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Moção de censura apresentada pelo Chega foi rejeitada no Parlamento

JPP defende comissão parlamentar de inquérito

JPP defende comissão parlamentar de inquérito

Filipe Sousa diz que comissão servirá para dar respostas aos portugueses sobre o caso que envolve o Ministro da Administração Interna, Luís Neves.

RTP / Adicionar como fonte informativa

O deputado único do JPP defende a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) porque "é a melhor solução para recolher todas as informações e, obviamente, tirar todas as conclusões", anunciou.

Na primeira intervenção do debate da moção de censura, Filipe Sousa fez questão de referir que a CPI não serviria para "substituir a justiça, não para condenar ninguém, mas para apurar os factos, ouvir os intervenientes, confrontar versões e dar aos portugueses aquilo que merecem: respostas".

Durante a curta intervenção, o deputado eleito pelo círculo da Madeira adiantou ainda que se cabe à justiça apurar a responsabilidade criminal, é aos deputados que cabe apurar a "responsabilidade política".

E para o partido Juntos Pelo Povo há perguntas que precisam de respostas.

"O porquê de tantos silêncios, o porquê de tantas omissões e o porquê de tanta dificuldade em esclarecer aquilo que todos os portugueses têm o dreito e a legitimidade de conhecer", questionou o deputado único do JPP.

Filipe Sousa também fez questão de referir que "quando um Governo não responde, as dúvidas não desaparecem, aumentam. Quando as instituições se calam as suspeitas não desaparecem, adensam-se e a confiança dos portuguese no Estado fica pelo caminho", acrescentou.

Por fim, Filipe Sousa ressalvou que não pretende "condenações na praça pública" mas sim "esclarecimentos no Parlamento", até porque "censurar sem esclarecer pode ser precipitação", concluiu.
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