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Guerra na Ucrânia
Ucrânia vai retomar os ataques às refinarias russas
A Ucrânia prepara-se para retomar os ataques às refinarias russas, revela o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ao Financial Times.
“O bloqueio (a ataques contra refinarias) acabou. Já chega disso”, disse Zelensky ao jornal, na entrevista publicada esta quinta-feira.
A Ucrânia suspendeu os ataques a refinarias de petróleo e outras infraestruturas energéticas russas durante dois dias, após o anúncio de Trump sobre uma “trégua energética”, informou Zelensky no início desta semana, através da rede social X.Esta quinta-feira, um ataque com drones ucranianos provocou incêndio numa refinaria russa em Riazan.
Apesar da pausa, Zelensky disse ao Financial Times que as suas forças ficaram sem os alertas antecipados dos EUA sobre mísseis balísticos. Além disso, o serviço de comunicações por satélite Starlink, de Elon Musk, viu o seu desempenho reduzido em todo o país, prejudicando as operações na linha da frente e os ataques de médio alcance contra instalações militares russas.
Zelensky relatou que as autoridades militares dos EUA chegaram a dizer aos seus homólogos ucranianos que, “se não pararem (com os ataques ao setor energético), bloquearemos o acesso a informações de inteligência”.
Posteriormente, o episódio foi apresentado a Kiev como uma “falha técnica” — uma explicação que Zelensky rejeita, descartando a possibilidade de que as falhas no sistema Starlink tenham ocorrido por acaso.
“Não foi um problema técnico; foi uma questão de vontade”, acrescentou na entrevista.
Quando questionado se a Ucrânia estaria disposta a interromper os ataques a instalações energéticas como forma de reparar as relações com a Casa Branca, disse ao jornal que só poderia concordar se, em contrapartida, recebesse mais intercetores Patriot de fabrico americano — classificando isso como o “mínimo” que seria aceitável.
Segundo o Financial Times, Zelensky criticou também o interesse de Washington em fechar acordos comerciais com Moscovo, bem como a aparente admiração do presidente norte-americano, Donald Trump, pelo líder russo, Vladimir Putin.
No sábado, Donald Trump defendeu que a Ucrânia substituísse Zelensky e criticou os ataques ucranianos às infraestruturas petrolíferas russas — um dia depois de ter anunciado um acordo de fornecimento de gasóleo com a Rússia, visando aliviar a pressão sobre os preços dos combustíveis, que dispararam desde o início da guerra entre os EUA/Israel e o Irão, em fevereiro. Musk junta-se a Trump e pede saída de Zelensky
Elon Musk reiterou, esta quinta-feira, o seu apelo para que o Presidente Volodymyr Zelensky seja substituído na liderança da Ucrânia, numa altura em que crescem as dúvidas sobre o apoio americano a Kiev.
"Está na hora de Zelensky sair", afirmou o bilionário, cuja constelação de satélites desempenha um papel crucial no conflito russo-ucraniano, sobretudo nas comunicações na frente de combate.
Sem a saída de Volodymyr Zelensky, "o massacre continua", escreveu ainda Elon Musk na conta na rede social X, que conta com mais de 240 milhões de seguidores.
A Ucrânia informou enfrentar restrições na utilização do serviço de satélite do proprietário da SpaceX, o que tem prejudicado significativamente a operação de drones aéreos e a defesa antiaérea de Kiev.
Elon Musk respondeu afirmando que qualquer lentidão na rede se deve ao governo norte-americano, e não à sua empresa, a SpaceX.
O bilionário fez uma distinção entre o serviço Starshield — destinado a fins militares e utilizado pela Ucrânia em operações na frente e na defesa — e o Starlink, que se restringe ao uso civil. Ambos os serviços fazem parte do sistema de satélites desenvolvido pela SpaceX.
“Os sistemas Starshield pertencem ao Governo dos EUA e são controlados por este. Quaisquer limitações de velocidade ou de utilização são definidas pelos militares norte-americanos e, em última instância, pelo presidente dos EUA”, disse Musk, referindo-se a Trump.
Os terminais que se deslocavam a velocidades superiores a 160 quilómetros por hora - utilizando uma versão do Starlink destinada às forças militares e às agências de segurança nacional — perderam subitamente a conectividade, informou Serhiy Beskrestnov, conselheiro de tecnologia militar de Zelensky na quarta-feira. Ataque ucraniano provoca incêndio em refinaria russa
Um grande ataque ucraniano com drones na região russa de Riazan provocou um incêndio numa refinaria de petróleo, informou o governador regional esta quinta-feira. Foi o primeiro ataque a uma instalação energética na Rússia desde que Trump anunciou um cessar-fogo.
