar remotamente, de preferência digital", afirmou João Teodósio, recordando que o voto por correspondência falhou nas últimas eleições legislativas devido a uma mudança de residência.

Ao contrário das eleições legislativas, que permitem tanto o voto presencial como o voto postal, nas eleições presidenciais apenas é possível o voto presencial.

Também André Guerra e a companheira percorreram cerca de 100 quilómetros desde Cambridge, aproveitando para pernoitar com a família em Londres. 

"Não estávamos cá nas presidenciais anteriores, por isso votámos por correspondência. Mas se fossem umas eleições europeias não teríamos vindo", admitiu.

Já Helena Sampaio, residente em Londres, elogiou a rapidez do processo, apesar da grande mobilização. No entanto, alertou que muitos compatriotas podem ficar sem exercer o direito de voto. 

"Conheço pessoas que trabalham por turnos e não conseguem tirar o dia, e a minha prima telefonou-me hoje confusa porque ainda não tinha recebido o voto postal", disse.

Outros eleitores, como Helena Ferreira, José Silva e Ermelinda Rocha, afirmaram ter votado pela primeira vez "porque o país precisa de mudar".

Inês Câmara também se estreou a votar no estrangeiro, motivada pela importância desta eleição, mas lamentou que a mãe, de visita a Londres, não pudesse fazê-lo. 

"Devia ser mais fácil votar para quem estivesse fora. Mas espero conseguir votar na segunda volta", afirmou Julieta Vicente.

Nestas eleições presidenciais, que decorrem hoje em Portugal, os eleitores portugueses residentes no estrangeiro puderam votar presencialmente ao longo do fim de semana, com urnas abertas desde sábado nos consulados e outros postos diplomáticos. 

No Reino Unido, foram abertas mesas nos consulados de Londres, Manchester e Belfast e, adicionalmente, nas ilhas de Man, Jersey e Guernsey, mas continuou sem haver uma solução na Escócia. 

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Lusa /

Bolieiro espera que haja uma "baixíssima abstenção"

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, desejou que haja uma "baixíssima abstenção" nas presidenciais de hoje e está convicto que os portugueses farão a "melhor escolha".

Bolieiro, que votou na freguesia da Fajã de Baixo, no concelho de Ponta Delgada, destacou que o novo Presidente da República vai confrontar-se como uma "situação de instabilidade internacional" cujas preocupações subscreve.

Destacou a importância de, com outros atores políticos, "contribuir-se para serenidade, para a paz e, sobretudo para uma responsabilidade democrática cívica e de liderança nas nações e do país".

Bolieiro considera que "houve uma campanha eleitoral muito longa" e, se houver segunda volta, "ainda haverá continuidade de campanha".

O também líder do PSD/Açores voltou a reiterar que desejava ver o cargo de representante da República ser exercido por um açoriano.

Referiu também que desde a fase em que "primeiro [o representante da República] era militar e depois de se exigir que pudesse ser civil, finalmente poderia ser um açoriano", mas esta é uma "escolha legitima do Presidente da República".

Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, numas eleições para a Presidência da República muito disputadas e com recorde de 11 candidatos.

De acordo com a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), estavam inscritos nos cadernos eleitorais 11.039.672 eleitores à data de referência de 03 de janeiro.

A 11.ª eleição para a Presidência da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974 conta com um número recorde de candidatos (11).

Se algum candidato obtiver mais de 50% dos votos expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois concorrentes mais votados.

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CNE recebeu queixa sobre declarações de Miguel Albuquerque

Em comunicado, a Comissão Nacional de Eleições informa que recebeu uma queixa sobre uma declaração, este domingo, do presidente do Governo Regional da Madeira "em diversos canais de televisão e de rádio". 

Na queixa, o cidadão apontava para "referências ao candidato que [Albuquerque] apoia", sendo desta forma "suscetível de influenciar o livre exercício do direito de escolha por parte dos eleitores". 

Por isso, a Comissão decidiu "determinar aos canais de televisão e rádios que cessem de imediato a transmissão da referida reportagem".
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Líderes partidários exercem direito ao voto e apelam à participação

Quase todos os líderes partidários já votaram. O primeiro-ministro diz que a campanha mostrou que a democracia portuguesa é "muito saudável".

