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Polícia avançou sobre manifestantes em Lisboa e no Porto. Há 13 detidos

Polícia avançou sobre manifestantes em Lisboa e no Porto. Há 13 detidos e vários feridos

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Polícia avançou sobre manifestantes em Lisboa e no Porto. Há 13 detidos e vários feridos

Repetiu-se o cenário de violência em Lisboa e no Porto. A Polícia avançou sobre os manifestantes depois de ter avisado que não ia ser um diálogo sem fim. A tensão voltou a dar lugar a imagens de violência. Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos.

RTP / Adicionar como fonte informativa

Foto: Rodrigo Antunes - Lusa

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Presidente da República pediu informações "com todo o detalhe" sobre o que se passou esta madrugada

O presidente da República solicitou informações "com todo o detalhe" ao Governo e Provedoria de Justiça sobre o que se passou esta madrugada nas manifestações pela habitação em Lisboa e Porto e sobre a situação dos detidos e feridos.

Segundo fonte oficial da Presidência da República, António José Seguro "solicitou informações e esclarecimentos, com todo o detalhe, sobre o que se viveu esta madrugada nas manifestações em Lisboa e Porto e o que está a passar-se com os manifestantes detidos e com todas as pessoas feridas".

Segundo a agência Lusa, as informações foram solicitadas ao Governo e à Provedoria de Justiça, tendo em conta o acompanhamento feito pelo Mecanismo de Prevenção.

c/ Lusa
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Repórter de imagem da CMTV foi agredido à bastonada pela PSP no Porto

Um repórter de imagem da CMTV foi agredido à bastonada pela PSP durante a carga policial sobre manifestantes na Praça D. João I, no Porto.
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Força "desmedida". Sete manifestantes detidos pela PSP no Porto foram libertados

As sete pessoas detidas na sequência da intervenção da PSP contra a acampada do Porto foram libertadas pelas 7h50 e terão de se apresentar segunda-feira em tribunal.

Em declarações aos jornalistas na esquadra da PSP do Heroísmo, no Porto, um dos advogados que representa os manifestantes, Tiago Machado, disse que os detidos, quatro mulheres e três homens, terão de se apresentar às 10h00 no Juízo Local de Pequena Criminalidade no Porto.

"De que são acusados [ainda não sabemos]", disse, apontando que deverá ser de crime de desobediência.

"São sete detidos, quatro mulheres e três rapazes. Neste caso, duas mães [do recém-criado movimento `Mães da Acampada`], mais uma rapariga e depois rapazes", disse Tiago Machado.

Questionado sobre o uso da força pela polícia hoje na Praça D. João I, no Porto, considerou-a "desmedida".

"Uma força, acho que desmedida, a nível de efetivos e de força aplicada, com cães também (...). Uma desproporção de efetivos para as pessoas que estavam", considerou.

c/ Lusa
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Foram apreendidas quase 100 tendas em Lisboa e Porto

Em Lisboa, foram removidas e apreendidas 69 estruturas de acampamento, de acordo com a PSP. Já no Porto foram removidas 30 estruturas de acampamento.

A PSP termina o comunicado assegurando que “respeita e garante o exercício do direito de reunião e de manifestação, constitucionalmente consagrado”, mas ressalvando que “o exercício destes direitos deve, contudo, decorrer de forma pacífica, com respeito pelos direitos dos restantes cidadãos”.

“A PSP considera igualmente importante sublinhar que o exercício do direito de manifestação não pode justificar atos de vandalismo ou de dano no património público, que pertence a todos os cidadãos e deve ser preservado. Neste contexto, importa recordar os danos provocados no edificado público, designadamente na estátua de D. Pedro IV, situada no centro da Praça D. Pedro IV (Rossio), em Lisboa”.
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PSP diz que oito dos 13 polícias feridos foram assistidos no hospital

Relativamente às consequências físicas das ocorrências, “a PSP tem conhecimento da existência de civis feridos, não sendo, contudo, possível, neste momento, avançar com um número concreto”, lê-se em comunicado.

Relativamente aos polícias, foram registados 13 feridos, “dos quais oito necessitaram de transporte a unidade hospitalar para receber assistência médica”.

A PSP frisa que o balanço de feridos é ainda provisório, sendo expectável que possa vir a ser atualizado.
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Polícia à paisana retirou arma de fogo quando manifestantes se aproximaram

No mesmo comunicado, a PSP adianta que também no Porto se registaram situações de resistência e agressividade contra polícias, “tendo sido arremessadas garrafas e tinta contra os mesmos, existindo também suspeitas de que esta última pudesse conter produto inflamável”.

“De salientar que na Avenida dos Aliados, no Porto, uma equipa constituída por quatro polícias à civil encontrava-se a monitorizar as deslocações e movimentações dos manifestantes, tendo sido detetada por um grupo destes, que agrediu três dos polícias. Perante esta situação, um dos polícias efetuou recurso passivo da arma de fogo como meio de dissuasão”, avança.
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PSP diz que manifestantes no Rossio arremessaram garrafas e artigos de pirotecnia

Num extenso comunicado, a PSP diz ter atuado em Lisboa e no Porto para repor a “legalidade na ocupação de espaços públicos” e adiantou que os 13 cidadãos foram detidos por “desobediência à ordem de dispersão”.

