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PCP exige recuo na lei das rendas, CDS-PP pede que partidos “não se amedrontem com os protestos”
A comunista Paula Santos disse à RTP, antes do debate desta tarde, que “tendo em conta as opções políticas por parte deste Governo de estímulo à especulação e que tem levado ao aumento das rendas, ao aumento do preço das casas (…), a expetativa é de facto nenhuma”.
“Aquilo que se exige é uma resposta concreta para este problema” que se tem “vindo a agravar”, nomeadamente retirando a proposta de lei das rendas, defendeu.
“É preciso investimento público e não cortar no investimento, como faz este orçamento”, acrescentou a deputada.
Paulo Núncio, do CDS-PP, referiu por sua vez que “este orçamento e a política do Governo estão a responder diretamente à crise da habitação”.
“Não posso deixar de lamentar o descaramento da esquerda”, que “é a principal responsável pela grave crise da habitação” pois “permitiu a entrada de um milhão e cem mil imigrantes em Portugal”, acusou.
“O que a esquerda devia fazer era ter vergonha”, insistiu, referindo um estudo do Banco de Portugal que “demonstra efetivamente que um dos principais problemas da habitação em Portugal tem a ver diretamente com a imigração”.
“Eu só espero que aqueles que se disponibilizaram a votar favoravelmente a lei do arrendamento não se amedrontem com os protestos de rua, não se amedrontem com as assembleias populares e com as acampadas, porque não é preciso ter medo dessa gente”, afirmou.