Foto: Fernando Veludo - Lusa

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Lusa /

Líder do JPP apela à participação em eleições fundamentais para a democracia

O líder do Juntos Pelo Povo (JPP), Élvio Sousa, apelou hoje à participação dos portugueses nas eleições Presidenciais, vincando serem "eleições fundamentais no âmbito da democracia portuguesa".

"A mensagem que eu gostaria de transmitir hoje, em nome do JPP, é que os portugueses exerçam esse direito para a eleição desse cargo relevante para a magistratura de influência em Portugal e, nesse sentido, apelar para esse exercício do voto de expressão popular", afirmou.

As declarações de Élvio Sousa foram proferidas depois de ter votado numa sessão instalada no Salão Paroquial de Gaula, freguesia do concelho de Santa Cruz, na zona leste da ilha.

"As eleições para a Presidência da República são eleições fundamentais no âmbito da democracia portuguesa", reforçou.

O Juntos Pelo Povo começou como um movimento de cidadãos no município de Santa Cruz, em 2009, e hoje é o maior partido da oposição madeirense, com 11 deputados na Assembleia Legislativa, e tem representação na Assembleia da República.

Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde.

Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.

No boletim de voto constam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.

As assembleias de voto para as eleições presidenciais abriram às 08:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, encerrando às 19:00.

Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.

Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.

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Candidatos votam e apelam a maior participação cívica

Quase todos os candidatos a Belém também optaram por votar no período da manhã. O apelo a uma maior participação cívica foi a mensagem mais ouvida.

Foto: Paulo Novais - Lusa

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Albuquerque espera que o futuro PR nomeie representante madeirense para a região

O chefe do executivo da Madeira (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, disse hoje esperar que o futuro Presidente da República nomeie um representante para a região autónoma de origem madeirense, vincando ser este o "entendimento" da população do arquipélago.

"Hoje há do ponto de vista da população da Madeira um entendimento que a instituição de representante da República deve ser atribuída a um madeirense, como foi anteriormente, e correu muito bem, porque sendo uma pessoa de cá, conhece a realidade intrínseca e as particularidades e especificidades da região", afirmou.

Miguel Albuquerque, também líder da estrutura regional do PSD, falava aos jornalistas após ter votado numa mesa instalada na Escola Básica da Ajuda, na freguesia de São Martinho, no Funchal.

"Parece-me que vai acontecer uma segunda volta, mas o que vai acontecer nesta eleição [primeira volta] já vai ser importante para determinar qual o perfil do próximo Presidente da República", sustentou, acrescentado que, neste momento, Portugal precisa de um Presidente da República que seja "fator de estabilidade, de consistência e que garanta a governação e o progresso do país".

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Quase todos os candidatos votaram durante a manhã

O país está a votar para escolher o futuro presidente da República. São as presidenciais mais concorridas de sempre. A esta hora, já votaram praticamente todos os candidatos.

Foto: Estela Silva - Lusa

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Desde 2006. A taxa mais elevada até às 12h00

Até às 12h00, a taxa de afluência às urnas foi de 21,18% segundo a CNE. A afluência é superior à registada em 2021, ano de pandemia, mas também superior aos anos de 2016, 2011 e 2006. 

Foi aliás em 2006 que a administração eleitoral começou divulgar a afluência às urnas durante a tarde. Ou seja, desde que há registo, estas são já as eleições presidenciais com maior afluência até ao 12h00.
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Secretário-geral do PS apela ao voto

José Luís Carneiro deixou um apelo ao voto nestas eleições presidenciais e considerou que, apesar das "picardias", a campanha permitiu o debate de temas importantes, como a saúde, a educação ou a habitação.

