André Ventura: "Em nome de Deus, vá-se embora"
Já arrancou a moção censura, submetida pela partido Chega. O Ministro da Administração Interna foi o principal alvo de André Ventura.
O que está na origem da moção de censura?
Esta é a terceira moção de censura que Luís Montenegro enfrenta, entre um conjunto de polémicas em torno do ministro da Administração Interna, que resultaram em vários processos - três inquéritos crime, um processo no Tribunal de Contas e uma investigação administrativa.
Lusa
Moção de censura do Chega com chumbo anunciado
Moção de censura do Chega ao governo deve ser chumbada no Parlamento. O PS vai abster-se na votação. O PSD diz que a moção parece "caída de Marte aos trambolhões para alimentar o ego de André Ventura".
Moção de censura do Chega ao Governo debatida hoje no Parlamento. PS abstém-se
O Parlamento debate esta terça-feira, às 15h00, a moção de censura apresentada pelo Chega ao Governo.
O líder do Chega, André Ventura, explicou que a moção tem como objetivo “censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna”.
Tendo em conta as suspeitas que recaem sobre Luís Neves, Ventura considera que se atingiu uma "situação de absoluta insustentabilidade, do ponto de vista da integridade dos poderes, da sua credibilidade e do padrão ético que deve existir em Portugal".
Esta é a 36.ª moção de censura apresentada a um Governo em democracia. Apenas uma foi aprovada: a que derrubou, em 1987, o executivo liderado por Aníbal Cavaco Silva.
Chumbo à vista
Livre, PCP e BE já anunciaram que vão votar contra a moção de censura. Os partidos acusam o Chega de não estar verdadeiramente interessado em obter esclarecimentos do ministro da Administração Interna e acusam o partido de Ventura de querer criar “folclore” e um “circo mediático”.
A Iniciativa Liberal também já anunciou o voto contra. Embora acredite que a permanência de Luís Neves no Governo é um "problema concreto e real", Mariana Leitão diz que a única solução é o primeiro-ministro demitir Luís Neves.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse que a moção de censura “não faz sentido”, mas encara-a com “tranquilidade” e “sentido de responsabilidade”. Para Montenegro, esta moção de censura enquadra-se "numa lógica de mero jogo político e não está focada na resolução dos problemas das pessoas". Caso a moção de censura seja rejeitada, os seus signatários não podem apresentar outra durante a mesma sessão legislativa.