Seguro promete combate à corrupção e avisa: "Comigo em Belém, os interesses ficam à porta"

Em campanha pelo Baixo Alentejo, António José Seguro foi até à Vidigueira, no distrito de Beja, afirmar que, se for eleito, vai ter como causa prioritária o combate à corrupção.

João Alexandre /

Foto: José Coelho/LUSA

Num almoço em que o candidato foi brindado com o habitual cante alentejano, o candidato apoiado pelo PS disse que, se chegar ao cargo de chefe de Estado, os "interesses" não vão entrar no Palácio de Belém.

"Há interesses partidários, mas também há interesses financeiros e interesses económicos. Comigo em Belém, os interesses ficam à porta. Porque sempre defendi uma separação completa entre a política e os negócios”, garantiu perante largas dezenas de apoiantes, a quem se apresentou como "exigente" na dimensão ética.

No topo da agenda, se for eleito Presidente da República, adianta, vai estar o combate à corrupção: "Tem de ser erradicada do nosso país”.

Foi essa uma das marcas de toda a minha vida, é esse um dos meus valores e será essa umas das minhas causas em Belém, doa a quem doer”, insistiu o candidato apoiado pelo PS, que afirmou estar preparado para iniciar funções, ao contrário dos adversários que, entende, irão "aprender no cargo".

Ainda na Vidigueira, antes do almoço, António José Seguro provou um vinho licoroso produzido na região e esteve durante largos minutos à conversa com alguns habitantes - num dos cafés junto da ação de campanha - com quem debateu problemas ligados ao setor da vitivinicultura, afirmando ser um produtor de vinho "preocupado" e "atento" aos problemas do setor.
Ambiente de "cooperação" trava críticas à presença de Montenegro na campanha
Depois da passagem pela Vidigueira, António José Seguro rumou ao centro de Loulé, no distrito de Faro, onde foi confrontado com perguntas dos jornalistas sobre a presença de Luís Montenegro, primeiro-ministro e líder do PSD, na campanha de Luís Marques Mendes.

Tenho de ser reservado na resposta que poderei dar às declarações do primeiro-ministro porque espero, dentro de dois meses, estar a recebê-lo em Belém como presidente”, disse, um dia depois de o chefe do Governo ter dito, numa ação de campanha, que votar em João Cotrim Figueiredo ou António José Seguro não garante uma segunda volta sem "dois candidatos populistas".

No mesmo sentido, o candidato e ex-líder do PS sublinhou que a candidatura que lidera pretende também “coser" as relações que existem na política nacional, lamentando que haja "demasiado radicalismo e demasiado extremismo", numa crítica à atual "política de trincheira" que existe no país.
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