"Eu quero combater as ditaduras"

RTP /

Na cena internacional, André Ventura prometeu “um mandato diferente dos meus antecessores todos”.

“Não deixarei que Portugal volte a ser humilhado na esfera internacional”, especificando que “eu quero dizer isto aos países africanos de língua portuguesa, que nos acusem de toda a corrupção que eles têm de toda a pobreza que eles têm”.

“Portugal vai passar a andar de cabeça erguida outra vez”, garantiu.

À pergunta sobre como vê a pretensão do presidente dos Estados Unidos sobre a Gronelândia, Ventura considerou-a “um disparate”. “E nós na Europa e em Portugal temos de ser firmes naquilo que é a nossa integridade”, defendeu.

Seja qual for a ameaça, “venha de onde vier”, André Ventura põe Portugal em primeiro lugar e “defender os interesses portugueses e europeus”. “Se os nossos liados não compreenderem isso, paciência, temos pena”.

Sobre o apoio a Trump, Ventura desviou. Os EUA “são nossos aliados históricos”, referiu. “Quer que nos aliemos a quem, à Venezuela?”. Vítor Gonçalves insistiu na pergunta, ao que Ventura retorquiu “o presidente Trump passará”.

“Temos de manter as alianças” com a Grã-Bretanha, os Estados Unidos, Espanha, os países de língua portuguesa, reconheceu.

“Quando o interesse nacional está em causa, eu não tenho ideologia”, afirmou. “Não me entusiamo com líderes internacionais, só me entusiasmo com Portugal”.

“Quando está em causa a corrupção de esquerda e há alguém que a põe em causa, se me perguntarem entre os ditadores cubanos, venezuelanos ou norte-coreanos, eu prefiro os americanos, os ingleses e os franceses”, disse.

“Na Europa temos exemplo de bons líderes à direita”, rematou, dando como exemplo a italiana Georgia Meloni. “Eu quero combater as ditaduras em todo o lado onde elas aconteçam”, asseverou.

Defendendo que “na situação em que Portugal está, devemos evitar enviar portugueses para situações de guerra”, André Ventura deu como exemplo a situação da Ucrânia, referindo que Portugal deve continuar a apoiar Kiev pela paz, mas “deve ser exigente com o dinheiro que manda para lá”, mas não enviar tropas enquanto houver guerra.

“Se Portugal for ameaçado, se a Europa for ameaçada, isso é toda uma outra história”, acrescentou. “Portugal deve estar equipado com Forças Armadas modernas, capazes e com condições”. “Eu quero recuperar a dignidade das Forças Armadas, o estatuto, o profissionalismo, e os meios que elas precisam”.

“Portugal vai continuar a participar na cena internacional”, garantiu.

A sua missão “neste mandato”, concluiu, é fazer com que os que emigraram regressem e que os jovens portugueses encontrem no país condições de vida dignas.
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