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André Ventura. "Onde é que andou durante este tempo todo?"
O deputado do Chega questionou a ausência do primeiro-ministro. Luís Montenegro diz que esteve a trabalhar.
O Chega foi o primeiro grupo parlamentar a inaugurar a ronda de perguntas ao primeiro-ministro.
No debate do Orçamento do Estado para 2027, André Ventura acusou esta terça-feira o primeiro-ministro de ter estado em silêncio perante as alegadas agressões a agentes da PSP e os incidentes registados durante as manifestações do fim de semana.
Luís Montenegro respondeu que esteve "a trabalhar" e garantiu ter acompanhado os acontecimentos, incluindo as imagens divulgadas pela polícia.
"Onde é que andou durante este tempo todo?", questionou o líder do Chega, referindo-se aos dias em que, segundo afirmou, os agentes da PSP foram "ameaçadas e agredidas permanentemente".
Ventura criticou ainda a ausência de uma posição pública do chefe do Governo perante os incidentes.
"Manifestações, sim, vândalos nas nossas praças, não!", afirmou, alegando também a presença de estrangeiros nas manifestações e perguntando quando estaria o primeiro-ministro disposto a "defender o país".
O deputado questionou igualmente Montenegro sobre o vídeo divulgado pela PSP, que mostra alegadas agressões, e quis saber se o primeiro-ministro tinha tido acesso às imagens.
Na resposta, Luís Montenegro afirmou que esteve ocupado a desempenhar as suas funções. "Onde é que o primeiro-ministro andou? Andou a trabalhar", declarou, distinguindo entre quem considera que trabalhar é "estar sempre frente às câmeras" e quem tem a responsabilidade de "coordenar a ação do Governo"».
"Todos os dias o primeiro-ministro esteve por dentro de tudo", garantiu, confirmando que já tinha visto o vídeo divulgado pela PSP.
Montenegro disse ter conhecimento dos "excessos" e do "desrespeito pela lei", pelos direitos dos cidadãos e pelos agentes de autoridade. Assegurou ainda que a informação será transmitida aos inquéritos em curso, para apurar responsabilidades e penalizar quem não cumpriu a lei.
Sobre a habitação, Ventura responsabilizou o líder do PS, José Luís Carneiro, e Montenegro por uma eventual crise.
Montenegro rejeitou a crítica e defendeu o aumento da oferta, através dos mercados de aquisição e arrendamento.