Rússia lançou novos ataques contra alvos energéticos ucranianos
A Rússia lançou mais de uma centena de drones e mísseis contra infraestruturas essenciais e centrais elétricas em cinco regiões da Ucrânia.
O Ministério advertiu que é provável que se verifiquem restrições de eletricidade no sábado à noite em consequência destes ataques.
Os alertas aéreos duraram mais de três horas em todas as regiões, tendo muitas pessoas corrido para abrigos a meio da noite.
“Hoje de manhã, os russos lançaram mais um ataque contra instalações energéticas ucranianas. Desde março, é já o sexto ataque maciço e complexo, com mísseis e drones, contra as infraestruturas energéticas civis", acrescentou o operador da rede nacional ucraniana Ukrenergo
A DTEK, a maior empresa privada de produção de energia da Ucrânia, afirmou que, durante o ataque, as suas duas centrais térmicas foram atingidas e o equipamento “seriamente danificado”, sem especificar a localização exata.Este é o sexto grande ataque às centrais térmicas da DTEK desde meados de março, ainda segundo a empresa.
“Esta foi mais uma noite extremamente difícil para o setor da energia na Ucrânia”, acrescentou a empresa, citada pela agência francesa AFP.
Zelensky acrescentou que os aliados sabem que a Ucrânia precisa de “mais ‘Patriots’ e outros sistemas modernos de defesa aérea”, de caças F-16 e que os soldados sejam dotados de todas as capacidades militares necessárias.
As autoridades ucranianas afirmaram que a ajuda ocidental já começou a chegar, mas os bombardeamentos russos dos últimos dois meses destruíram a maior parte da produção de energia térmica e hidroelétrica, causaram cortes de energia e levaram as importações de eletricidade a níveis recorde.
Em mais de dois anos de guerra, as forças russas intensificaram os ataques aéreos contra as infraestruturas energéticas ucranianas, provocando cortes e restrições de energia, bem como danos significativos.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que está a atacar o complexo militar-industrial e as instalações energéticas da Ucrânia em retaliação aos ataques de Kiev às instalações energéticas russas.
Já a Ucrânia intensificou os ataques com drones às instalações petrolíferas russas este ano, tentando encontrar um ponto de pressão contra o Kremlin, cujas forças estão a avançar lentamente na região oriental do Donbas e abriram uma nova frente na região de Kharkiv, no nordeste do país.
A Rússia bombardeou o sistema energético ucraniano no primeiro inverno da guerra e renovou o seu ataque à rede em março, quando a Ucrânia estava a ficar sem stocks de mísseis de defesa aérea ocidentais.Mísseis e drones intercetados As forças ucranianas intercetaram 35 mísseis de vários tipos e 46 drones “Shahed”, de fabrico iraniano, que foram lançados contra alvos no sul, centro e oeste do país, avançou o comandante da força aérea, Mikola Oleschuk.
Os russos lançaram 53 mísseis, incluindo 35 mísseis de cruzeiro X-101 e X-555, da região russa de Saratov, e quatro mísseis balísticos Iskander-M e um míssil de cruzeiro Iskander-K da Crimeia.
Foram ainda disparados dez mísseis de cruzeiro Kalibr do Mar Negro e três mísseis guiados por ar X-59 e X-69 da zona ocupada pelas forças russas na região de Zaporizhzhia, precisou a força aérea ucraniana.