O líder do PS admite que poderá haver uma maior dispersão do número de candidatos dado o elevado número de candidatos, o que poderá levar a uma segunda volta. 
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Mais de 21% dos eleitores votaram até às 12h00

A afluência às urnas para a eleição do próximo Presidente da República situava-se nos 21,18% até às 12h00. Os dados são da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

Nas últimas eleições presidenciais, em 24 de janeiro de 2021, e à mesma hora, a afluência às urnas era de 17,07%. Nesse ano, a taxa de abstenção atingiu os 60,76%.
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Lusa /

Esperada fraca participação nas eleições na aldeia mais a norte de Portugal

Na aldeia de Cristóval, na freguesia do concelho de Melgaço mais a norte de Portugal, tinham votado até às 12:25, 60 eleitores dos 516 inscritos nas eleições presidenciais e, até fecharam as urnas deverão votar cerca 160 pessoas.

A estimativa do presidente da Junta de Freguesia de Cristóval, David Barbeitos, é baseada na fraca participação em outros atos eleitorais.

"As pessoas não ligam muito, nem às [eleições] presidenciais e nem às europeias", afirmou à agência Lusa o presidente da Junta, junto ao edifício onde está instalada a mesa de voto.

A cumprir o último mandato autárquico, o socialista David Barbeitos explica a fraca participação com o envelhecimento da população.

"Era preciso andar porta a porta a explicar a importância do voto e, na televisão, mobilizarem mais as pessoas a virem votar", apontou.

"Costumam dizer que não vale a pena ir votar. Que já estão cansados. Quando é para as autárquicas, votam mais pessoas porque as vão buscar a casa", referiu.

Nas últimas autárquicas votaram 312 eleitores, nas legislativas 238, e nas europeias 180.

"Tem sido sempre assim", observou.

Contudo, nem o frio que se faz sentir, apesar do sol que vai aparecendo entre as nuvens, demoveu Arnaldo Abreu, de 93 anos, de cumprir com o seu dever cívico.

"Venho votar sempre. Nunca falhei. Só irei falhar quando morrer", desabafou o homem dos sete ofícios, que chegou a ser guarda-fiscal e a fazer contrabando.

"Andava com sacos às costas de 80 quilogramas. Ia [à Galiza] e vinha. Para lá ia café, entre outras coisas e, para cá, vinha amêndoa. Tanta coisa", contou.

António Pires também não perde uma eleição.

"Se vão votamos como vai ser?" questionou.

António Pires diz que Cristóval "só é bom para os reformados", tal como este ex-emigrante. Partiu jovem para França "porque no tempo de Salazar tinha de ir à tropa".

Hugo Afonso, de 25 anos, foi o eleitor mais jovem que falou à reportagem da Lusa. Vive no Porto, mas "de 15 em 15 dias vem visitar a terra", onde tem a sua residência fiscal.

"Voto em todas as eleições. Não falho nenhuma", afirmou Hugo Afonso que discorda da ideia dos jovens estarem afastados da política.

"Vejo pelo meu grupo de amigos, acho que os jovens estão bastante interessados. Querem mesmo exercer o seu direito de voto", frisou.

Cristóval está colada à Galiza, que de carro fica a cinco minutos de distância.

Do edifício da Junta, vislumbra-se, de um lado, a localidade galega de Pontevedra, separada de Cristóval pelo rio Minho e do outro, Ourense, pelo rio Trancoso.

A freguesia mais setentrional de Portugal, localizada no extremo norte do país, onde o rio Minho entra em Portugal deve o seu nome à Galiza.

Na aldeia, já não há mercearias e o único café que ainda trabalha está hoje fechado por motivos de doença.

A sede do concelho de Melgaço é onde a população se dirige para fazer compras ou, a Espanha.

Encontramos Manuel Rodrigues, conhecido por Manuel do trator, de 77 anos, a descer o monte. Disse que vai votar, mas logo mais à tarde. Primeiro vai a Espanha fazer umas compras.

Em 2021, dos 580 eleitores inscritos, menos 64 que nas presidenciais de hoje, votaram 134, cerca de 23,10%.

Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde.

Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.

Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.

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Rui Tavares sublinha a importância da Constituição

O porta-voz do Livre sublinhou a importância de defender a Constituição, num contexto internacional em mudança profunda.

Rui Tavares recorda que a "Constituição vai celebrar este ano, 50 anos e é a que desenha o nosso edifício de poderes, onde o presidente da República tem um papel cimeiro essencial".
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Gouveia e Melo votou em Lisboa e garante que já passou por momentos mais difíceis na vida

Gouveia e Melo afirma que o estado de espírito é "sempre positivo" e qua já passou por momentos mais difíceis na vida. O candidato tem esperança que a abstenção seja pouco expressiva. "Tenho essa esperança".

