ESPECIAL
Presidenciais 2026. Projeções, contagem de votos, discursos e análise

Emissão especial para o acompanhamento da noite eleitoral a partir das 18h00

RTP /

A operação especial da RTP para o acompanhamento da contagem dos votos das Presidenciais tem início às 18h00. Pelas 19h00, hora de fecho das urnas, será conhecida a projeção da abstenção e às 20h00 a projeção de resultados da Universidade Católica.

Esta será uma operação com notícias atualizadas ao minuto, vários pontos de direto pelo país e painéis de comentadores para a análise dos resultados e das reações das 11 candidaturas presidenciais.Ao início da tarde, haviam já votado todos os candidatos à sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém.

O apelo à participação foi transversal aos candidatos, mas também a governantes e outras figuras da vida política portuguesa.
O candidato Luís Marques Mendes manifestou-se "muito confiante" e apelou a uma "grande participação" eleitoral, num quadro em que "a situação internacional é muito difícil".Até às 12h00, a afluência às urnas foi de 21,18 por cento, segundo os números da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. 16h00 era de 45,51 por cento.

"Aquilo que eu desejo e o apelo que eu faria, era para uma grande participação nesta eleição. E, portanto, fazendo com que as pessoas vão votar e fazendo com que a abstenção possa baixar", afirmou em Caxias.
Já o candidato António José Seguro, que votou nas Caldas da Rainha, afirmou fazê-lo com "muita emoção e muita esperança", mostrando-se confiante no "bom senso dos portugueses".
"Eu hoje votei com muita emoção e votei com muita esperança no futuro de Portugal. É isso que neste momento está a acontecer. Cada portuguesa e cada português estão a decidir o futuro do nosso país. Eu acredito no bom senso dos portugueses", declarou.Acompanhámos aqui, ao longo da manhã e da tarde deste domingo, a jornada eleitoral das Presidenciais.

O candidato presidencial e líder do Chega André Ventura considerou, ao votar em Lisboa, que a campanha poderia ter sido mais esclarecedora. Ainda assim, apelou à mobilização do eleitorado.

"Houve de facto falhas significativas em temas que interessam às pessoas. Uns mais do que outros não ajudaram a que conseguíssemos debater esses assuntos", avaliou.

Na ótica do candidato Henrique Gouveia e Melo, estas eleições "podem ser marcantes".

"Eu julgo que estas eleições podem ser marcantes e, portanto, estou convencido de que os portugueses vão exercer o seu voto e vão exercer a sua cidadania, que é o que é normal", afirmou o almirande, depois de votar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, em Lisboa.

António Filipe, o candidato apoiado pelo PCP, exortou os portugueses a honrarem o direito de voto.

"Que os portugueses participem, que honrem o seu direito de voto, o direito de voto que custou muito a conquistar aos portugueses, o exercício do direito de voto em liberdade, em consciência, por convicção e, portanto, espero que os portugueses participem em grande número e honrem este direito", clamou em Loures.

Catarina Martins, que votou no Porto, apelou igualmente à participação, deixou um agradecimento a quem esteve nas mesas de voto e lembrou Maria de Lurdes Pintassilgo, a primeira mulher a candidatar-se à Presidência da República, em 1986.

"Queria começar por agradecer a todas as pessoas que, em todo o país, estão nas mesas de voto a permitir que este dia aconteça. A democracia é participada por toda a gente e tanta gente que dá este seu dia para que seja possível estarmos a votar", disse a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda.
João Cotrim Figueiredo falou aos jornalistas à saída da Escola Básica Marquesa de Alorna, em Lisboa, onde votou.

"Venham votar, não desperdicem, não deixem os outros escolherem por vós. Façam deste dia das eleições o dia da festa da democracia e mostrem que é possível mudar Portugal", apelou.

Em Olhão, o candidato presidencial Humberto Correia afirmou que o seu voto "é histórico", para si, para os seus antepassados e futuras gerações.

O candidato Jorge Pinto manifestou "muita tranquilidade, felicidade e consciência tranquila", ao votar em Amarante, e apelou aos portugueses para que votem "massivamente".

"Com tantos desafios internos e externos é importante que os portugueses votem, votem massivamente, votem em consciência. Da minha parte, muita tranquilidade, muita felicidade, sentimento de dever cumprido e de consciência tranquila por ter conseguido ou ter tentado elevar o debate, marcar a agenda com debates que interessam aos portugueses", sutentou.

O candidato André Pestana considerou, em Coimbra, que o importante é a participação dos portugueses nestas eleições, independentemente das suas escolhas: "Acho que é importante que os portugueses participem neste ato cívico, que é crucial, e peço, em particular, à juventude, aos trabalhadores, aos reformados que estão fartos de um país a duas velocidades".

A haver segunda volta, cenário consubstanciado pelas sondagens das últimas semanas, as assembleias de voto voltam a ser abertas a 8 de fevereiro.

c/ Lusa
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