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Polícia avançou sobre manifestantes em Lisboa e no Porto. Há 13 detidos

Dezenas de manifestantes em vigília pelos detidos na esquadra do Heroísmo

Dezenas de manifestantes em vigília pelos detidos na esquadra do Heroísmo

RTP / Adicionar como fonte informativa

Dezenas de manifestantes juntaram-se em vigília junto à esquadra da PSP do Heroísmo, para onde foram levados os sete detidos na sequência da carga policial na Praça D. João I, protegida pelo corpo de intervenção.

À semelhança da semana passada, após outra carga policial, também hoje os manifestantes se deslocaram para a 3.ª esquadra, junto à estação de metro do Heroísmo, para uma vigília pelos detidos, que esperam que sejam libertados em breve.

Os presentes foram "recebidos", a partir das 7h45, por uma dezena de elementos da Unidade Especial de Polícia, que se posicionaram na porta e ao longo da fachada, retirando do passeio do lado da esquadra alguns manifestantes e obrigando-os a mudarem-se para passeio oposto.

A aparição das forças policiais foi recebida com protestos e gritos de "vergonha".

Segundo a organização, num balanço preliminar divulgado cerca das 5h45, resultaram 35 feridos ligeiros e três graves da carga policial sobre os manifestantes, além de sete detidos, confirmados por um dos advogados do movimento, Tiago Machado.

A polícia carregou sobre os manifestantes que tinham voltado a erguer a Acampada na Praça D. João I, onde desde 10 de outubro decorre um protesto em prol do direito à habitação, destruindo o acampamento e afastando os presentes.

Mais tarde, junto à Câmara do Porto, os manifestantes foram alvo de nova carga, e já na vigília no Heroísmo surgiram elementos do corpo de intervenção à porta da esquadra, para já sem ação.

Ao longo da noite, a PSP e os manifestantes dialogaram sobre a permanência na praça D. João I, com a polícia a apelar a que desmontassem as tendas, condição que permitiria que ali pernoitassem. Os presentes rejeitaram a desmontagem das tendas.

c/ Lusa
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