“Tenho a esperança que os portugueses queiram decidir o seu próprio destino usando o seu voto. Essa é que é verdadeiramente a soberania em democracia”, realçou.
O candidato a Belém vai passar a tarde a “arrumar papéis” em casa.
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Aguiar-Branco apela ao voto

José Pedro Aguiar-Branco, presidente da Assembleia da República, já votou na Universidade Católica do Porto. Este domingo, Aguiar-Branco fez questão de deixar o apelo ao voto sem retomar algumas das críticas que fez durante a campanha.
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André Ventura votou em Lisboa e pediu aos portugueses para "não ficarem no sofá"

O candidato apoiado pelo Chega votou na Escola Básica do Parque das Nações e afirmou que o dia está fantástico para "sair de casa e votar". 

André Ventura afirmou ainda que não se pode passar o ano a "criticar" mas depois "ficar no sofá" em dia de eleições. "A democracia ganha quando participamos", vincou ainda, assinalando a "mobilização histórica" nos consulados e embaixadas. 
Sobre a campanha, considerou que houve "falhas significativas de temas que interessam às pessoas". 

O candidato vai passar o dia em casa e adiantou que irá à missa pelas 19h00 antes de acompanhar a noite eleitoral. 
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Cavaco Silva votou em Lisboa e destaca importância do novo presidente da República no futuro do país

O ex-presidente da República votou em Lisboa e destacou a importância do cargo no futuro do país. “Vivemos um tempo internacional de grande instabilidade e incerteza”.

Cavaco Silva considera que a campanha foi pouco esclarecedora.
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Lusa /

Líder do PAN reforça importância do voto independentemente de 2.ª volta

 A porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, sublinhou a importância dos eleitores votarem hoje independentemente de existir a possibilidade de uma segunda volta das eleições presidenciais, lembrando o papel do Presidente da República na "estabilidade" do país.

"Independentemente das pessoas saberem que existe a possibilidade de haver uma segunda volta, que não deixem de sair para ir votar, porque estamos a decidir aquilo que vão ser os próximos anos, de um papel, o mais alto papel da nação, que nos diz respeito a todos e a todas ao nível da nossa qualidade de vida", disse a deputada única, que votou esta manhã, pelas 11:20, na Escola Básica de Telheiras, em Lisboa.

A líder do PAN reforçou a importância do cargo de Presidente da República, que desempenha um papel que "diz muito à estabilidade e não apenas à representação do país lá fora", sobretudo num contexto de "instabilidade geopolítica".

Inês Sousa Real salientou ainda a importância da "adaptação dos votos em braile", que permite que as "pessoas com deficiência visual possam também participar".

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Lusa /

Afluência na cidade suíça de Lugano acima de anteriores eleições

A afluência às urnas na cidade suíça de Lugano para as eleições presidenciais deste ano em Portugal está a ser maior do que em anteriores atos eleitorais, apesar da crónica abstenção elevada, sobretudo numa eleição que exige voto presencial.

Ao longo da manhã, o escritório consular de Portugal em Lugano, no cantão de Ticino, sul da Suíça, registou um movimento constante de emigrantes portugueses que aí se deslocaram para votar, constatou a reportagem da Lusa no local, tendo os responsáveis da mesa de voto confirmado que a afluência está a superar as de anteriores eleições.

Num universo de 5.337 eleitores inscritos em Lugano, já votaram entre sábado e hoje a meio da manhã mais de 200 eleitores, o que representa "pelo menos mais de 50% de taxa de participação face a anteriores atos eleitorais", quando ainda faltam mais de oito horas para o encerramento das urnas, indicaram à Lusa o presidente da mesa de voto, Pedro Gonçalves, e o vice-presidente, Carlos Dias.

"Pode-se dizer que estamos satisfeitos com esta participação, embora naturalmente que gostássemos que fosse mais elevada, já que estamos a falar de cerca de 200 eleitores num universo de mais de 5.000", declarou Pedro Gonçalves.

