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Guerra na Ucrânia
Bruxelas pede à SpaceX que "restabeleça com urgência" os serviços da Starlink na Ucrânia
A Comissão Europeia pediu, esta quarta-feira, à SpaceX - empresa do multimilionário norte-americano Elon Musk - que "restabeleça com urgência" o acesso pleno da Ucrânia à Starlink, o seu serviço de comunicações por satélite.
A Ucrânia utiliza o Starshield, o serviço satélite da Starlink destinado nomeadamente a uso militar, para as suas comunicações no campo de batalha, os seus ataques de médio alcance contra territórios ocupados pela Rússia e os seus drones intercetores.
Elon Musk decidiu limitar a velocidade de ligação dos equipamentos ucranianos a este sistema, colocado em prática pela sua empresa SpaceX, tornando inutilizáveis alguns drones de Kiev, segundo o jornal, que cita responsáveis americanos anónimos e pessoas conhecedoras da situação.
Na semana passada, Kiev informou que a sua capacidade de ligação à rede, que considera crucial para evitar a invasão russa, estava limitada. O anúncio surgiu pouco depois de críticas de Donald Trump à Ucrânia, que o bilionário republicano tinha apelado para deixar de visar as refinarias de petróleo russas.EUA sem “conhecimento prévio”O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, indicou esta quarta-feira que os Estados Unidos não tinham conhecimentos prévios sobre o abrandamento das comunicações por satélite da SpaceX, utilizadas pela Ucrânia nas suas operações no campo de batalha contra a Rússia.
"O presidente (dos Estados Unidos) não tem nada a ver com as decisões tomadas pela Starlink, pela Starshield e pelo senhor (Elon) Musk", declarou Rubio, em Bombaim, a capital económica da Índia.
Segundo Rúbio, "é uma empresa privada; o presidente não dirige essa empresa e não lhe pode ordenar nada (...). Garanto-vos: não houve qualquer conhecimento prévio" a este respeito.
"Não creio que tenhamos sido informados sobre esta decisão com antecedência. Mas, de qualquer modo, isso não tem a menor importância", disse.
Num tom mais incisivo, declarou que a Ucrânia "não existiria hoje" se não fosse a ajuda prestada pelos Estados Unidos desde o início da guerra.
Por sua vez, o ministro da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, assegurou terça-feira que o Pentágono não tinha ordenado qualquer alteração relativa ao Starshield.
"Nada mudou do nosso ponto de vista. Não demos qualquer instrução, nem nada do género", acrescentou.
O presidente americano Donald Trump também afirmou na sexta-feira que não tinha pedido qualquer restrição ao Starshield.
"Não fui eu. E não penso que tenha sido Elon", declarou o Presidente dos Estados Unidos.
Antes, Elon Musk tinha sugerido que o governo americano era responsável por esta desaceleração.
"Os sistemas Starshield são propriedade e são controlados pelo governo americano. Qualquer limitação de fluxo ou de utilização é decidida pelo exército americano e, em última instância, pelo presidente americano", escreveu o homem mais rico do mundo na rede social X.