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Guerra na Ucrânia
Zelensky desmente Trump e recusa tréguas energéticas com Rússia
O presidente ucraniano garante que só vai interromper os ataques a alvos energéticos russos se o inimigo fizer o mesmo e os EUA o garantirem. Esta é a resposta de Kiev depois de Donald Trump anunciar que os dois lados do conflito tinham concordado com este cessar-fogo parcial.
No entanto, "até agora, ninguém viu qualquer disposição genuína por parte da Rússia para terminar a guerra”, afirma Zelensky.
Ainda assim acrescenta que “se os nossos parceiros americanos conseguirem assegurar uma disposição real da Rússia para acabar com a guerra — que visa destruir vidas — e o fizerem de forma honesta e duradoura, a Ucrânia tomará as suas próprias medidas de desanuviamento".
Como tal não sucede, a Ucrânia atacou uma refinaria na região russa de Samara.
As autoridades locais contam que "ocorreu um novo ataque do Exército ucraniano contra a nossa região. Militares e grupos móveis trabalharam durante toda a noite para derrubar drones inimigos (ucranianos). Ao todo, mais de 40 drones foram abatidos […]. Registaram-se danos numa empresa industrial e em vários edifícios residenciais".
Do lado russo, o exército atacou com drones um armazém e dois postos de abastecimento de combustível na capital ucraniana, provocando quatro feridos.
Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos disse através da rede Truth Social que a Ucrânia tinha concordado em não atacar alvos russos ligados à energia, acrescentando que a Rússia "ia fazer o mesmo".
Desta forma, Trump tentou atribuir a escassez de gasóleo e os preços elevados aos ataques da Ucrânia contra as refinarias de petróleo russas.
A verdade é que a causa principal é a própria guerra do presidente norte-americano contra o Irão.