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Hugo Soares questiona críticas dos deputados do PS e do Chega ao SNS
O líder parlamentar social-democrata começa por juntar a sua voz "àquelas que apresentaram condolências aos cidadãos que pereceram em circunstâncias que são públicas". Deixa também um aviso aos críticos da oposição que pedem a demissão da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, lembrando que as precipitações em política "nunca são bom augúrio".
Acusações anteriores devido a casos semelhantes aos ocorridos esta quinta-feira, a responsabilizar o Instituto Nacional de Emergência Médica, INEM, imputando ao governo "as causas políticas dessas trágicas ocorrências", caíram perante as investigações de "quem tem a competência para averiguar os nexos de causalidade", referiu Hugo Soares.
"Ninguém veio "pedir desculpa" e reconhecer "que se precipitaram", lamentou.
"Também agora, com tranquilidade e responsabilidade aguardaremos as conclusões de quem tem a responsabilidade de averiguar o que se passou e cá estaremos para tirar, também nós, as nossas consequências", rematou o social-democrata.
Hugo Soares sublinhou que as dificuldades sentidas pelos serviços de emergência sucedem nalgumas áreas mas "não no resto do país", pela "depressão demográfica, pela falta de recursos".
O social-democrata apresenta comparações das dificuldades atuais do SNS com as de anos e governos anteriores, lembrando anteriores elogios ao SNS por parte de André Ventura e questionando porque não implementou o Partido Socialista quando era governo, as soluções que agora propõe.
À bancada socialista, lembrou ainda que, durante esta legislatura não houve aumento de impostos e que o relatório da OCDE recomendou o fim do IMT e agravamento no "IMI, nas casas e na política da habitação fiscal", na linha do que o governo já fez e que os socialistas votaram contra, no programa para os jovens poderem adquirir habitação.