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Algumas dezenas reuniram-se no Funchal solidários com os manifestantes em Lisboa e Porto
Algumas dezenas de pessoas reuniram-se hoje no Jardim Municipal do Funchal, numa assembleia popular sobre a falta de habitação, e aprovaram um voto de solidariedade com os manifestantes alvo da força policial em Lisboa e no Porto.
As condições climatéricas adversas que assolam a Madeira, com forte precipitação, afetou a adesão à iniciativa, tendo os poucos participantes ficado reunidos no palco do anfiteatro daquele jardim.
O voto de protesto foi aprovado por unanimidade pela cerca de meia centena de presentes, tendo sido destacada a importância da participação à iniciativa nacional agendada para 14 de novembro e ficado marcada uma nova reunião para domingo, dia 8, a partir das 17:00, naquele mesmo espaço.
A porta-voz do grupo, Inês Tecedeiro, afirmou que várias associações na Madeira estão a apelar à participação nesta ação de 14 de novembro, sendo expectável uma grande adesão.
Reconheceu que a realidade regional é distinta da nacional. "Somos todos portugueses", frisou, contudo, destacando a necessidade de apoiar os que "partilham a mesma luta" no combate à falta de habitação.
Praticamente em simultâneo, a partir das 04:30 de hoje, a Polícia de Segurança Pública (PSP) avançou sobre os manifestantes concentrados nas acampadas em Lisboa e no Porto para que desmobilizassem, retirando tendas e detendo 13 pessoas, tendo-se registado vários feridos, inclusive polícias.
Em Lisboa, escassos minutos após o início da carga policial da PSP, com petardos e bastonadas, a Praça D. Pedro V ficou vazia. Os manifestantes foram expulsos à bastonada pelos vários acessos ao Rossio.
No Porto, a PSP destruiu o acampamento montado na Praça D. João I. Os manifestantes resistiram, gritando que a sua ação era pacífica, à medida que a força policial avançou, com recurso a bastões e a cães, empurrando-os até à Rua Dr. Magalhães Lemos
Na Madeira, o movimento Porta a Porta esteve hoje também a contactar a população no concelho da Ribeira Brava, tendo a porta-voz, Tânia Sousa, declarado ser do conhecimento geral que se vive "uma grave crise na habitação".
"As rendas estão cada vez mais caras, comprar casa tornou-se quase impossível e muitas famílias, mesmo trabalhando, não conseguem ter uma casa que possam pagar, disse.
Na nota divulgada, o movimento realça que "o Funchal é a terceira cidade do país onde é mais caro comprar ou arrendar casa sendo que, para muitas famílias, os encargos com habitação que já ultrapassam 80% do rendimento do agregado familiar".
Destaca que o protesto social aumenta contra "a dimensão do problema da habitação e a ausência de respostas adequadas por parte do Governo da República dos Governos Regionais e das autarquias".
Por isso, na Madeira, defende ser "fundamental dar expressão à justa luta pelo direito à habitação e exigir a rejeição da proposta do governo, que constitui um verdadeiro pacote de medidas favoráveis aos despejos contrárias aos interesses dos inquilinos".
O Porta a Porta convida a população para a iniciativa nacional a 14 de novembro, às 11:00, na rua Dr.Fernão de Ornelas, no Funchal.
"Queremos mostrar que a Madeira não fica calada perante esta crise e que juntos podemos exigir soluções", sublinha, reforçando que "esta luta é de todos e para todos, para que possamos lutar pôr um futuro digno e pôr futuras gerações".
(Lusa)
O voto de protesto foi aprovado por unanimidade pela cerca de meia centena de presentes, tendo sido destacada a importância da participação à iniciativa nacional agendada para 14 de novembro e ficado marcada uma nova reunião para domingo, dia 8, a partir das 17:00, naquele mesmo espaço.
A porta-voz do grupo, Inês Tecedeiro, afirmou que várias associações na Madeira estão a apelar à participação nesta ação de 14 de novembro, sendo expectável uma grande adesão.
Reconheceu que a realidade regional é distinta da nacional. "Somos todos portugueses", frisou, contudo, destacando a necessidade de apoiar os que "partilham a mesma luta" no combate à falta de habitação.
Praticamente em simultâneo, a partir das 04:30 de hoje, a Polícia de Segurança Pública (PSP) avançou sobre os manifestantes concentrados nas acampadas em Lisboa e no Porto para que desmobilizassem, retirando tendas e detendo 13 pessoas, tendo-se registado vários feridos, inclusive polícias.
Em Lisboa, escassos minutos após o início da carga policial da PSP, com petardos e bastonadas, a Praça D. Pedro V ficou vazia. Os manifestantes foram expulsos à bastonada pelos vários acessos ao Rossio.
No Porto, a PSP destruiu o acampamento montado na Praça D. João I. Os manifestantes resistiram, gritando que a sua ação era pacífica, à medida que a força policial avançou, com recurso a bastões e a cães, empurrando-os até à Rua Dr. Magalhães Lemos
Na Madeira, o movimento Porta a Porta esteve hoje também a contactar a população no concelho da Ribeira Brava, tendo a porta-voz, Tânia Sousa, declarado ser do conhecimento geral que se vive "uma grave crise na habitação".
"As rendas estão cada vez mais caras, comprar casa tornou-se quase impossível e muitas famílias, mesmo trabalhando, não conseguem ter uma casa que possam pagar, disse.
Na nota divulgada, o movimento realça que "o Funchal é a terceira cidade do país onde é mais caro comprar ou arrendar casa sendo que, para muitas famílias, os encargos com habitação que já ultrapassam 80% do rendimento do agregado familiar".
Destaca que o protesto social aumenta contra "a dimensão do problema da habitação e a ausência de respostas adequadas por parte do Governo da República dos Governos Regionais e das autarquias".
Por isso, na Madeira, defende ser "fundamental dar expressão à justa luta pelo direito à habitação e exigir a rejeição da proposta do governo, que constitui um verdadeiro pacote de medidas favoráveis aos despejos contrárias aos interesses dos inquilinos".
O Porta a Porta convida a população para a iniciativa nacional a 14 de novembro, às 11:00, na rua Dr.Fernão de Ornelas, no Funchal.
"Queremos mostrar que a Madeira não fica calada perante esta crise e que juntos podemos exigir soluções", sublinha, reforçando que "esta luta é de todos e para todos, para que possamos lutar pôr um futuro digno e pôr futuras gerações".
(Lusa)