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Moção de censura em discussão no parlamento com chumbo anunciado

Moção de censura em discussão no parlamento com chumbo anunciado

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Moção de censura em discussão no parlamento com chumbo anunciado

A moção de censura, apresentada pelo Chega, já tem desfecho conhecido. Os partidos já anunciaram como vão votar, estando à vista o chumbo da moção. De manhã, o ministro da Administração Interna, no centro das críticas ao Governo, foi ouvido pelos deputados na Comissão Permanente. A troca de argumentos deverá continuar durante a tarde, na discussão da moção de censura. Acompanhe aqui em direto.

Filipe Alexandre Gonçalves - RTP / Adicionar como fonte informativa

Lusa

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Momento-Chave
RTP /

André Ventura: "Em nome de Deus, vá-se embora"

Já arrancou a moção censura, submetida pela partido Chega. O Ministro da Administração Interna foi o principal alvo de André Ventura.

O líder do Chega começou por dizer que chegaram ao Parlamento "pela arte da intimidação."

A moção de censura é ao Governo liderado por Montenegro mas o principal alvo de Ventura foi o Ministro da Adminisrtração Interna.

O líder do Chega diz que Luís Neves "mentiu" porque "sabia que não estava tudo legal", referindo-se à viatura que estava a utilizar. 

E de forma direta, dirigindo-se ao Ministro da Administração Interna questionou: "Como é que ainda tem a falta de vergonha de estar sentado na bancada do Governo". E voltou a perguntar: "Porque mantém Luís Neves."

Por fim, pediu "em nome de deus, em nome do país, em nome de Portugal, vá-se embora."

André Ventura também escolheu outro alvo: José Luís Carneiro. "Hoje os portugueses suspeitam e desconfiam de que o PS está capturado por Luís Neves e isso é negativo para a Democracia Portuguesa", salientou.

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Madalena Salema - RTP Antena 1 /

O que está na origem da moção de censura?

Esta é a terceira moção de censura que Luís Montenegro enfrenta, entre um conjunto de polémicas em torno do ministro da Administração Interna, que resultaram em vários processos - três inquéritos crime, um processo no Tribunal de Contas e uma investigação administrativa.

Lusa

Regressamos ao ponto de partida, para entendermos como é que se chegou à moção de censura.
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RTP /

Moção de censura do Chega com chumbo anunciado

Moção de censura do Chega ao governo deve ser chumbada no Parlamento. O PS vai abster-se na votação. O PSD diz que a moção parece "caída de Marte aos trambolhões para alimentar o ego de André Ventura".

O presidente do Chega fala em falta de padrão ético do primeiro-ministro no caso Luís Neves.
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Momento-Chave
Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa

Moção de censura do Chega ao Governo debatida hoje no Parlamento. PS abstém-se

O Parlamento debate esta terça-feira, às 15h00, a moção de censura apresentada pelo Chega ao Governo.

Foto: Pedro A. Pina - RTP

Na semana passada, o Chega entregou no Parlamento uma moção de censura ao Governo intitulada "Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições", relacionada com as polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.

O líder do Chega, André Ventura, explicou que a moção tem como objetivo “censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna”.


Tendo em conta as suspeitas que recaem sobre Luís Neves, Ventura considera que se atingiu uma "situação de absoluta insustentabilidade, do ponto de vista da integridade dos poderes, da sua credibilidade e do padrão ético que deve existir em Portugal".

Esta é a 36.ª moção de censura apresentada a um Governo em democracia
. Apenas uma foi aprovada: a que derrubou, em 1987, o executivo liderado por Aníbal Cavaco Silva.
Chumbo à vista
O cenário é de chumbo da moção de censura. O PS anunciou esta segunda-feira que iria abster-se nesta votação. Na semana passada, o líder do grupo parlamentar, Eurico Brilhante Dias, confirmou que o PS não ia viabilizar a moção de censura, reiterando que não será pelo PS que haverá uma crise política.

Livre, PCP e BE já anunciaram que vão votar contra a moção de censura.
Os partidos acusam o Chega de não estar verdadeiramente interessado em obter esclarecimentos do ministro da Administração Interna e acusam o partido de Ventura de querer criar “folclore” e um “circo mediático”.

A Iniciativa Liberal também já anunciou o voto contra. Embora acredite que a permanência de Luís Neves no Governo é um "problema concreto e real", Mariana Leitão diz que a única solução é o primeiro-ministro demitir Luís Neves.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse que a moção de censura “não faz sentido”, mas encara-a com “tranquilidade” e “sentido de responsabilidade”. Para Montenegro, esta moção de censura enquadra-se "numa lógica de mero jogo político e não está focada na resolução dos problemas das pessoas". Caso a moção de censura seja rejeitada, os seus signatários não podem apresentar outra durante a mesma sessão legislativa.

O partido de André Ventura quer também abrir uma comissão de inquérito sobre Luís Neves, mas o presidente da Assembleia da República disse que irá rejeitá-la se o Chega não alterar o requerimento.
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