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Guerra na Ucrânia
Ucrânia. Segundo dia de negociações termina com avanços militares e impasse territorial
Enquanto o encontro da véspera durou seis horas, a segunda reunião teve uma duração de apenas duas, com uma reunião bilateral entre a Ucrânia e a Rússia também realizada, segundo a BBC. No entanto, não foram divulgados detalhes
Terminou na manhã desta quarta-feira, em Genebra, a segunda ronda de negociações de paz para a guerra da Ucrânia, descritas como “difíceis” e “intensas” por ambos os lados. Os pontos de discórdia continuam a ser o Donbass e a central nuclear de Zaporizhia.
O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, adiantou que as negociações foram “intensas e substanciais”, afirmando que houve “algumas questões foram esclarecidas, enquanto outras ainda precisam de coordenação adicional”.Umerov destaca a existência de progressos, “mas até agora sem detalhes concretos”.
Os avanços visaramna área militar, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Os três lados das negociações terão sido “construtivos” nesta componente.
“Na área militar, ouvi dizer que há progressos”, afirmou Zelensky numa nota enviada aos jornalistas, segundo o Financial Times, esclarecendo que os lados envolvidos nas negociações “concordaram com quase tudo nesse sentido”, com a monitorização do cessar-fogo por parte dos militares a poder envolver “certamente” o lado norte-americano.
“Os militares sabem como monitorizar um cessar-fogo e o fim da guerra, se houver vontade política”, acrescentou.
No entanto, apesar de identificar progressos na área militar, tal não se verificou no âmbito político, com Zelensky a acusar a Rússia de “tentar prolongar as negociações que já podiam ter chegado à fase final”.
O chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, classificou as reuniões como “difíceis, mas objetivas”, afirmando que a próxima reunião está marcada para “breve”, sem revelar datas específicas.
Já o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, afirmou que houve um “progresso significativo” durante o dia de terça-feira, avançando que “ambos os lados concordaram em informar os seus respetivos líderes e continuar a trabalhar no sentido de um acordo”.
No entanto, as questões do Donbass e da central nuclear de Zaporizhia, a maior da Europa – ocupadas pela Rússia –, continuam a ser questões “sensíveis” nas negociações. A Rússia exige a retirada das forças ucranianas da região leste, sob controlo da Ucrânia, algo rejeitado por Kiev.As negociações dividiram-se nas reuniões trilaterais, com a Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, e em multilaterais, com a Ucrânia, Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Suíça.
Esta última reunião serviu para “discutir os resultados das negociações” de terça-feira e “manter uma visão comum e a coordenação de ações entre a Ucrânia, os Estados Unidos e a Europa”, segundo o chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov.
Esta nova ronda de negociações aconteceu durante uma madrugada em que os dois lados da guerra abateram drones de ambos os lados. A Ucrânia abateu 100 drones russos, enquanto a Rússia abateu 43 drones ucranianos.
O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, adiantou que as negociações foram “intensas e substanciais”, afirmando que houve “algumas questões foram esclarecidas, enquanto outras ainda precisam de coordenação adicional”.Umerov destaca a existência de progressos, “mas até agora sem detalhes concretos”.
Os avanços visaramna área militar, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Os três lados das negociações terão sido “construtivos” nesta componente.
“Na área militar, ouvi dizer que há progressos”, afirmou Zelensky numa nota enviada aos jornalistas, segundo o Financial Times, esclarecendo que os lados envolvidos nas negociações “concordaram com quase tudo nesse sentido”, com a monitorização do cessar-fogo por parte dos militares a poder envolver “certamente” o lado norte-americano.
“Os militares sabem como monitorizar um cessar-fogo e o fim da guerra, se houver vontade política”, acrescentou.
No entanto, apesar de identificar progressos na área militar, tal não se verificou no âmbito político, com Zelensky a acusar a Rússia de “tentar prolongar as negociações que já podiam ter chegado à fase final”.
O chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, classificou as reuniões como “difíceis, mas objetivas”, afirmando que a próxima reunião está marcada para “breve”, sem revelar datas específicas.
Já o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, afirmou que houve um “progresso significativo” durante o dia de terça-feira, avançando que “ambos os lados concordaram em informar os seus respetivos líderes e continuar a trabalhar no sentido de um acordo”.
Today, at President Trump’s direction, the United States moderated a third set of trilateral discussions with Ukraine and Russia. Thank you to the Swiss Confederation for being gracious hosts for today’s meetings.
— Special Envoy Steve Witkoff (@SEPeaceMissions) February 18, 2026
President Trump’s success in bringing both sides of this war… pic.twitter.com/j3fwQheMmG
No entanto, as questões do Donbass e da central nuclear de Zaporizhia, a maior da Europa – ocupadas pela Rússia –, continuam a ser questões “sensíveis” nas negociações. A Rússia exige a retirada das forças ucranianas da região leste, sob controlo da Ucrânia, algo rejeitado por Kiev.As negociações dividiram-se nas reuniões trilaterais, com a Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, e em multilaterais, com a Ucrânia, Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Suíça.
Esta última reunião serviu para “discutir os resultados das negociações” de terça-feira e “manter uma visão comum e a coordenação de ações entre a Ucrânia, os Estados Unidos e a Europa”, segundo o chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov.
Esta nova ronda de negociações aconteceu durante uma madrugada em que os dois lados da guerra abateram drones de ambos os lados. A Ucrânia abateu 100 drones russos, enquanto a Rússia abateu 43 drones ucranianos.