"Os danos materiais estão a ser avaliados. As equipas de emergência estão a trabalhar no local", afirmou o governador de Riazan, Pavel Malkov, numa publicação no Telegram.
Acrescentou que um armazém noutro local também foi danificado durante os ataques, sem fornecer mais detalhes.
A refinaria de Riazan pertence ao gigante petrolífero russo Rosneft e abastece Moscovo de combustível. Nos últimos meses, a unidade foi alvo de vários ataques com drones. A refinaria representa quase cinco por cento da capacidade total de refinação de petróleo da Rússia.
A Marinha declarou, através do Telegram, que utilizou o seu sistema de mísseis costeiros Neptune na operação.
Rússia ataca região central da Ucrânia e embarcações no Mar Negro
A região de Kirovohrad, no centro da Ucrânia, foi atingida pelo maior ataque russo ao seu território desde o início da guerra, fazendo três mortos e seis feridos durante a noite, informou o governador local esta quinta-feira.A região, que raramente é alvo de bombardeamentos, foi atingida por mais de 360 drones, escreveu o governador Andriy Raikovych no Telegram, acrescentando que 26 locais diferentes foram atingidos.
"O inimigo atacou deliberadamente infraestruturas críticas, empresas de transporte, instalações logísticas e residências", escreveu.
A Força Aérea da Ucrânia informou que 580 drones russos atacaram o país durante a noite, dos quais 536 foram abatidos.
Além do ataque à região de Kirovohrad, as forças russas atacaram, no Mar Negro, duas embarcações de carga que seguiam para Odessa.
Segundo o ministério russo da Defesa, a Rússia atacou o porto de Izmail, na região de Odessa, no Mar Negro — território ucraniano —, e atingiu também duas embarcações de carga que seguiam para Odessa. Moscovo acrescenta que os navios eram utilizados para fins militares.
A Ucrânia suspendeu os ataques a refinarias de petróleo e outras infraestruturas energéticas russas durante dois dias, após o anúncio de Trump sobre uma “trégua energética”, informou Zelensky no início desta semana, através da rede social X.Esta quinta-feira, um ataque com drones ucranianos provocou incêndio numa refinaria russa em Riazan.
Apesar da pausa, Zelensky disse ao Financial Times que as suas forças ficaram sem os alertas antecipados dos EUA sobre mísseis balísticos. Além disso, o serviço de comunicações por satélite Starlink, de Elon Musk, viu o seu desempenho reduzido em todo o país, prejudicando as operações na linha da frente e os ataques de médio alcance contra instalações militares russas.
Zelensky relatou que as autoridades militares dos EUA chegaram a dizer aos seus homólogos ucranianos que, “se não pararem (com os ataques ao setor energético), bloquearemos o acesso a informações de inteligência”.
Posteriormente, o episódio foi apresentado a Kiev como uma “falha técnica” — uma explicação que Zelensky rejeita, descartando a possibilidade de que as falhas no sistema Starlink tenham ocorrido por acaso.
“Não foi um problema técnico; foi uma questão de vontade”, acrescentou na entrevista.
Quando questionado se a Ucrânia estaria disposta a interromper os ataques a instalações energéticas como forma de reparar as relações com a Casa Branca, disse ao jornal que só poderia concordar se, em contrapartida, recebesse mais intercetores Patriot de fabrico americano — classificando isso como o “mínimo” que seria aceitável.
Segundo o Financial Times, Zelensky criticou também o interesse de Washington em fechar acordos comerciais com Moscovo, bem como a aparente admiração do presidente norte-americano, Donald Trump, pelo líder russo, Vladimir Putin.
No sábado, Donald Trump defendeu que a Ucrânia substituísse Zelensky e criticou os ataques ucranianos às infraestruturas petrolíferas russas — um dia depois de ter anunciado um acordo de fornecimento de gasóleo com a Rússia, visando aliviar a pressão sobre os preços dos combustíveis, que dispararam desde o início da guerra entre os EUA/Israel e o Irão, em fevereiro. Musk junta-se a Trump e pede saída de Zelensky
Elon Musk reiterou, esta quinta-feira, o seu apelo para que o Presidente Volodymyr Zelensky seja substituído na liderança da Ucrânia, numa altura em que crescem as dúvidas sobre o apoio americano a Kiev.
