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Marta após Leonardo
- A depressão Marta sucede à Leonardo e chega no sábado, segundo a meteorologia. Os efeitos vão começar a ser sentidos na Região Sul. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alerta para uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do Tejo. Prevê-se, uma vez mais, chuva intensa e persistente e rajadas de vento de até 100 quilómetros por hora, além de forte agitação marítima;
- Esta sexta-feira são dez os distritos debaixo de aviso laranja devido à agitação maritima. A partir das 12h00, Viana do Castelo, Braga e Vila Real ficam igualmente a laranja por causa da queda de neve. No arquipélago da Madeira, a região da costa norte e Porto Santo estão a laranja face à agitação marítima;
- Ao início da manhã desta sexta-feira, havia pouca chuva. Em Sines, no distrito de Setúbal, chuva acumulada era de quatro milímetros cúblicos por hora. Quanto às rajadas de vento, a situação estava também mais tranquila. Em Melgaço, no distrito de Viana do Castelo, não ultrapassava os 69 quilómetros por hora;
- A Proteção Civil redobrou os apelos às populações das zonas ribeirinhas para que procurem zonas seguras. Entre domingo e as 19h00 de quarta-feira, houve registo de quase 6.800 ocorrências. No terreno estão quase 24 mil operacionais e nove mil meios terrestres. Há dezenas de aluimentos de terras e muitas zonas inundadas. O risco de cheias mantém-se elevado;
- O caudal do Rio Tejo duplicou e está a provocar cheias. As barragens espanholas estão a fazer descargas e o mesmo acontece em Portugal, com parte das albufeiras a atingirem o limite máximo da capacidade. Quadro que obrigou a evacuar várias localidades;
- O nível de alerta para cheias no Rio Douro passou a vermelho. Há risco de cheia iminente. Na última tarde, a subida do nível da água inundou parte de Miragaia, no Porto. Ainda assim, sem notícia de inundações em estabelecimentos comerciais ou casas. A população está alerta há vários dias;
- Ainda há linhas ferroviárias suspensas. Segundo a CP, o comboio internacional Celta, que faz a ligação entre Porto e Vigo, está suspenso. Na Linha da Beira Baixa, a circulação está suspensa entre o Entroncamento e Castelo Branco. Em Coimbra, ainda não há circulação nos comboios urbanos;
- Há igualmente várias estradas cortadas. Em santarém, a Nacional 365 está submersa. Na Golegã, a Estrada dos Lázaros e a Estrada do Burnel estão cortadas;
- O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro. Foi ainda decretada a situação de contingência nas zonas com maior risco de inundações. A Proteção Civil mantém-se no nivel máximo de prontidão e o Exército mobilizou dois mil operacionais para ajudar as populações mais afetadas;
- A Comissão Nacional de Eleições confirmou a realização da segunda volta das eleições presidenciais no próximo domingo, em todo o país. A estrutura esclarece que a existência de situação de calamidade ou de situações adversas de caráter geral não constitui fundamento suficiente para adiar o ato a nível concelhio ou distrital. A excepção aplica-se a municípios onde não estejam asseguradas condições de segurança e que poderão adiar a votação para 15 de fevereiro;
- As eleições vão assim ser adiadas em Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã. A CNE explica, todavia, que ainda não está decidido se o adiamento da votação será em todas as assembleias de voto de cada concelho ou apenas nas mais atingidas pelas intempéries;
- O presidente da Repúblca, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sustentam que a chuva não pode impedir a democracia e a realização das eleições;
- António José Seguro disse-se disposto a qualquer solução, desde que fosse respeitada a Constituição e a lei eleitoral. André Ventura saiu em defesa do adiamento das eleições, anunciando que iria sugerir ao adversário e a Marcelo Rebelo de Sousa que o ato se realizasse no dia 15.