Política
Presidenciais 2026
Ventura acusa Seguro de "inutilidade, vazio e falta de empatia"
O candidato presidencial diz que manter eleição no domingo é "pôr os votos à frente das pessoas".
O candidato André Ventura acusou hoje o adversário na segunda volta das presidenciais, António José Seguro, de mostrar "inutilidade, vazio e falta de empatia" por ter defendido ser essencial que as eleições se realizem no domingo.
"Acho que ontem ficou bem claro a inutilidade e também o vazio mas, sobretudo, a falta de empatia do meu adversário que, perante uma circunstância destas, não tinha nenhuma proposta, nem nenhuma ideia, mas também, sobretudo, usou a frase 'o que é essencial é que as eleições se realizem'. Ou seja, perante a devastação do país, o que é essencial é as eleições, perante a dor das pessoas, o que é mesmo importante é as eleições", ironizou.
André Ventura, que propôs um adiamento geral da segunda das eleições presidenciais para meados de fevereiro, considerou que o posicionamento de António José Seguro "mostra bem a diferença de candidatos e a diferença de projetos para o futuro do país".
O candidato apoiado pelo Chega disse que não chegou a falar com o adversário sobre esta proposta.
"A única coisa que eu ouvi dizer foi que não tem o meu número de telefone e que nunca falou comigo ao telefone. O que já agora, para além de ser falso, ser mentira e de haver todas as provas disso, acho que, sinceramente, só mostra bem, lamento dizê-lo no último dia de campanha, o tipo de Presidente que vamos ter. Quando se mente, descaradamente, em público, perante uma tragédia destas, só para mostrar qualquer espécie de superioridade moral, isto são aqueles momentos que definem o carácter de uma pessoa", afirmou.
O também líder do Chega referiu que falou "durante a noite" com o Presidente da República e que este lhe transmitiu que "não há condições, quer de natureza política, sobretudo de natureza política, para (declarar) o estado de emergência que permitiria adiar o ato eleitoral".
O candidato falava aos jornalistas antes de se reunir com o presidente da Câmara Municipal de Beja, Nuno Palma Ferro, eleito por uma coligação PSD/CDS-PP/IL e que lidera um executivo que inclui um acordo de governação com a CDU.
André Ventura sustentou que a manutenção da votação no domingo é "pôr os votos à frente das pessoas" e manifestou "esperança de que alguma solução seja encontrada".
O candidato antecipou que pode verificar-se uma taxa de abstenção elevada no domingo, "talvez a maior que alguma vez" se registou, e questionou "com que motivação e dignidade vão votar" os eleitores dos municípios que pediram o adiamento, numa altura em que os resultados provisórios já forem conhecidos.
Questionado se propor o adiamento das eleições a nível nacional na reta final da campanha não pode ser desmobilizador, o candidato considerou que "é o contrário" e que "basta olhar para o estado em que o país está e perceber que as pessoas não estão em condições de votar, que as pessoas, que o país, não só fisicamente, do ponto de vista das infraestruturas, como do ponto de vista daquele que deve ser o espírito de um país para votar, estas não são as condições para isso".
Ventura voltou a ser questionado sobre qual o enquadramento jurídico para este adiamento e defendeu que devia ter sido declarado o estado de emergência "perante a calamidade em que o país está".
"Então se houvesse um estado de guerra iríamos continuar a ter eleições?", perguntou.
À pergunta se as duas situações são comparáveis, referiu que "há momentos em que se pode adiar as eleições" e pediu aos jornalistas que "não sejam vazios".
Na quinta-feira, confrontado com a proposta do candidato apoiado pelo Chega, Seguro considerou essencial que as eleições se realizem no domingo, afirmando que só aceitará adiamentos "dentro do quadro legal e constitucional".
"Aquilo que eu considero essencial é que as eleições se realizem e que todos os portugueses possam ter a possibilidade de votar", defendeu o candidato mais votado na primeira volta das presidenciais.
"Acho que ontem ficou bem claro a inutilidade e também o vazio mas, sobretudo, a falta de empatia do meu adversário que, perante uma circunstância destas, não tinha nenhuma proposta, nem nenhuma ideia, mas também, sobretudo, usou a frase 'o que é essencial é que as eleições se realizem'. Ou seja, perante a devastação do país, o que é essencial é as eleições, perante a dor das pessoas, o que é mesmo importante é as eleições", ironizou.
André Ventura, que propôs um adiamento geral da segunda das eleições presidenciais para meados de fevereiro, considerou que o posicionamento de António José Seguro "mostra bem a diferença de candidatos e a diferença de projetos para o futuro do país".
O candidato apoiado pelo Chega disse que não chegou a falar com o adversário sobre esta proposta.
"A única coisa que eu ouvi dizer foi que não tem o meu número de telefone e que nunca falou comigo ao telefone. O que já agora, para além de ser falso, ser mentira e de haver todas as provas disso, acho que, sinceramente, só mostra bem, lamento dizê-lo no último dia de campanha, o tipo de Presidente que vamos ter. Quando se mente, descaradamente, em público, perante uma tragédia destas, só para mostrar qualquer espécie de superioridade moral, isto são aqueles momentos que definem o carácter de uma pessoa", afirmou.
O também líder do Chega referiu que falou "durante a noite" com o Presidente da República e que este lhe transmitiu que "não há condições, quer de natureza política, sobretudo de natureza política, para (declarar) o estado de emergência que permitiria adiar o ato eleitoral".
O candidato falava aos jornalistas antes de se reunir com o presidente da Câmara Municipal de Beja, Nuno Palma Ferro, eleito por uma coligação PSD/CDS-PP/IL e que lidera um executivo que inclui um acordo de governação com a CDU.
André Ventura sustentou que a manutenção da votação no domingo é "pôr os votos à frente das pessoas" e manifestou "esperança de que alguma solução seja encontrada".
O candidato antecipou que pode verificar-se uma taxa de abstenção elevada no domingo, "talvez a maior que alguma vez" se registou, e questionou "com que motivação e dignidade vão votar" os eleitores dos municípios que pediram o adiamento, numa altura em que os resultados provisórios já forem conhecidos.
Questionado se propor o adiamento das eleições a nível nacional na reta final da campanha não pode ser desmobilizador, o candidato considerou que "é o contrário" e que "basta olhar para o estado em que o país está e perceber que as pessoas não estão em condições de votar, que as pessoas, que o país, não só fisicamente, do ponto de vista das infraestruturas, como do ponto de vista daquele que deve ser o espírito de um país para votar, estas não são as condições para isso".
Ventura voltou a ser questionado sobre qual o enquadramento jurídico para este adiamento e defendeu que devia ter sido declarado o estado de emergência "perante a calamidade em que o país está".
"Então se houvesse um estado de guerra iríamos continuar a ter eleições?", perguntou.
À pergunta se as duas situações são comparáveis, referiu que "há momentos em que se pode adiar as eleições" e pediu aos jornalistas que "não sejam vazios".
Na quinta-feira, confrontado com a proposta do candidato apoiado pelo Chega, Seguro considerou essencial que as eleições se realizem no domingo, afirmando que só aceitará adiamentos "dentro do quadro legal e constitucional".
"Aquilo que eu considero essencial é que as eleições se realizem e que todos os portugueses possam ter a possibilidade de votar", defendeu o candidato mais votado na primeira volta das presidenciais.