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Depressão Kristin. A evolução do mau tempo em Portugal ao minuto

Seguro lamenta mortes provocadas pelo mau tempo e pondera visitar zonas afectadas 

Seguro lamenta mortes provocadas pelo mau tempo e pondera visitar zonas afectadas 

António José Seguro ainda é "apenas" candidato presidencial, mas já fala como Presidente da República.

Inês Ameixa /

Fotos: José Coelho/LUSA

Expressa condolências às famílias das vítimas que perderam a vida na sequência da tempestade provocada pela depressão Kristin e diz estar a acompanhar de perto a situação. 

"Tenho seguido com atenção o que está a acontecer no país e já falei com alguns presidentes de Câmara das regiões mais afectadas", começa por referir, em declarações aos jornalistas à margem de uma acção de campanha. "Expresso as minhas condolências às famílias das vítimas, sei que ainda há muitos estragos, estradas cortadas, há falta de energia eléctrica".

O candidato a Belém diz que está a "ponderar" visitar zonas afectadas pelo mau tempo e prefere não responder sobre que tipo de Presidente seria numa situação de catástrofe ou tragédia. Se seria um chefe de Estado presente nestes momentos ou mais discreto, António José Seguro pouco diz: "O que deve ser responsabilidade de um Presidente da República é acompanhar ao segundo esta situação e pôr-se à disposição para ajudar a contribuir" para a regularização das situações.

Perante a insistência dos jornalistas, o socialista acrescenta que o país "tem um sistema de Protecção Civil articulado", que "responde a estas situações" e que "esse sistema está a funcionar".
Seguro pede que se deixe as autoridades competentes "fazer o seu trabalho" e sublinha que isso "não quer dizer que, como candidato, não acompanhe e não telefone para saber como está o evoluir da situação".
Seguro almoçou com agentes da Cultura por uma "política cultural" concreta para o país
Dias depois de ser conhecido o manifesto "Cultura Segura", que junta mais de 500 pessoas ligadas ao sector e que apoiam António José Seguro na corrida a Belém, o candidato almoçou esta quarta-feira com personalidades, como Manuel Alegre, Agir, Luís Represas, Milhanas ou o antigo ministro da Cultura Luís Filipe de Castro Mendes.

Pretexto ideal para Seguro defender que o país precisa de uma "política cultural" concreta: "Não como uma política sectorial, mas como um centro de transformação social da sociedade portuguesa". Diz-se "muito feliz" por ter reunido alguns dos signatários do manifesto que apoia a sua candidatura, porque "a Cultura é precisamente um dos melhores antídotos contra o extremismo".
E no rescaldo do debate desta terça-feira à noite, o único desta segunda volta das eleições presidenciais, que reuniu António José Seguro e André Ventura, o socialista aponta que "ficou claro que há um candidato a Presidente e um líder partidário". Questionado sobre se viu um adversário mais moderado, Seguro diz apenas que deve "manter intactas as relações institucionais com os actores políticos", e que, em Belém, será "independente" e "equidistante" de todos os partidos.

E acrescenta que esta terça-feira o país percebeu novamente as "diferenças" entre os dois candidatos e que os portugueses "não são extremistas nem divisionistas", afirmando que num mundo onde há "muitas incertezas e divisões", Portugal precisa de estabilidade.
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