“A Polícia de Segurança Pública (PSP) desenvolveu, hoje, a partir das 04h30, uma operação policial na Praça D. Pedro IV (Rossio), em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, com o objetivo de repor a legalidade na utilização e ocupação daqueles espaços públicos”, começa por dizer.

“A PSP interveio na sequência da necessidade de repor a legalidade na ocupação da Praça D. Pedro IV, em Lisboa, e da Praça D. João I, no Porto, assegurando a desocupação dos espaços públicos, cuja utilização se encontrava condicionada pela instalação e manutenção de estruturas de acampamento sem a necessária autorização legal”.

No decurso das intervenções “foram registadas situações de resistência ativa por parte de alguns dos presentes, que dificultaram a atuação policial”, garante a polícia.

Segundo a PSP, no Rossio foram arremessados diversos objetos contra os polícias, designadamente “garrafas, artigos de pirotecnia e tinta, existindo suspeitas de que esta última pudesse conter uma mistura de produto inflamável”.

“Posteriormente, já na zona da Praça da Figueira, verificou-se que alguns manifestantes retiraram garrafas dos caixotes do lixo, arremessando-as contra os polícias. Foram igualmente utilizadas grades e mesas pertencentes a uma estrutura ali instalada, que foram movimentadas e utilizadas para dificultar a intervenção e o avanço policial”.
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Organização fala em pelo menos seis feridos em Lisboa, três dos quais estarão hospitalizados

Segundo um porta-voz da Acampada de Lisboa, os promotores contabilizaram pelo menos seis feridos, três dos quais terão sido hospitalizados no Hospital de São José.
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Dezenas de manifestantes em vigília pelos detidos na esquadra do Heroísmo

Dezenas de manifestantes juntaram-se em vigília junto à esquadra da PSP do Heroísmo, para onde foram levados os sete detidos na sequência da carga policial na Praça D. João I, protegida pelo corpo de intervenção.

À semelhança da semana passada, após outra carga policial, também hoje os manifestantes se deslocaram para a 3.ª esquadra, junto à estação de metro do Heroísmo, para uma vigília pelos detidos, que esperam que sejam libertados em breve.

Os presentes foram "recebidos", a partir das 7h45, por uma dezena de elementos da Unidade Especial de Polícia, que se posicionaram na porta e ao longo da fachada, retirando do passeio do lado da esquadra alguns manifestantes e obrigando-os a mudarem-se para passeio oposto.

A aparição das forças policiais foi recebida com protestos e gritos de "vergonha".

Segundo a organização, num balanço preliminar divulgado cerca das 5h45, resultaram 35 feridos ligeiros e três graves da carga policial sobre os manifestantes, além de sete detidos, confirmados por um dos advogados do movimento, Tiago Machado.

A polícia carregou sobre os manifestantes que tinham voltado a erguer a Acampada na Praça D. João I, onde desde 10 de outubro decorre um protesto em prol do direito à habitação, destruindo o acampamento e afastando os presentes.

Mais tarde, junto à Câmara do Porto, os manifestantes foram alvo de nova carga, e já na vigília no Heroísmo surgiram elementos do corpo de intervenção à porta da esquadra, para já sem ação.

Ao longo da noite, a PSP e os manifestantes dialogaram sobre a permanência na praça D. João I, com a polícia a apelar a que desmontassem as tendas, condição que permitiria que ali pernoitassem. Os presentes rejeitaram a desmontagem das tendas.

c/ Lusa
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Treze polícias feridos nas acampadas

Treze polícias ficaram feridos na intervenção policial nas acampadas desta madrugada em Lisboa e Porto, anunciou o porta-voz da PSP, que justificou a ação da polícia com o aumento da resistência popular.

Em declarações aos jornalistas na sede da PSP em Lisboa, Sérgio Soares argumentou que o uso da força só aconteceu após os manifestantes atirarem tintas e petardos contra a polícia.

Entre os 13 detidos na intervenção policial nas manifestações pelo direito à habitação, o porta-voz da PSP explicou que seis foram detidos em Lisboa e sete no Porto.

Já dos polícias feridos, todos no Porto, dez eram da polícia de intervenção e três estavam numa unidade à civil.

Um quarto polícia desta unidade à paisana no Porto retirou a arma de fogo quando os manifestantes se aproximaram, admitiu Sérgio Soares.

O porta-voz da PSP disse que as concentrações punham em causa outros direitos, nomeadamente ao descanso, à livre circulação e impediam o trabalho dos jornalistas.

Em resposta aos jornalistas acrescentou que uma faixa utilizada na manifestação de Lisboa também justificou o "uso da força" porque dificultava avanço da polícia.

Questionado pelos jornalistas sobre o facto de a intervenção de hoje ter acontecido mais tarde do que na semana passada, o porta-voz da PSP explicou que houve um período mais longo de mediação, o que se deveu em parte ao facto de haver deputados presentes em Lisboa, nomeadamente Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto, do Livre, e Pedro Delgado Alves, do PS.

c/ Lusa
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Pelo menos 13 detidos

Pouco depois das quatro da manhã, numa ação em simultâneo em Lisboa e no Porto, a polícia de intervenção retirou as tendas e avançou sobre os manifestantes.

O movimento que organizou o protesto no Porto fala em mais de 30 feridos.

Foram confirmadas 13 detenções, seis em Lisboa e sete no Porto.
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