Política
Presidenciais 2026
Seguro recebido por Santana Lopes no dia em que pediu uma "oportunidade" aos eleitores
Não é um apoio, nem sequer a antecipação de um anúncio, mas Pedro Santana Lopes diz que ficaria "tranquilo" com António José Seguro na presidência da República.
Fotos: José Coelho/LUSA
"A presidência da República ficará bem entregue", disse o autarca e ex-militante do PSD no dia em que recebeu o antigo líder do PS no edifício da Câmara Municipal.
O momento para a fotografia ficou registado na reta final de uma semana em que a campanha do ex-líder do PS viu aproximarem-se da candidatura vários socialistas. E, foi numa breve conversa junto dos jornalistas que o autarca eleito com o apoio do PSD deixou elogios ao candidato - de resto, como se de um apoiante se tratasse.
"Não tenho dúvida nenhuma de que, se ele ganhar - não estou a expressar o voto, só para a semana -, a Presidência da República ficará bem entregue. Não quero deixar de o dizer, por todas as razões e mais algumas", disse Santana Lopes.
Na parte visível do encontro - que teve também uma reunião a sós -, o antigo primeiro-ministro recusou-se a responder a perguntas sobre outros candidatos, após ter sido diversas vezes questionado sobre Luís Marques Mendes. Nas respostas, Santana Lopes reiterou que ainda nada está decidido em matéria de apoios, mas adianta que tem em António José Seguro um candidato com "categoria".
"O meu pai dizia sempre que tudo o que fazemos na vida temos de fazer com categoria. Seja nas alturas mais difíceis ou menos difíceis. Seguro é uma pessoa que está sempre com categoria", afirmou Santana Lopes, que insistiu: "É uma pessoa que tem um passado impoluto".
No final do encontro que ambos tiveram à porta fechada, António José Seguro limitou-se a registar com agrado as palavras e a disponibilidade do autarca eleito com o apoio do PSD, referindo-se a uma conversa "muito, muito interessante" sobre o futuro do país.
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É um número que está na cabeça de António José Seguro já a pensar numa segunda ronda presidencial: dois milhões e meio de votos: "Espero que possa alastrar pelo menos a 2 milhões e meio de portugueses", disse o candidato, numa sessão na Câmara Municipal do Gavião, no distrito de Portalegre, numa manhã em que, também pelas ruas da cidade e nalguns cafés, apelou ao voto e procurou esclarecer alguns dos motivos da candidatura.
"Para ser eleito é preciso ter metade e mais um dos votos. E, portanto, apenas me referi com essa ordem de grandeza em relação à última eleição", explicou aos jornalistas, após ter sido questionado sobre o número divulgado durante uma intervenção.
"Cada vez há mais indecisos a optarem por votar pelo Seguro. Isso é qualquer coisa que me deixa feliz. Quer dizer que nós estamos a fazer uma campanha em diálogo com cada portuguesa e cada português, a falar dos problemas que se sentem no dia-a-dia, designadamente as questões da saúde", disse.