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Kiev volta a ser alvo de ataques russos após vários dias de trégua

Kiev volta a ser alvo de ataques russos após vários dias de trégua

A Rússia retomou hoje os ataques contra Kiev, ferindo duas pessoas, de acordo com as autoridades da capital da Ucrânia, após vários dias de trégua, que Moscovo atribuiu a um pedido dos Estados Unidos.

Lusa /
Telegram via AFP

"Os russos decidiram atacar Kiev em pleno frio", disse o chefe da administração militar da capital ucraniana, Tymur Tkachenko, dando conta dos dois feridos.

O Kremlin anunciou na sexta-feira que tinha aceitado um pedido do Presidente norte-americano, Donald Trump, para suspender os ataques contra Kiev e contra a rede elétrica até 01 de fevereiro, antes do retomar das negociações em Abu Dhabi.

A ronda trilateral de conversações terá lugar na quarta e quinta-feira na capital dos Emirados Árabes Unidos, após uma reunião em janeiro, que marcou o primeiro encontro direto entre representantes de Kiev e Moscovo.

A Rússia, no entanto, continuou os ataques contra o resto da Ucrânia, nomeadamente matando 12 pessoas, num ataque no domingo contra um autocarro que transportava mineiros na região de Dnipropetrovsk (centro-leste).

Em janeiro, os bombardeamentos russos provocaram cortes de energia sem precedentes, severos e prolongados, em Kiev desde o início da invasão russa em grande escala, em 24 de fevereiro de 2022.

As temperaturas caíram a pique hoje para -17°C em Kiev e -23°C em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, onde duas pessoas também ficaram feridas por um ataque aéreo durante a noite.

Na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos atribuiu o mérito da trégua a si próprio.

"Liguei ao Presidente [russo Vladimir] Putin e ele concordou. A Ucrânia é um país muito frio. E também estão a passar por uma onda de frio terrível. Perguntei-lhe se podia parar de atacar durante uma semana, sem lançar mísseis contra Kiev ou qualquer outra cidade, e ele concordou", sublinhou Donald Trump .

O republicano antecipou que haverá "boas notícias" da segunda reunião trilateral entre os Estados Unidos, a Ucrânia e a Rússia para negociar o fim da guerra.

"Estamos muito bem com a Ucrânia e a Rússia. Esta é a primeira vez que digo isto. Penso que vamos ter boas notícias", frisou aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca.

O acordo de paz tem sido bloqueado pela exigência da parte russa da retirada das forças ucranianas dos territórios no leste da Ucrânia reivindicados por Moscovo, que tem sido repetidamente recusada por Kiev, que reclama garantias de segurança para evitar uma nova agressão militar.

De acordo com um relatório da Missão de Monitorização dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia, quase 15 mil civis ucranianos foram mortos e 40.600 ficaram feridos desde o início da invasão russa.

O relatório, publicado no início de janeiro, refere que 2025 foi o ano mais letal desde 2022, com mais de 2.500 civis mortos.

 

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