Nos atos eleitorais anteriores para escolha do Presidente da República, desde que foi estabelecido o voto emigrante para as presidenciais, em 2001, a abstenção foi sempre superior a 90%, o que também é atribuído ao facto de, nestas eleições, os portugueses que residem no estrangeiro apenas poderem votar presencialmente, algo que demove muitos devido às grandes distâncias que em alguns casos têm de percorrer.

Os emigrantes ouvidos pela Lusa à saída do escritório consular de Lugano -- um dos cinco locais onde os portugueses residentes na Suíça podem exercer o direito de voto, além da secção consular da embaixada em Berna, os consulados gerais de Genebra e Zurique e o escritório consular em Sion -- desvalorizam, no entanto, a exigência de voto presencial.

"Acho que é que muitos preferem ficar na cama a dormir ou ir para a tasca beber um copo de vinho", diz à Lusa José Rocha, um dos membros de uma família de quatro portugueses que viajaram até Lugano desde Cadenazzo, localidade a cerca de 30 quilómetros de distância, e que, asseguram, regressarão para uma mais do que provável segunda volta.

Cristina Oliveira da Silva, que reside em Mendrizio, a aproximadamente 20 quilómetros de Lugano, considera por seu turno que "era preferível que fosse possível o voto por correspondência", mas também não foi a exigência de voto presencial que a demoveu de votar hoje e, "se necessário, regressar para a segunda volta".

Por seu lado, Jorge Machado, residente em Lugano, admite que tem votado mais frequentemente desde que é possível fazê-lo no escritório consular desta cidade (o que acontece desde 2008), pois "antes era preciso ir até Zurique", a mais de 200 quilómetros de distância, e também este emigrante disse que "obviamente" vai voltar a votar na segunda volta.

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André Pestana votou em Coimbra e apelou à participação dos portugueses

O candidato votou na Escola Avelar Brotero, em Coimbra. Após a votação, apelou ao voto da "juventude", dos "trabalhadores" e dos "reformados". Considerou que estas eleições podem ser relevantes para um "virar de página". 
André Pestana disse ter sido "desconsiderado e discriminado" em relação a outros candidatos e criticou a presença de candidaturas excluídas no boletim de voto, considerando que "contribuem para a confusão".  
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Nuno Melo votou no Porto e afirma que "portugueses estão cansados de campanhas e eleições"

O líder do CDS-PP votou no Porto, apelou ao voto dos portugueses e recordou que "quem for escolhido não vai governar. Mas, quem for escolhido tem funções muito importantes, deve conhecer as instituições e o seu funcionamento".

Nuno Melo frisa que “em poucos anos foram muitas eleições seguidas e os portugueses estão cansados de campanhas e de eleições”.
Questionado sobre a possibilidade de uma segunda volta nestas presidenciais, afirmou que, tendo em conta as análises e os estudos de opinião, tudo aponta nesse sentido, mas deixou o desejo de um futuro próximo de estabilidade.

"A discussão política não é má, mas já vai sendo tempo de pararmos com eleições e podermos fazer tudo o resto. Em muito poucos anos foram muitas eleições seguidas. Os portugueses estão cansados de campanhas, estão cansados de eleições. É tempo de governar, é tempo de exercer outros magistérios, também na Presidência da República. Possa o fim deste ciclo dar-nos tempo de extenso sem campanhas políticas e sem confrontos político-partidários", desejou Nuno Melo.
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Coordenador do Bloco de Esquerda acredita numa elevada afluência às urnas

José Manuel Pureza votou na Escola Avelar Brotero, em Coimbra, e afirmou que "não há nenhuma razão" para que a abstenção tenha valores elevados, dada a diversidade de propostas e o bom tempo.
Questionado pelos jornalistas sobre a presença de candidaturas excluídas no boletim de voto, o coordenador do Bloco de Esquerda defendeu que se façam as alterações necessárias de modo a evitar este tipo de situações nos próximos atos eleitorais.
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Marques Mendes votou em Caxias e disse esperar uma "grande participação"

O candidato apoiado pelo PSD votou esta manhã no Agrupamento de Escolas São Bruno, em Caxias. Afirmou que vai passar o domingo em família e a descansar antes de se dedicar a acompanhar os resultados.