"Está na hora de Zelensky sair", afirmou o bilionário, cuja constelação de satélites desempenha um papel crucial no conflito russo-ucraniano, sobretudo nas comunicações na frente de combate.
Sem a saída de Volodymyr Zelensky, "o massacre continua", escreveu ainda Elon Musk na conta na rede social X, que conta com mais de 240 milhões de seguidores.
And so the slaughter continues … Time for Zelensky to go
— Elon Musk (@elonmusk) October 15, 2026
A Ucrânia informou enfrentar restrições na utilização do serviço de satélite do proprietário da SpaceX, o que tem prejudicado significativamente a operação de drones aéreos e a defesa antiaérea de Kiev.
Elon Musk respondeu afirmando que qualquer lentidão na rede se deve ao governo norte-americano, e não à sua empresa, a SpaceX.
O bilionário fez uma distinção entre o serviço Starshield — destinado a fins militares e utilizado pela Ucrânia em operações na frente e na defesa — e o Starlink, que se restringe ao uso civil. Ambos os serviços fazem parte do sistema de satélites desenvolvido pela SpaceX.
True
— Elon Musk (@elonmusk) October 15, 2026
“Os sistemas Starshield pertencem ao Governo dos EUA e são controlados por este. Quaisquer limitações de velocidade ou de utilização são definidas pelos militares norte-americanos e, em última instância, pelo presidente dos EUA”, disse Musk, referindo-se a Trump.
Os terminais que se deslocavam a velocidades superiores a 160 quilómetros por hora - utilizando uma versão do Starlink destinada às forças militares e às agências de segurança nacional — perderam subitamente a conectividade, informou Serhiy Beskrestnov, conselheiro de tecnologia militar de Zelensky na quarta-feira. Ataque ucraniano provoca incêndio em refinaria russa
Um grande ataque ucraniano com drones na região russa de Riazan provocou um incêndio numa refinaria de petróleo, informou o governador regional esta quinta-feira. Foi o primeiro ataque a uma instalação energética na Rússia desde que Trump anunciou um cessar-fogo.
"Os danos materiais estão a ser avaliados. As equipas de emergência estão a trabalhar no local", afirmou o governador de Riazan, Pavel Malkov, numa publicação no Telegram.
Acrescentou que um armazém noutro local também foi danificado durante os ataques, sem fornecer mais detalhes.
A refinaria de Riazan pertence ao gigante petrolífero russo Rosneft e abastece Moscovo de combustível. Nos últimos meses, a unidade foi alvo de vários ataques com drones. A refinaria representa quase cinco por cento da capacidade total de refinação de petróleo da Rússia.
Malkov informou, ainda na quinta-feira, que as aulas nas escolas e creches de dois distritos foram canceladas devido ao que classificou como ataques em massa com drones.
Além disso, a Marinha da Ucrânia informou que destruiu seis aeronaves militares russas do modelo Su-34M durante um ataque realizado contra o aeródromo de Borisoglebsk, na região de Voronezh.
A Marinha declarou, através do Telegram, que utilizou o seu sistema de mísseis costeiros Neptune na operação.
A região de Kirovohrad, no centro da Ucrânia, foi atingida pelo maior ataque russo ao seu território desde o início da guerra, fazendo três mortos e seis feridos durante a noite, informou o governador local esta quinta-feira.A região, que raramente é alvo de bombardeamentos, foi atingida por mais de 360 drones, escreveu o governador Andriy Raikovych no Telegram, acrescentando que 26 locais diferentes foram atingidos.
"O inimigo atacou deliberadamente infraestruturas críticas, empresas de transporte, instalações logísticas e residências", escreveu.
A Força Aérea da Ucrânia informou que 580 drones russos atacaram o país durante a noite, dos quais 536 foram abatidos.
Além do ataque à região de Kirovohrad, as forças russas atacaram, no Mar Negro, duas embarcações de carga que seguiam para Odessa.
Segundo o ministério russo da Defesa, a Rússia atacou o porto de Izmail, na região de Odessa, no Mar Negro — território ucraniano —, e atingiu também duas embarcações de carga que seguiam para Odessa. Moscovo acrescenta que os navios eram utilizados para fins militares.
Em comunicado, o Ministério afirmou ter atingido um navio de carga no estuário do rio Bug, no Mar Negro, e outro no porto de Chornomorsk, acrescentado que as duas embarcações transportavam mantimentos para as forças militares ucranianas.
c/ agências