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Preços dos combustíveis voltam a subir
- Os preços dos combustíveis voltam esta segunda-feira a subir. O gasóleo fica mais caro 12 cêntimos por litro e a gasolina quase oito cêntimos. Estes valores já incluem o desconto no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e elevam o preço médio do litro de gasóleo acima da fasquia dos dois euros, com a gasolina a atingir cerca de 1,95 euros. Os preços variam entre postos;
- A Agência Internacional de Energia está em consultas com governos da Ásia e da Europa sobre a possibilidade de libertar, "se necessário", mais petróleo em stock, face ao arrastamento da guerra no Médio Oriente. "Se for necessário, claro, fá-lo-emos. Olhamos para as condições, vamos abnalisar, avaliar os mercados e discutir com os nossos países-membros", afirmou nas últimas horas o diretor executivo da AIE, Fatih Birol;
- O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirma que "as ameaças e o terror" estão a fortalecer a união no seu país. Isto depois de do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado "obliterar" a infraestrutura energética do Irão, caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto em 48 horas;
- O regime iraniano reiterou entretanto que atacará centrais de energia e "infraestruturas económicas", desde logo centrais de dessalinização nos países do Golfo Pérsico, caso as suas centrais sejam atingidas pela máquina de guerra israelo-americana;
- A mais recente declaração da Guarda Revolucionária do Irão foi reproduzida pela televisão pública do país: "O que fizemos foi anunciar a nossa decisão de que, se as centrais de energia forem atacadas, o Irão retaliará visando as centrais de energia do regime ocupante e as dos países da região que fornecem eletricidade às bases dos Estados Unidos, bem como as infraestruturas económicas, industriais e energéticas nas quais os americanos têm participações";
- Questionado, na NBC News, sobre se Donald Trump pretende "escalar" ou "atenuar" a guerra, o secretário norte-americano do Tesouro, Scott Bessent, respondeu: "São ambas exclusivas. Por vezes temos de escalar para reduzir";
- O Ministério da Saúde do Líbano adianta que há 118 crianças e 79 mulheres entre as vítimas do conflito que opõe Israel ao Hezbollah. O total de mortos neste país ascende a 1.024;
- O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Rafael Grossi, manifestou a esperança de "restabelecer" o diálogo entre Irão e Estados Unidos sobr o programa nuclear do regime dos ayatollahs. "Tenho estado em importantes conversações aqui na Casa Branca e também com o Irão. Há alguns contactos e esperamos restabelecer essa linha", afirmou o responsável em declarações à norte-americana CBS News.
- O papa declarou que a morte e o sofrimento causados pela guerra no Médio Oriente constituem "um escândalo para toda a família humana", renovando o apelo a um cessar-fogo. "Não podemos permanecer em silência em face do sofrimento de tantas pessoas, as vítimas indefesas destes conflitos. O que os magoa magoa toda a humanidade", enfatizou o sumo pontífice da Igreja Católica.