Luís Marques Mendes disse esperar "uma grande participação". "Estou confiante no resultado da minha candidatura, estou confiante numa boa participação eleitoral, estou confiante que a abstenção baixe", vincou.

Lembrou a situação internacional "muito difícil" e que "talvez nunca tenha sido tão delicada como hoje".
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Jorge Pinto votou em Amarante e afirma que elevou debate com "assuntos que interessam"

O candidato apoiado pelo Livre votou na junta de freguesia de Cepelos, em Amarante e afirmou que está de "consciência tranquila por ter conseguido elevar o debate", com "assuntos que interessam aos portugueses".

Jorge Pinto espera que os “portugueses votem livremente”, num “tempo incerto com grandes desafios nacionais e internacionais” para o próximo chefe de Estado.

"Com tantos desafios internos e externos é importante que os portugueses votem, votem massivamente, votem em consciência. Da minha parte, muita tranquilidade, muita felicidade, sentimento de dever cumprido e de consciência tranquila por ter consguido ou ter tentado elevar o debate, marcar a agenda com debates que interessam aos portugueses", disse Jorge Pinto

“A República somos todos nós. A Democracia somos todos nós”, acrescentou Jorge Pinto que espera que a taxa de abstenção baixe porque “as pessoas estão com vontade de votar”.

“Baixar as taxas de abstenção é um bom sinal para a Democracia”.
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Luís Montenegro votou em Espinho

Depois de exercer o direito de voto, o primeiro-ministro recordou que é uma "eleição altamente disputada" com muitos candidatos. Luís Montenegro espera uma forte participação.

Montenegro afirma que “esta é uma decisão soberana dos portugueses, que não devem delegar a possibilidade de escolherem o mais alto magistrado da Nação”.

O primeiro-ministro frisa que o futuro presidente da República vai enfrentar “cinco anos, que serão seguramente muito desafiantes”.

Montenegro considera ainda que “a campanha foi longa e não foi por falta de oportunidades que os candidatos não conseguiram afirmar as suas ideias e a forma como tencionam exercer esta função”.

“A Democracia portuguesa é muito saudável”, realçou.
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Catarina Martins votou no Porto e apelou à participação: "A democracia é uma festa"

A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda votou na Escola Básica 2/3 Eugénio de Andrade. Catarina Martins apelou ao voto: "A democracia é uma festa, poder votar é uma enorme responsabilidade, mas é um direito que deve ser exercido porque é em conjunto que desenhamos a nossa vida coletiva", defendeu.
Lembrou ainda a conquista do voto por parte das mulheres, algo que só foi alcançado com a democracia. E recordou que a primeira mulher a candidatar-se à Presidência da República foi Maria de Lourdes Pintassilgo, em 1986. 
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António Filipe já votou em Loures e pede aos portugueses que "honrem" esse direito

O candidato apoiado pelo PCP votou no Centro Escolar da Fonte Santa, em Loures. António Filipe diz-se de "consciência tranquila" e adiantou que vai passar o dia em família antes de acompanhar os resultados.
Pediu aos portugueses para que "honrem o direito" ao voto. "Votar em liberdade foi um direito que custou muito a conquistar", vincou em declarações aos jornalistas. 
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Seguro votou nas Caldas da Rainha e mostrou-se confiante numa afluência elevada às urnas

O candidato apoiado pelo PS vota na Escola Secundária Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha. António José Seguro afirma que votou "com muita emoção e muita esperança no futuro de Portugal".
Seguro acredita na mobilização e no "bom senso" dos portugueses nesta eleição. "Acredito que os portugueses não vão desperdiçar esta oportunidade", acrescentou, mostrando-se confiante numa grande afluência às urnas. 

O candidato pretende "ir ver o mar" neste dia de eleições e adiantou que irá almoçar em família. "Vai ser um dia tranquilo", acrescentou. 
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Cotrim Figueiredo vota em Lisboa e diz estar "confiante e otimista"

O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal vota na Escola Básica Marquesa de Alorna, em Lisboa.
João Cotrim de Figueiredo diz-se "otimista" e "confiante" em dia de eleições. "Façam deste dia das eleições um dia da festa da democracia e mostrem que é possível mudar Portugal", afirmou num apelo ao voto.

