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Treze polícias feridos nas acampadas
Treze polícias ficaram feridos na intervenção policial nas acampadas desta madrugada em Lisboa e Porto, anunciou o porta-voz da PSP, que justificou a ação da polícia com o aumento da resistência popular.
Em declarações aos jornalistas na sede da PSP em Lisboa, Sérgio Soares argumentou que o uso da força só aconteceu após os manifestantes atirarem tintas e petardos contra a polícia.
Entre os 13 detidos na intervenção policial nas manifestações pelo direito à habitação, o porta-voz da PSP explicou que seis foram detidos em Lisboa e sete no Porto.
Já dos polícias feridos, todos no Porto, dez eram da polícia de intervenção e três estavam numa unidade à civil.
Um quarto polícia desta unidade à paisana no Porto retirou a arma de fogo quando os manifestantes se aproximaram, admitiu Sérgio Soares.
O porta-voz da PSP disse que as concentrações punham em causa outros direitos, nomeadamente ao descanso, à livre circulação e impediam o trabalho dos jornalistas.
Em resposta aos jornalistas acrescentou que uma faixa utilizada na manifestação de Lisboa também justificou o "uso da força" porque dificultava avanço da polícia.
Questionado pelos jornalistas sobre o facto de a intervenção de hoje ter acontecido mais tarde do que na semana passada, o porta-voz da PSP explicou que houve um período mais longo de mediação, o que se deveu em parte ao facto de haver deputados presentes em Lisboa, nomeadamente Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto, do Livre, e Pedro Delgado Alves, do PS.
c/ Lusa