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Os danos e a evolução do estado do tempo

Risco de derrocada de diques em Coimbra

Risco de derrocada de diques em Coimbra

RTP /

  • Há risco iminente de derrocada dos diques em Coimbra e três mil pessoas estão a ser retiradas de casa. O possível colapso poderá provocar inundações, razão pela qual a Câmara Municipal decidiu ainda evacuar três lares em São Martinho do Bispo. A decisão foi tomada depois de uma reunião entre a autarquia, a Proteção Civil e a Agência Portuguesa do Ambiente; 


  • Decisão idêntica foi adotada nos municípios de Soure e de Montemor-o-Velho, onde também foram retiradas de casa, durante a noite, centenas de pessoas;


  • A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, explicou que foram sinalizadas sete zonas de risco;


  • Esta quarta-feira, em Coimbra, há escolas encerradas. A medida abrange todos os estabelecimentos de ensino - públicos e privados - na margem esquerda do Mondego;


  • O Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra indicou, entretanto, estar "tudo normal até agora" na região do Baixo Mondego, embora com "algumas ocorrências", como "quedas de árvores" e "movimentos de massas". Um balanço noite e madrugada obtido pela agência Lusa;


  • A meteorologia prevê chuva persistente e por vezes forte nas regiões Norte e Centro. A norte do Rio Mondego, as rajadas de vento podem atingir 100 quilómetros por hora nas terras altas. Estão debaixo de aviso laranja os distritos de Coimbra, Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga;


  • Em Condeixa-a-Nova, ao início da manhã, choviam quatro por litros por metro cúbico por hora - situação idêntica em Castanheira de Pêra, em Leiria. As rajadas de vento ultrapassavam os 60 quilómetros por hora em Celorico de Basto, no distrito de Braga;


  • A estrada que liga São Torpes a Porto Covo está encerrada devido a um aluimento de terras, que terá sido provocado pela descarga da barragem. A via fica fechada por tempo indeterminado;


  • O primeiro-ministro, Luís Montenegro, volta esta quarta-feira à Assembleia da República para um debate quinzenal que deverá ficar marcado pela resposta aos danos das intempéries e já sem a até agora ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que se demitiu;


  • Maria Lúcia Amaral pediu a demissão na terça-feira e Marcelo Rebelo de Sousa aceitou-a. "O presidente da República aceitou o pedido de demissão da Ministra das Administração Interna, que entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo, e que lhe foi proposta pelo primeiro-ministro, que assumirá transitoriamente as respetivas competências, nos termos do artigo 6.º, n.º 2, da Lei Orgânica do Governo (Decreto-Lei n.º 87-A/2025, de 25 de julho), logo que a exoneração se torne efetiva", Lê-se em nota oficial do Palácio de Belém conhecida na última noite;


  • As tempestades das últimas semanas afetaram metade das explorações de suinicultura das regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo. A situação deve-se, em larga medida, à falta de energia elétrica. Por outro lado, a falta de matérias-primas e mão-de-obra está a provocar dificuldades acrescidas na reconstrução das explorações;


  • O Governo lançou um programa de alojamento temporário. Destina-se a pessoas que ficaram desalojadas por causa do mau tempo e aos trabalhadores deslocados para reconstruir na Região Centro. Através do Turismo de Portugal, foi criada uma plataforma onde cada estabelecimento turístico se regista e se disponibiliza para receber cidadãos sem casa.
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