Afirmou ainda que espera uma queda da abstenção na eleição deste ano. 

Cotrim de Figueiredo afirmou que vai passar o dia de eleições em família. 
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Resultado imprevisível

Esta é a eleição presencial com maior número de candidatos (11) e o resultado poderá não ficar fechado esta noite. Se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos, haverá uma segunda volta daqui por três semanas, a 8 de fevereiro, com os dois mais votados.

Depois destas eleições, a tomada de posse do próximo Presidente da República decorrerá a 9 de março. Tem sido a mesma data para a tomada de posse desde 1986. Essa foi também a única vez na história da democracia em que as eleições presidenciais foram decididas na segunda volta
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"É um dia feliz", diz o secretário-geral do PCP

Paulo Raimundo votou na Moita afirmou que este é "um dia feliz" porque se vota.

"Hoje é um dia importante. Estamos a eleger o Presidente da República, que tem o dever constitucional de defender e fazer cumprir a Constituição. Não é uma coisa qualquer. É o órgão unipessoal mais importante do país", destacou.

Reconheceu ainda que estas eleições são de "grande imprevisibilidade". 
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Candidato Humberto Correia votou em Olhão

É o primeiro dos candidatos presidenciais a votar. Em declarações aos jornalistas, Humberto Correia afirmou que atingiu o seu objetivo ao conseguir concorrer a este ato eleitoral. O candidato fez o balanço da experiência nestas eleições e mostrou-se orgulhoso do seu percurso.
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2021. O ano da maior abstenção de sempre

Há cinco anos, em janeiro de 2021, as eleições presidenciais atingiram o maior valor de sempre: 60,76% dos inscritos não votaram nas eleições em que Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito. 

Na altura, o país atravessava o momento mais grave da propagação da covid-19 em Portugal. De acordo com a Acta Médica Portuguesa, a revista científica da Ordem de Médicos, o mês de janeiro de 2021 foi o mais mortal desde 1919.

Mas o baixo número de votantes deveu-se também ao recenseamento eleitoral automático dos emigrantes com cartão de cidadão válido, que decorreu de uma mudança à lei em 2018. Dos 1.549.380 inscritos no estrangeiro, apenas 29.153 votaram (1,88%). 

Antes de 2021, a maior taxa de abstenção tinha sido registada em 2011, aquando da reeleição de Aníbal Cavaco Silva. Na altura, 53,56% dos eleitores não se dirigiram às urnas.
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Mais de 200 mil eleitores já votaram no passado domingo

A 3 de janeiro de 2026, estavam inscritos 11.039.672 eleitores nos cadernos eleitorais, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).

Destes, 218.481 dos votantes recenseados no território nacional inscreveram-se no voto antecipado em mobilidade, no passado domingo.

Um desses eleitores foi o próprio Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
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Quem será o próximo Presidente da República?

Se a escolha do presidente da República dependesse de uma análise de currículo, quem reuniria as melhores condições? A RTP reuniu os perfis, curiosidades e outras informações sobre os 11 candidatos que se apresentam este domingo à votação. Pode conhecer os seus percursos e experiência aqui.
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Boletins de voto podem incluir nomes de candidaturas excluídas

Os boletins de voto das eleições presidenciais de 18 de janeiro poderão incluir nomes de candidatos que não estão na corrida, já que as suas candidaturas não foram validadas pelo Tribunal Constitucional. 

André Wemans, da Comissão Nacional de Eleições (CNE), explicou à Antena 1 em finais de dezembro que os boletins de voto têm de ser impressos ainda antes da decisão final do tribunal, já que existem prazos legais para fazer chegar os boletins ao estrangeiro ou a locais onde se vote antecipadamente.

A situação não é inédita, tendo já acontecido em eleições anteriores. Desta vez, os nomes em causa são os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais. Os votos nestas candidaturas serão considerados nulos
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Urnas abrem dentro de minutos

As mesas de voto abrem às 8h00 e encerram às 19h00, em Portugal Continental e na Madeira. Nos Açores, as urnas fecham uma hora depois devido à diferença horária.
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