Mundo
Guerra na Ucrânia
Russos vão às urnas em eleições que deverão dar vitória ao partido de Putin
Estas são as primeiras eleições parlamentares desde que a Rússia lançou a sua ofensiva em grande escala contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Arrancaram esta sexta-feira na Rússia as eleições parlamentares de três dias que o presidente Vladimir Putin considerou serem “um barómetro do apoio” à guerra na Ucrânia. A votação vai determinar a composição da câmara baixa do Parlamento (a Duma Estatal), com 450 lugares, e espera-se que o partido pró-Putin Rússia Unida mantenha o domínio que exerce há 23 anos, já que não enfrenta oposição significativa.
A maioria dos candidatos críticos da guerra foi excluída das listas depois de o Supremo Tribunal ter decidido que o partido liberal Yabloko, que defende um cessar-fogo, tinha violado as regras eleitorais.
Mantêm-se na corrida partidos que abrangem desde comunistas a liberais-democratas de extrema-direita, num conjunto conhecido na Rússia como “oposição sistémica”: grupos que criticam as autoridades de forma marginal, mas alinhados com o partido de Vladimir Putin nas questões centrais.
Muitos dos candidatos praticamente não participaram em ações de campanha e vários chegaram mesmo a faltar a debates televisivos.
Num discurso à nação antes das eleições, o presidente russo afirmou que a ida às urnas ajudaria a garantir a vitória da Rússia contra a Ucrânia e a demonstrar determinação nacional face à pressão externa.
“A vossa escolha e a vossa vontade vão, mais uma vez, demonstrar que milhões de pessoas estão do lado dos nossos soldados, que somos um povo unido e ligado por valores comuns, memória histórica e amor pela nossa pátria”, declarou Putin. Os resultados das eleições devem começar a ser divulgados às 19h00 de domingo (hora de Lisboa).
O Kremlin avisou, por sua vez, que a união nacional é vital devido ao que considera serem esforços cada vez mais perigosos por parte dos serviços secretos ucranianos para causar agitação na Rússia.
Sondagens recentes revelam que parte da população russa se tornou ansiosa quanto ao impacto da guerra, numa altura em que a economia se encontra sob pressão. A escassez de combustível causada por ataques com drones ucranianos, as taxas de juro elevadas das empresas, a escassez de mão-de-obra e as sanções ocidentais têm causado especial agitação.
Com as tropas de Moscovo a registarem poucos progressos na Ucrânia, espalharam-se pela Rússia rumores de uma nova mobilização em grande escala. O receio é que, assim que as eleições estiverem concluídas e for empossada uma nova Duma Estatal, o Kremlin tenha maior liberdade para adotar medidas impopulares que até agora tem evitado.
“Embora estas eleições não sejam nem livres nem justas, continuam a ser a única fonte de legitimidade”, disse ao Guardian Vladimir German, professor de Política Russa na Universidade de Helsínquia.
c/ agências
A maioria dos candidatos críticos da guerra foi excluída das listas depois de o Supremo Tribunal ter decidido que o partido liberal Yabloko, que defende um cessar-fogo, tinha violado as regras eleitorais.
Mantêm-se na corrida partidos que abrangem desde comunistas a liberais-democratas de extrema-direita, num conjunto conhecido na Rússia como “oposição sistémica”: grupos que criticam as autoridades de forma marginal, mas alinhados com o partido de Vladimir Putin nas questões centrais.
Muitos dos candidatos praticamente não participaram em ações de campanha e vários chegaram mesmo a faltar a debates televisivos.
Num discurso à nação antes das eleições, o presidente russo afirmou que a ida às urnas ajudaria a garantir a vitória da Rússia contra a Ucrânia e a demonstrar determinação nacional face à pressão externa.
“A vossa escolha e a vossa vontade vão, mais uma vez, demonstrar que milhões de pessoas estão do lado dos nossos soldados, que somos um povo unido e ligado por valores comuns, memória histórica e amor pela nossa pátria”, declarou Putin. Os resultados das eleições devem começar a ser divulgados às 19h00 de domingo (hora de Lisboa).
O Kremlin avisou, por sua vez, que a união nacional é vital devido ao que considera serem esforços cada vez mais perigosos por parte dos serviços secretos ucranianos para causar agitação na Rússia.
Sondagens recentes revelam que parte da população russa se tornou ansiosa quanto ao impacto da guerra, numa altura em que a economia se encontra sob pressão. A escassez de combustível causada por ataques com drones ucranianos, as taxas de juro elevadas das empresas, a escassez de mão-de-obra e as sanções ocidentais têm causado especial agitação.
Com as tropas de Moscovo a registarem poucos progressos na Ucrânia, espalharam-se pela Rússia rumores de uma nova mobilização em grande escala. O receio é que, assim que as eleições estiverem concluídas e for empossada uma nova Duma Estatal, o Kremlin tenha maior liberdade para adotar medidas impopulares que até agora tem evitado.
“Embora estas eleições não sejam nem livres nem justas, continuam a ser a única fonte de legitimidade”, disse ao Guardian Vladimir German, professor de Política Russa na Universidade de Helsínquia.
c/ agências